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= Segurança =
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*O TCP/IP sempre exigiu muita memória quando utilizado, sendo um protocolo pesado. Entretanto, as tecnologias foram evoluindo, tornando-se mais potente, assim sua prática ficou facilitada. Tomando em base essa afirmação, devemos utilizar melhor nossos recursos, implementando uma nova arquitetura de reda mais otimizada.

Edição das 18h22min de 20 de março de 2015

Introdução

  • Esse documento tem como objetivo expor alguns dos diversos problemas existentes na arquitetura TCP/IP. Os problemas serão divididos em três categorias: Endereçamento, que se trata da limitação de endereços ips válidos e da impossibilidade de mobilidade, Qualidade de Serviço, referente as falhas existentes que remetem um baixo QoS da rede e Segurança, expondo as vulnerabilidades presentes na arquitetura.

Endereçamento

  • O endereço ip, na versão 4, é um número de 32 bits representado oficialmente por 4 octetos (bytes). A quantidade máxima de endereços IP válidos é 2^32 = 4.294.967.296, ou seja, cerca de 4,2 bilhões de endereços. A ideia inicial era que cada dispositivo que fosse utilizar a internet, tivesse um IP válido para que o mesmo possa ser reconhecido pelos outros dispositivos conectados.
  • Em 1981, ano da criação do Protocolo IP, 4,2 bilhões de endereços era uma quantidade considerada infinita comparado com as expectativas de implementação do mesmo. Contudo, o avanço da tecnologia possibilitou maior acessibilidade de recursos tecnológicos para a população, fazendo com que a quantidade de endereços IP disponíveis fosse insuficiente para suprir a demanda mundial de acessos à internet.
  • É fato que a quantidade de endereços não atende à nossa necessidade. A medida que percebemos que 4,2 bilhões de endereços seriam insuficientes, fizeram uma divisão dos endereços entre válidos e privados. Basicamente, os endereços válidos são os que a internet reconhece, já os endereços privados são aqueles que a mesma não reconhece de forma direta. Dessa afirmação vem uma questão: Se nosso dispositivos utilizam ips privados e a internet não os reconhece, como realizamos acesso à internet? A resposta para essa questão é respondida através do Network Address Translation (NAT), um protocolo criado que basicamente tem a função de reescrever os endereços privados para que eles tenham acesso à internet. Através desse protocolo que os nossos computadores são capazes de enviar e receber pacotes da rede mundial.
  • A distribuição mundial de faixas de endereços IP é responsabilidade da Internet Assigned Numbers Authority (IANA). Com isso temos um problema, pois não é permitido mobilidade visto que um endereço destinado para a África, nunca poderá ser utilizado no Brasil. Para exemplificar o que aconteceria caso um endereço ip destinado para o Brasil fosse utilizado na África: Os roteadores entendem através de suas tabelas de rotas que esse endereço pertence à faixa destinada ao Brasil. Com isso todos os pacotes não alcançaria o real destino (África), pois sempre seriam encaminhados para o Brasil.

Qualidade de Serviço

  • A seguir temos uma breve explicação feita pela CISCO sobre o conceito de Qualidade de Serviço (QoS)
O objetivo da QoS é fornecer serviço de rede melhor e mais previsível, fornecendo largura de banda dedicada, jitter controlado e latência, e perda de características melhoradas. QoS atinge esses objetivos, fornecendo ferramentas para gerenciar o congestionamento da rede, formação de rede tráfego, utilizando-se de maneira ampla área de links de forma mais eficiente, e definindo políticas de tráfego em toda a rede. QoS oferece serviços de rede inteligente que, quando corretamente aplicadas, ajudam a fornecer desempenho consistente e previsível. (CISCO SYSTEMS, 2006).
  • A arquitetura TCP/IP não fornece um bom QoS. O motivo para essa afirmação é devido essa ser, ou seja, não é possível prever a rota que um pacote seguirá nem o tempo que o mesmo trafegará pela rede. Para serviços como telefonia e videoconferência essas duas informações são cruciais para garantir um serviço de qualidade.
  • A seguir vamos expor algumas consequências devido aos problemas acima descritos:
  • Supondo uma empresa A que está com um projeto de fornecer Voz sobre IP (VoIP) para seus clientes. O engenheiro responsável pela operação levanta algumas questões:

Pergunta 1: Como garantiremos uma chamada ao vivo, sabendo que não poderemos prever o atraso, nem a rota que o pacote percorrerá ate o destino?

  • Resposta: Com a arquitetura atual não é possível garantir uma chamada perfeita, mas utilizando algumas técnicas de QoS como priorizar os pacotes sensíveis ao atraso para transmissão, poderemos fazer com que o tempo gasto seja o menor possível, melhorando assim a qualidade da ligação.

Pergunta 2: Mas e se em um link tivermos um grande fluxo de dados sensíveis ao atraso? Com isso teremos uma grande concorrência do meio e assim nossa qualidade de serviço cairá.

  • Resposta: Tendo um fluxo superior a capacidade de um meio, podemos superdimensionar os elementos para que eles suportem um aumento do fluxo de dados. Temos também uma técnica utilizada que é o armazenamento em buffer, que basicamente não transmite a demanda de dados de uma vez para congestionar a rede, mas os armazenam em buffers e dentro dos limites do meio transmite-os.

Pergunta 3: Mas com os projetos como Internet of Things e Machine to Machine (M2M) teremos uma quantidade absurda de transmissão de dados, qual o custo para ficar superdimensionando os projetos? Onde vamos parar com esse superdimensionamento? Quanto ao armazenamento em buffer, as aplicações que precisamos de entrega imediata das informações ficariam muito prejudicadas e assim novamente teremos uma queda na qualidade de serviço.

  • Resposta: Devemos mudar a arquitetura de rede, pois são tantas falhas que por mais que possuam técnicas de QoS, sempre teremos algum problema que incapacitará a rede de fornecer um serviço de qualidade.

Segurança

Problemas Gerais

  • O TCP/IP sempre exigiu muita memória quando utilizado, sendo um protocolo pesado. Entretanto, as tecnologias foram evoluindo, tornando-se mais potente, assim sua prática ficou facilitada. Tomando em base essa afirmação, devemos utilizar melhor nossos recursos, implementando uma nova arquitetura de reda mais otimizada.