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* A interconexão entre BTS e BSC se dá através da interface padronizada Abis (a maioria das interfaces Abis são específicas do vendor). Esta interface suporta dois tipos de links: canais de tráfego a 64 kbit/s levando voz ou dados do usuário e canais de sinalização BSC-BTS a 16 kbit/s. A camada física é baseada na G.703. | * A interconexão entre BTS e BSC se dá através da interface padronizada Abis (a maioria das interfaces Abis são específicas do vendor). Esta interface suporta dois tipos de links: canais de tráfego a 64 kbit/s levando voz ou dados do usuário e canais de sinalização BSC-BTS a 16 kbit/s. A camada física é baseada na G.703. | ||
== Interface A entre BSC e MSC == | === Interface A entre BSC e MSC === | ||
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Edição das 17h28min de 11 de setembro de 2011
Colaboradores

- André Carrijo de Oliveira - 9679-9100 - andre.carrijo90@gmail.com
- Bruna Lorena Rodrigues Gondin - 8855-0615 - bruna.lorenagondin@gmail.com
- Gabriel Fernandes Machado - 9232-6118 - gfmachado22@gmail.com
- Thiago Berger Canuto Alves - 8869-8907 - thiagocanuto.feelt@gmail.com (Entrada: 20/12/10)
- Saulo Garcez Santos - 9206-5182 - saulo.radio@gmail.com (Entrada: 17/06/2011)
- Arthur Pires - 9245-7474 - arthurprs@gmail.com (Entrada: 13/04/11)(Mudança de grupo: 10/06/2011)
- Antônio César Costa Ferreira Rosa - 9146-2845 - antonio.eel@gmail.com (Saída: 25/11/10)
Iniciação Científica
- Artigo CEEL - Arquivo:Open GSM.pdf
Referências
- OpenBSC network-side GSM stack. A tool for GSM protocol level security analysis. Harald Welte. SSTIC 2010, June 2010, Rennes/France.
- Juniper Netowrks. MobileNext Control Gateway Next-Generation SGSN/MME Solution for 2G/3G and LTE Mobile Networks. California EUA. Fevereiro 2011.
- Jeffrey Bannister, Paul Mather, Sebatian Coppe. Convergence Technologies for 3G Networks IP, UMTS, EGPRS and ATM. John Wiley & Sons. 2004.
- UMTS Signaling UMTS INTERFACES, PROTOCOLS, MESSAGE FLOWS, AND PROCEDURES ANALYZED AND EXPLAINED. Ralf Kreher Tektronix, Inc., Germany and Torsten Ruedebusch Tektronix, Inc., Germany Copyright © Tektronix Berlin GmbH & Co KG. Company confidential.
- Convergence Technologies for 3G Networks IP, UMTS, EGPRS and ATM Jeffrey Bannister, Paul Mather and Sebastian Coopeat Orbitage Consultants 2004 John Wiley & Sons Ltd, The Atrium, Southern Gate, Chichester, West Sussex PO19 8SQ, England ISBN 0-470-86091-X
- http://www.isoc.org/briefings/017/. Acessado em 07/04/2011 às 16:40 hs
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO. Elvis Pfützenreuter Aplicabilidade e desempenho do protocolo de transporte SCTP Florianópolis, dezembro de 2004
- https://www.nethawk.fi/products/nethawk_simulators/nethawk_rnciub_simulator. Product_Description_NetHawk_RNC_Iub_Simulator.pdf
- Wireless Technology Seminar. Third Generation (3G) Basics CDMA-2000 & 3GPP W-CDMA. Tim Masson UK Regional Specialist. Agilent Technologies. 18/12/2000.
- 3G Tutorial. Brough Turner & Marc Orange. Fall VON 2002. NMS Communications.
- 3G Evolution – HSPA and LTE for Mobile Broadband. Erik Dahlman, Stefan Parkvall, Johann Sköld, Per Beming. Ericsson Research. 2007.
- Third Generation (3G) Wireless White Paper. Trillium Digital System. Los Angeles, CA. March 2000.
- UMTS - Universal Mobile Telecommunication System. André Quadros e Ulisses Shimid. http://www.gta.ufrj.br/~rezende/cursos/eel879/trabalhos/umts/index.html
- UTRAN Signaling and Protocols. Alex Fares, Ph. D. 2008. USA.
Reuniões
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Grupo Comum - 22/08/11
Grupo Comum - 27/07/11
Grupo Comum - 22/07/11
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Open 3G/LTE - 07/07/11
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Horário de reuniões: 6a. feira - 13:15 às 14:15 hs
OpenBSC
Temas
- LTE
- UTRAN
- UMTS
- Elementos de rede 3G:
- Elementos de rede GSM
- BTS
- BSC
- MSC
- HLR e VLR
- Referências:
- http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/colaboradores/bruno_maia/repetidores/rep_gsm_03.html
- http://www.electronics-manufacturers.com/products/wireless-communication/mobile-switching-center/
- http://www.cedet.com.br/index.php?/Tutoriais/Telecom/rede-gsm.html
- http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialrepindoor/pagina_2.asp
- Protocolos:
- OpenBSC
- OpenBSC - Análise do projeto/código
Downloads
Códigos
Código de implementação do SCTP
Modelos
Projeto Modelo de Iniciação Científica da UFU
Avaliações
GSM/GPRS
Media:GSM-GPRS-Sacramento-UFG.pdf
Glossário
GPL
- Geral Public License
- GNU General Public License (Licença Pública Geral), GNU GPL ou simplesmente GPL, é a designação da licença para software livre idealizada por Richard Matthew Stallman em 1989, no âmbito do projeto GNU da Free Software Foundation (FSF).
- A GPL é a licença com maior utilização por parte de projetos de software livre, em grande parte devido à sua adoção para o projeto GNU e o sistema operacional GNU/Linux.
- Em termos gerais, a GPL baseia-se em 4 liberdades:
- .A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)
- .A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
- .A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).
- .A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Com a garantia destas liberdades, a GPL permite que os programas sejam distribuídos e reaproveitados, mantendo, porém, os direitos do autor por forma a não permitir que essa informação seja usada de uma maneira que limite as liberdades originais. A licença não permite, por exemplo, que o código seja apoderado por outra pessoa, ou que sejam impostos sobre ele restrições que impeçam que seja distribuído da mesma maneira que foi adquirido.
- A GPL está redigida em inglês e atualmente nenhuma tradução é aceita como válida pela Free Software Foundation, com o argumento de que há o risco de introdução de erros de tradução que poderiam deturpar o sentido da licença. Deste modo, qualquer tradução da GPL é não-oficial e meramente informativa, mantendo-se a obrigatoriedade de distribuir o texto oficial em inglês com os programas.
- Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License
GSM
- O GSM tem a estrutura básica dos sistemas celulares e oferece as mesmas funcionalidades básicas dos demais sistemas celulares associadas à mobilidade como roaming e handover entre células. A arquitetura de referência de um sistema GSM é apresentada na figura a seguir.
Mobile Station (MS)
- Mobile Station Estação Móvel é o terminal utilizado pelo assinante quando carregado com um cartão inteligente conhecido como SIM Card ou Módulo de Identidade do Assinante (Subscriber Identity Module). Sem o SIM Card a Estação Móvel não está associada a um usuário e não pode fazer nem receber chamadas.
Uma vez contratado o serviço junto a uma operadora o usuário passa a dispor de um SIM card que ao ser inserido em qualquer terminal GSM faz com que este passe a assumir a identidade do proprietário do SIM Card. No Brasil ele tem sido chamado pelas operadoras de OiChip e TIMChip. O SIM card armazena entre outras informações um número de 15 dígitos que identifica unicamente uma dada Estação Móvel denominado IMSI ou Identidade Internacional do Assinante Móvel (International Mobile Subscriber Identity). Já o terminal é caracterizado por um número também com 15 dígitos, atribuído pelo fabricante, denominado IMEI ou Identidade Internacional do Equipamento Móvel (International Mobile Station Equipment Identity).
Base Station System (BSS)
- É o sistema encarregado da comunicação com as estações móveis em uma determinada área. É formado por várias Base Transceiver Station (BTS) ou ERBs, que constituem uma célula, e um Base Station Controller (BSC), que controla estas BTSs.
Mobile-Services Switching Centre (MSC)
- Mobile-Services Switching Centre ou Central de Comutação e Controle (CCC) é a central responsável pelas funções de comutação e sinalização para as estações móveis localizadas em uma área geográfica designada como a área do MSC.
A diferença principal entre um MSC e uma central de comutação fixa é que a MSC tem que levar em consideração a mobilidade dos assinantes (locais ou visitantes), inclusive o handover da comunicação quando estes assinantes se movem de uma célula para outra. O MSC encarregado de rotear chamadas para outros MSCs é chamado de Gateway MSC.
Home Location Register (HLR)
- Home Location Register ou Registro de Assinantes Locais é a base de dados que contém informações sobre os assinantes de um sistema celular.
Visitor Location Register (VLR)
- Visitor Location Register ou Registro de Assinantes Visitantes é a base de dados que contém a informação sobre os assinantes em visita (roaming) a um sistema celular.
Authentication Center (AUC)
- Ou Centro de Autenticação é responsável pela autenticação dos assinantes no uso do sistema. O Centro de Autenticação está associado a um HLR e armazena uma chave de identidade para cada assinante móvel registrado naquele HLR possibilitando a autenticação do IMSI do assinante. É também responsável por gerar a chave para criptografar a comunicação entre MS e BTS.
Equipment Identity Register (EIR)
- Ou Registro de Identidade do Equipamento é a base de dados que armazena os IMEIs dos terminais móveis de um sistema GSM.
Operational and Maintenance Center (OMC)
- Ou Centro de Operação e Manutenção é a entidade funcional através da qual a operadora monitora e controla o sistema.
Características principais da interface entre a Estação Móvel e a ERB
- Freqüências de Operação (MHz) :
O GSM foi padronizado para operar nas faixas de freqüências apresentadas na tabela, sendo o GSM 900 e o DCS 1800 adotados na Europa e o PCS 1900 nos Estados Unidos. No Brasil as Bandas C, D e E estão na faixa de freqüências do DCS 1800, tendo sido licitados inicialmente 15 MHz por operadora em cada direção. (Consulte a seção Freqüências no Brasil)
Canalização
- As Bandas do GSM são divididas em canais de RF, onde cada canal consiste de um par de freqüências (Transmissão e Recepção) com 200 KHz de banda cada. Existem, portanto, 124 canais de RF no GSM 900 e 373 canais no DCS 1800. Estes canais receberam uma numeração conhecida como ARFCN (Absolute Rádio Frequency Channel Number).As freqüências portadoras dos canais de RF são moduladas em 0,3GMSK por um sinal digital com taxa de 270,833 kbit/s .
Modulação
- O GSM utiliza um formato de modulação digital chamado de 0,3GMSK (Gaussian Minimum Shift Keying).
O 0,3G descreve a Banda do Filtro Gaussiano de pré-modulação utilizado para reduzir o espectro do sinal modulado. MSK (Minimum Shift Keying) é um tipo especial de modulação FSK (Frequency Shift Keing) onde 1’s e 0’s são representados por deslocamentos na freqüência da portadora de RF. Quando a taxa de bits do sinal modulante é exatamente quatro vezes o deslocamento da freqüência da portadora consegue-se minimizar o espectro e a modulação é chamada de MSK (Minimum Shift Keying). - No caso do GSM, a taxa de dados de 270,833 kbit/s foi escolhida para ser exatamente quatro vezes o deslocamento da freqüência de RF (+/- 67,708 KHz). Este sinal digital de 270,833 kbit/s é dividido no domínio do tempo em 8 intervalos (slots) de tempo possibilitando o múltiplo acesso por divisão no tempo (TDMA) das Estações Móveis.
O GSM assim como o TDMA (IS-136) é uma combinação de FDMA e TDMA
Canais Lógicos
- No GSM nenhum canal de RF ou time slot está designado a priori para uma tarefa particular. A informação do usuário (voz e dados) e os dados de controle de sinalização são transmitidos em dois tipos básicos de canais lógicos que vão ocupar a estrutura do quadro (frame) TDMA: canal de tráfego (TCH) e canal de controle (CCH).Estes canais lógicos são mapeados nos canais físicos conforme a figura a seguir:
Os canais de tráfego suportam duas taxas de informação: Completa (Full) e Meia (Half) possibilitando que um canal de RF tenha de 8 canais (Full rate) a 16 (Half rate). O Half rate é implementado pela ocupação alternada do mesmo slot físico por dois canais lógicos. As taxas de informação para os canais de tráfego (TCH) são:
No GSM é possível encontrar 3 tipos de codificadores de voz (vocoder): o Enhanced Full Rate (EFR) e o Full Rate com taxa de 13 kbit/s, e o Half Rate com taxa de 9,6 kbit/s.
Capacidade do GSM
<br
- A eficiência de utilização do Espectro, ou capacidade de um sistema GSM é maior que a do AMPS e menor que um sistema TDMA (IS-136).
Em uma Banda de 30 KHz o AMPS tem capacidade para uma chamada telefônica e o TDMA três. Já o GSM em 200 Khz tem capacidade para oito chamadas. Em compensação por apresentar menos interferência co-canal os sistemas GSM utilizam um reuso de freqüência de 4 por 12 enquanto no AMPS e TDMA o normal é de 7 por 21 o que propicia uma melhor utilização do espectro por parte do GSM. Se o GSM utilizar um recurso, previsto nas especificações, de saltos de freqüência (Frequency Hopping) é possível inclusive a utilização de esquemas de reuso de freqüências mais eficientes.
As interfaces da arquitetura de uma rede GSM, apresentadas na figura e descritas a seguir, foram padronizadas de modo a permitir a interoperabilidade com outras redes, inclusive roaming internacional, e permitir a utilização de diversos fornecedores na sua implantação.
Interface Abis entre ERB (BTS) e BSC
- A interconexão entre BTS e BSC se dá através da interface padronizada Abis (a maioria das interfaces Abis são específicas do vendor). Esta interface suporta dois tipos de links: canais de tráfego a 64 kbit/s levando voz ou dados do usuário e canais de sinalização BSC-BTS a 16 kbit/s. A camada física é baseada na G.703.
Interface A entre BSC e MSC
- Está especificada pelas normas do GSM. A camada física é um 2 Mbit/s padrão CCITT.
Interfaces C, D, E, F, G
- As interfaces C, D, E, F, G forma padronizadas pelo protocolo MAP que por sua vez utiliza os serviços de transação e transferência de mensagens do Sistema de Sinalização número 7 (SS#7).
Em um sistema de telefonia fixa é necessário que exista entre as centrais telefônicas, além dos troncos com os canais de voz, um sistema de sinalização por onde são trocadas mensagens de modo a se estabelecer uma chamada telefônica entre dois assinantes. O Sistema de Sinalização número 7 é o padrão adotado pela UIT e utiliza um canal dedicado para a comunicação. O SS#7 é um protocolo complexo cuja estrutura é apresentada na figura a seguir.
O SS#7 pode ser dividido em duas partes:
1) User Part Implementa funções dos usuário como a:
TUP (Telephone User Part) Compreende todas as mensagens de sinalização necessárias para que uma rede telefônica fixa estabeleça uma chamada. ISUP (Integrated services user part) Acrescenta ao TUP a sinalização para redes de dados comutadas a circuito como previsto na ISDN.
2) MTP (Message Transfer Part) Responsável pela transferência das mensagens de maneira confiável na rede de sinalização.
Além das aplicações relacionadas ao tráfego telefônico o SS#7 estabeleceu, na parte do usuário, camadas que possibilitam a troca de informações, entre centrais ou bases de dados, não relacionadas ao estabelecimento de circuitos telefônicos. Visava-se a implementação de serviços da rede inteligente. Estas camadas são a: SCCP (signaling Connection Control Part), ISP (Intermediate service Part) e TCAP (Transaction capabilities application part). A necessidade de sinalização em uma rede celular é muito maior que numa rede fixa devido a mobilidade do usuário. Para suprir estas funções o GSM desenvolveu a camada Mobile Application Part (MAP) que usa como suporte as várias camadas do SS#7 como o TCAP, SCCP e o MTP.
Interface entre MSC e redes de Telefonia Fixa
- A interconexão entre MSC e redes fixas utiliza o Padrão SS#7 TUP ou ISUP.
Interfaces B e H
- As interfaces B entre MSC e VLR e H entre HLR e AUC não estão padronizadas pois tratam-se normalmente de interfaces internas do MSC/VLR e do HLR/AUC.
GSM: Serviços
- As especificações do GSM procuraram de início reproduzir na rede móvel os serviços que estariam disponíveis na rede fixa através da ISDN (Rede Digital de Serviços Integrados) padronizada pela UIT.
A estrutura flexível dos canais físicos do GSM bem como a utilização do protocolo SS7 facilitaram a introdução destes serviços que foram divididos nos grupos apresentados a seguir:
1) Bearer Services: Serviços de transporte de dados usados para conectar dois elementos de uma rede como acesso ao X.25 com taxas de dados de 2400 a 9600 bit/s.
2) Teleservices: Serviços de comunicação entre dois assinantes como telefonia, serviço de mensagens curtas (SMS) e FAX.
3) Serviços Suplementares: As redes GSM suportam dezenas de serviços suplementares, tais como identificação do número chamador, chamada em espera, siga-me e conferência. A padronização do GSM tem avançado na definição de outros serviços adicionais. O SMS e estes outros serviços são normalmente implementados utilizando-se gateways entre a BSC e o MSC como apresentado na figura a seguir. A comunicação com outros elementos da Rede GSM, tais como MSC, HLR e EIR, é sempre baseada no protocolo MAP com suporte do SS7.
4) Serviços de Localização: Os serviços de localização padronizados para o GSM permitem estimar com precisão a localização da estação móvel servindo de base para vários serviços oferecidos ao assinante.
5) GPRS: O GPRS (General Packet Radio Service) é um serviço para comunicação de dados que permite a estação móvel uma conexão a Internet sem a necessidade de se estabelecer uma chamada telefônica (always on). Este serviço pode utilizar até os 8 time slots de uma canal GSM de 200 KHz o que implica em uma taxa que teoricamente poderia chegar a 115 kbit/s.
6) EDGE: O EDGE (Enhanced Data rates for GSM Evolution) é um padrão desenvolvido para aumentar a taxa de dados para serviços oferecidos pela rede GSM. Este aumento é obtido pelo uso de um novo tipo de modulação (8 BPSK) para a portadora dos canais de RF em substituição a usada atualmente 0,3GMSK. É possível desta forma oferecer 48 kbit/s por slot de tempo o que possibilitaria o oferecimento de conexões IP de até 384 kbit/s. Esta solução mantém a estrutura básica de canalização do GSM implicando na instalação de transceptores com modulação 8 BPSK para os canais de RF dedicados a esta aplicação.
7) 3G: A evolução do GSM para serviços de terceira geração com taxas de dados de até 2 Mbit/s vem sendo padronizada pelo 3rd Generation Partnership Project (3GPP). Esta evolução exigiu a definição de um novo padrão para a interface entre Estação Móvel e ERB com canais de RF de 5 MHz. Este novo padrão (WCDMA) implicará em mudanças na estrutura de canalização do GSM exigindo uma banda adicional de freqüências para implementação do serviço por parte das operadoras, mantendo no entanto a compatibilidade e demais interfaces da arquitetura GSM.
GSM: Considerações Finais
- O GSM é o padrão de sistema celular com mais usuários no mundo tendo atingido em 2002 segundo o EMC a marca de 792,8 milhões de assinantes ou 69,83% dos assinantes mundiais e está presente em praticamente todos os países. A presença mundial e o volume de assinantes e redes GSM é o grande trunfo deste sistema pois se traduz em facilidades de roaming e custos mais baixos para a rede e terminais.
O GSM foi introduzido no Brasil em 2002 com a licitação pela Anatel das Bandas D e E e está em operação em quase todo o Brasil. Foi adotado também pela maioria das operadoras que estão migrando do TDMA. Consulte o mapa dinâmico das operadoras. A adoção do GSM pelas operadoras no Brasil tem impacto não apenas na interface rádio, o que exige novos terminais GSM, mas na rede nacional de roaming que é atualmente baseada no IS-41 para os sistemas AMPS, TDMA e CDMA. A sinalização de roaming do GSM é feita através do protocolo MAP como suporte do SS#7.
3GPP
- A Terceira Geração de Parceria de Projetos (3GPP) une os corpos padrões de telecomunicações, conhecidos como Parceiros Organizacionais.
1) Escopo O escopo original do 3GPP era produzir especificações técnicas e relatórios técnicos para sistemas móveis 3G baseados em núcleos de rede evoluídos GSM e tecnologias de acesso via rádio que elas suportam (Universal Terrestrial Radio Access (UTRA), ambos modos Divisão Duplex de Freqüência (FDD) e Divisão Duplex de tempo (TDD)) O escopo foi substancialmente ampliado para incluir o desenvolvimento e manutenção de especificaçoes técnicas e relatorios tecnicos do Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM) incluindo tecnologias evoluídas de acesso à rádio (GPRS e EDGE). 3GPP foi criado em Dezembro de 1998, sob o nome de “The 3rd Generation Partnership Project Agreement”, ou seja, Acordo de projetos de parcerias da terceira geração. As discussões que levaram ao acordo do 3GPP foram gravados em uma série de slides chamados “Partnership Project Description”, ou seja, descrição da parceira de projeto, que descreve os princípios e idéias básicas acerca do que o projeto se baseia. A descrição da parceria de projeto não se mantem a mesma desde a sua primeira criação, contudo, seus princípios continuam válidos.
Fonte: www.3GPP.com
A-bis
- A-bis é a interface entre a BTS e a BSC. Geralmente é utilizada pelos circuitos TDM DS-1, ES-1 ou E-1. Ela utiliza subcanais TDM (Multiplexação por Divisão no Tempo) para tráfego (TCH), protocolo LAPD para supervisão da BTS e sinalização de telecomunicação, bem como utiliza sincronização entre BSC e a BTS.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Base_station_subsystem
BSC
- A principal função da BSC é controlar toda a parte que está relacionada com rádio, para assegurar qualidade na utilização desse recurso. Dentre as suas funções, cabe a BSC: gerenciar a rede de rádio e as BT’s, manipular o TRAU e interfaces de transmissões, estabelecer as conexões com as MS’s e manipular a própria BSC interna.
O gerenciamento da rede de rádio ocorre na descrição de dados técnicos e de identificação da célula. A BSC também informa os dados do sistema para as redes interligadas, inclusive o da localidade, o que acarreta possível compartilhamento de dados da carga entre as células. Junto a esse gerenciamento, a BSC consegue medir o tráfego da linha simultaneamente aos eventos, assim é possível visualizar os canais livres, para poder administrar melhor uma maior demanda de ocasiões num único momento, no qual disponibiliza handovers, distribuindo o tráfego entre MS’s para não sobrecarregar o sistema. Contudo, a qualidade boa da comunicação via rádio é garantida, pois interferências são evitadas, e a potência e a qualidade do sinal se tornam melhores. A BSC também possui a função de gerenciar as BT’s nas seguintes funções: manipular o software, manter as entidades físicas das BT’s em boas condições e configurá-las, no qual a BSC é responsável pelo controle da potência das BT’s, através de alocações, em que para manter o funcionamento da mesma é necessário classificar a importância das atividades que envolvem os equipamentos, assim em caso de congestionamento, se prioriza atividades mais importantes, no qual até reconfigurações são realizadas, para evitar perda de funções importantes. A BSC visa sempre a melhor qualidade das ligações, assim se numa tarefa existir uma condição melhor para a conexão do móvel, é feito handover, em que se desfruta de um maior benefícios nos sinais de conexões entre as células e o móveis atuais do que entre os móveis e as células anteriores que sofreram tal ação. Além do handover, pode-se trocar a frequência. Esse salto é chamado de Frequency Hopping. Juntando essas funções torna-se possível que a BSC manipule conexões entre estações móveis, durante a chamada, pois ela é responsável pela alocação de um canal de tráfego depois de toda uma autenticação, criptografia, e outras tarefas necessárias para que se possa estabelecer uma conexão. Além disso, durante a chamada, a BSC controla a potência dos equipamentos, através de mudanças de frequências, se indispensável para não haver cortes, o que mantêm a qualidade da ligação. Se mais necessário ainda para manter essa qualidade, é feito dentro do próprio evento da chamada o handover, por meio de cálculos da melhor qualidade de conexão. Outra função da BSC é a manipulação das TRAU’s, no qual essa função é realizada na coordenação da alocação de uma TRAU a uma tarefa. Além disso, a BCS deve administrar testar, supervisionar e localizar as falhas dos enlaces que ocorre entre MSC’s e BT’s. Protocolo BSC: Esse protocolo foi desenvolvido originalmente pela IBM (International Business Machines) com o objetivo de permitir a transmissão síncrona entre computador e periféricos remotamente localizados . Atualmente, este protocolo encontra-se bastante difundido e suas versões são implementadas em diferentes equipamentos. O protocolo BSC é utilizado em ligações ponto a ponto ou multiponto, com ligações dedicadas ou comutadas . ele pode aceitar três códigos específicos de transmissão: EBCDIC, ASCII, TRANSCODE (código de 6 bits) , operando no modo half-duplex.
Fonte: http://200.170.138.251/OpenInnovation/index.php/BSC
MSC
- A MSC (Mobile Switching Center) é uma parte da rede GSM equivalente à uma central de comutação na telefonia fixa, adicionado a isto, tudo o que é necessário para lidar-se com estações móveis. A MSC encontra-se, hierarquicamente, acima da BSS, e sua principal função é autenticação, gerenciamento de localização, handovers, registros e roteamento de chamadas para estações móveis em roaming.
MSCs comunicam-se com registros NE rede GSM sobre interfaces usando SS7 e protocolos baseados em SS7. Os protocolos baseados em SS7 que a MSC usa para comunicar-se são: MAP, TCAP, ISUP, INAP e TUP. Se a MSC possui um gateway para comunicar-se com outras redes, ela é eventualmente chamada de gateway MSC (GMSC). Para lidar com estações móveis em roaming, cada central de comutação móvel tem seu próprio VL, que é, na maioria das vezes, fisicamente integrado ao hardware da MSC. Cada VLR tem extaamente uma MSC. A MSC gerencia todos os handovers e comutações entre células, provendo comandos para cada BS relevante para desligar uma estação móvel de uma BTS e conectá-lo a outra. MSCs também orquestram o processo de criação de novas chamadas de voz. Uma MSC irá iniciar a chamada usando um canal de controle reverso para estabelecer o pedido. A MSC tem que garantir passagem, e após isso, um par de canais de voz é estabelecido para a ligação.
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