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* ''Gray List'': Contém aparelhos suspeitos de roubo ou fraude ou que apresentam algum problema como falha de software, quebra ou defeito do equipamento; e | |||
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O EIR é hoje o principal mecanismo de combate ao roubo de celulares. Já começam a surgir no mundo grandes bases de dados que alimentam os bancos de dados das operadoras com o IMEI de aparelhos roubados; algo como um SPC dos celulares roubados. | O EIR é hoje o principal mecanismo de combate ao roubo de celulares. Já começam a surgir no mundo grandes bases de dados que alimentam os bancos de dados das operadoras com o IMEI de aparelhos roubados; algo como um SPC dos celulares roubados. | ||
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Edição das 15h56min de 21 de setembro de 2011
Introdução
Em comunicações móveis, o EIR é uma base de dados que contém listagens de todos os equipamentos móveis válidos na rede, com todas as estações móveis sendo identificadas pelo IMEI (International Mobile Equipment Identity) dos terminais móveis. Esta central ainda possui interfaces para ligar outras redes, como a PLMN (Redes Privadas de Telefonia Fixa), padrão SS#7 (Sistema de inicialização número 7), a RPTC (Redes Públicas de Telefonia Comutada) e redes RDSI (Rede Digital de Serviços Integrados).
O IMEI é um número de 15 dígitos determinado pelo fabricante que é enviado para a operadora assim que o usuário adquire o aparelho na loja. Um IMEI é considerado como inválido se declarado como roubado ou incompatível com a rede. Assim, o IMEI é basicamente utilizado para a segurança contra furto do aparelho móvel (celular). Isso significa que nenhum individuo que não seja o comprador do aparelho possa utilizá-lo, uma vez que o IMSI (International Mobile Subscriber Identity) é atrelado ao IMEI.
Dessa forma, nenhum outro SIM card que não seja o original será aceito na operadora, fazendo com que o aparelho seja bloqueado.
O roubo de celulares
No GSM, para se identificar em uma rede, o aparelho realiza um complexo conjunto de operações matemáticas com base nas informações gravadas no SIM chip. No SIM chip é armazenado as informações pessoais do usuário, tais como:
- International Mobile Subscriber Identity (IMSI) - número de identificação do assinante;
- Subscriber identification key - chaves de criptografia do usuário; e
- Agenda telefônica e demais informações pessoais, etc. Através do uso do SIM chip é possível garantir maior facilidade para o usuário, que pode trocar de telefone sem precisar ir à loja ou até mesmo pegar um telefone emprestado e utilizar como se fosse o seu próprio aparelho.
O IMEI, ao contrário do ESN dos demais sistemas celulares digitais, não tem participação ativa no cadastro do usuário. Um SIM chip (ou usuário) pode utilizar diversos aparelhos ou IMEI diferentes.
Em 12 de fevereiro de 2002 o site The Register noticiou o roubo de 26 mil celulares GSM ocorrido em Londres. O prejuízo estimado do roubo foi de seis milhões de dólares. As perdas com o roubo de celulares GSM vêm aumentando sistematicamente nos últimos anos. Amsterdan observou, entre os anos de 2000 e 2001, um aumento de 50% nos roubos de celulares.
No Brasil as autoridades competentes não revelam dados concretos, até mesmo porque muitos usuários que têm seus celulares roubados não registram BO ou em alguns casos nem sequer ligam para sua operadora para comunicar o ocorrido. Mas profissionais da área celular informam que sem dúvida nenhuma a entrada do sistema GSM no Brasil fez subir significativamente a ocorrência de roubo de celulares em nosso país.
A razão para este aumento encontra-se em parte no uso de SIM chips e IMEI. Como o SIM chip pode ser utilizado por diversos aparelhos, um usuário mal intencionado pode fazer uso de aparelhos roubados mais facilmente.
Ao contrário dos sistemas atuais o GSM permite ao usuário trocar de modelo sem necessitar realizar novamente a habilitação, ou seja, ao se extraviar um celular basta a introdução de um novo chip no mesmo para que volte a funcionar normalmente. Para reduzir os transtornos causados pelo furto de celulares, várias operadoras, em consciência do fato, vêm tentando impedir o uso de celulares roubados em suas redes.
Assim cada vez em que é ligado, o celular executa um procedimento conhecido como registro. Durante este processo, o IMEI do celular é checado no EIR. Nesta base de dados o aparelho pode ser em três listas de acordo com sua situação:
- White List: Contém os aparelhos regularizados;
- Gray List: Contém aparelhos suspeitos de roubo ou fraude ou que apresentam algum problema como falha de software, quebra ou defeito do equipamento; e
- Black List: Contém aparelhos que foram declarados bloqueados pela operadora.
O EIR é hoje o principal mecanismo de combate ao roubo de celulares. Já começam a surgir no mundo grandes bases de dados que alimentam os bancos de dados das operadoras com o IMEI de aparelhos roubados; algo como um SPC dos celulares roubados.
Referências
[1] Disponível em: <http://www.dee.feis.unesp.br/pos/teses/arquivos/191-dissertacao_getulio_taruo_tateoki.pdf> Acesso em 21/09/2011
[2] Disponível em: <http://www.eletrica.ufpr.br/ufpr2/tccs/39.pdf> Acesso em 21/09/2011
[3] Disponível em: <http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialredegsm/default.asp> Acesso em 21/09/2011
[4] Disponível em: <http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialroubocel/default.asp> Acesso em 21/09/2011