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Com essa iniciativa, todos os domicílios de Santa Ana, que possui 330 000 habitantes, recebem água tratada por micropurificação. Como a usina também serve outras cidades da região, cerca de 600 000 lares são beneficiados no total. Estima-se que cerca de 230 milhões de litros de água suja deixam de ser despejados no mar para serem reutilizados.
Com essa iniciativa, todos os domicílios de Santa Ana, que possui 330 000 habitantes, recebem água tratada por micropurificação. Como a usina também serve outras cidades da região, cerca de 600 000 lares são beneficiados no total. Estima-se que cerca de 230 milhões de litros de água suja deixam de ser despejados no mar para serem reutilizados.
= Referências bibliográficas =

Edição das 19h29min de 14 de setembro de 2017

Conceito Básico

Segundo a união Européia, Smart Cities são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia. Apesar de ser um conceito relativamente recente, o conceito de Smart City já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020. Atualmente, cidades de países emergentes estão investindo bilhões de dólares em produtos e serviços inteligentes para sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média. Ao mesmo tempo, países desenvolvidos precisam aprimorar a infraestrutura urbana existente para permanecer competitivos. Na busca por soluções para esse desafio, mais da metade das cidades europeias acima de 100.000 habitantes já possuem ou estão implementando iniciativas para se tornarem de fato Smart Cities.

Visão

Um breve exemplo de como seria uma cidade inteligente no vídeo a seguir: [1]

“Soluções tecnológicas para cidades estão sendo criadas em todos os cantos do mundo, desde por pequenas empresas e indivíduos a multinacionais e governos”, afirma Anthony Townsend, diretor de pesquisa do Instituto para o Futuro, em Palo Alto, Vale do Silício.

Uma CI também pode ser definida como um ambiente inteligente, que embute tecnologias da informação e da comunicação (TIC) que criam ambientes interativos, que trazem a comunicação para o mundo físico. A partir desta perspectiva, uma cidade inteligente (ou em termos mais gerais um espaço inteligente) se refere a um ambiente físico no qual as tecnologias de comunicação e de informação, além de sistemas de sensores, desaparecem à medida que se tornam embutidos nos objetos físicos e nos ambientes nos quais vivemos, viajamos e trabalhamos (Steventon e Wright, 2006)


Conexões

Seriam as cidades inteligentes uma ameaça à democracia? Uma ideia provocativa: "Uma grande rede de sensores para milhões de ouvidos, olhos e narizes eletrônicos - também potencialmente permite que a cidade do futuro seja uma arena para vigilância perfeita e permanente por quem quer que tenha acesso aos dados." Questões de controle, realidade virtual, livre arbítrio e hierarquias de poder, as declarações de Poole são críticas em relação ao papel poderoso da tecnologia no futuro.

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Sistemas de Informação

As Cidades Inteligentes podem ser vistas como uma nova abordagem para lidar com os problemas urbanos, como por exemplo a gestão do trânsito. Através da disponibilidade, infraestrutura e qualidade das Tecnologias da Informação e do capital humano é possível melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promovendo a sua participação e proporcionando uma melhor monitorização de eventos que ocorrem nas cidades. Tomando-se como caso de estudo a grande cidade de Lisboa, neste trabalho procura-se compreender as estratégias e os projetos que têm vindo a ser implementados, comparando-os com aqueles que têm vindo a ser realizados em Barcelona e no Rio de Janeiro, também grandes cidades, para que estas possam ser cada vez mais “Smart Cities.”

Complementar

Conheça 3 cidades inteligentes pelo mundo

1) Songdo, na Coreia do Sul, é referência em planejamento urbano

É um exemplo de "aerotrópole", expressão usada pelos urbanistas para designar as cidades planejadas que crescem em torno de um aeroporto. O projeto de criação começou em 2003 e ganhou agilidade a partir de 2009, quando um programa de estímulos a investimentos foi lançado pelo governo local.

O slogan de Songdo é “A três horas e meia de um terço da população mundial”. O jornal britânico The Guardian a classificou como a primeira cidade inteligente do mundo.

Ainda em fase de construção, Songdo deve ser concluída em 2018, segundo estimativas oficiais. Desde 2011, no entanto, o lugar já vem sendo povoado. Em 2013, a população era de 67 000 habitantes. A expectativa é que até 2020 sejam 250 000 moradores.

O planejamento levou em consideração várias opções de mobilidade e a disseminação de espaços verdes. Sensores subterrâneos detectam as condições de tráfego e reprogramam os semáforos sempre que necessário. Um lago e um canal abastecidos com água do mar mantêm a umidade sem sacrificar a água potável e também são usados como via de transporte para táxis aquáticos.

Há, ainda, 25 quilômetros de ciclovias para os adeptos do transporte sobre duas rodas. Um sistema pneumático de gestão de resíduos se espalha por toda a cidade – o que praticamente elimina a necessidade de coleta de lixo e alivia o trânsito.

2)Copenhague, na Dinamarca, reduziu o uso de combustíveis fósseis

A capital dinamarquesa é bicampeã no ranking de cidades inteligentes da Europa, elaborado pela revista Fast Company, uma das mais respeitadas publicações sobre inovação do mundo. Não é para menos. De lá vem um dos melhores exemplos de redução das emissões de carbono de todo o planeta.

Em relação a 2005, quando o conceito de carbono zero passou a fazer parte das ações do governo local, Copenhague reduziu 21% das emissões. Atualmente, a cidade emite, em média, 2 milhões de toneladas per capita de carbono por ano.

O objetivo é diminuir ainda mais a emissão até 2025, chegando a 1,16 milhão de toneladas per capita anuais. Para atingir a meta, todos os novos edifícios precisam ser construídos segundo regras de sustentabilidade.

Também ajuda o fato de, em Copenhague, metade da população de pouco mais de meio milhão de pessoas usar bicicletas para chegar ao trabalho, segundo dados oficiais. A cidade possui um amplo sistema de aluguel de bicicletas equipadas com GPS. Recentemente, elas começaram a receber sensores que detectam a qualidade do ar e ainda permitem aos usuários receber informações em tempo real sobre congestionamentos.

3)Santa Ana, nos Estados Unidos, mostra como é possível reaproveitar água

A maior parte da água utilizada nas casas da cidade sede do condado de Orange, na Califórnia, é tratada para se tornar potável novamente. Até mesmo a água dos sanitários de Santa Ana passa por um processo de limpeza que a torna reutilizável.

O sistema, conhecido como micropurificação, funciona assim: com a ajuda de elementos químicos e equipamentos que emitem luz ultravioleta, as partículas de sujeira são isoladas numa membrana especial até que não reste nada além de água pura. Até mesmo protozoários e bactérias são eliminados depois do processo.

Em 2014, em uma série de reportagens sobre soluções sustentáveis para o futuro, a revista online Slate e a Arizona State University apontaram o sistema de Santa Ana como um modelo para o restante dos Estados Unidos. Na avaliação dos especialistas, a solução é uma alternativa ao processo de dessalinização da água do mar, cujo custo é bastante alto.

Com essa iniciativa, todos os domicílios de Santa Ana, que possui 330 000 habitantes, recebem água tratada por micropurificação. Como a usina também serve outras cidades da região, cerca de 600 000 lares são beneficiados no total. Estima-se que cerca de 230 milhões de litros de água suja deixam de ser despejados no mar para serem reutilizados.


Referências bibliográficas