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* '''General Packet Radio Service
* '''General Packet Radio Service
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É uma evolução (adaptação) da rede GSM,  que possibilita a prestação de serviços de valor adicionado para comunicação de dados, permitindo o envio e recebimento de informações, por meio da rede de telefonia móvel.
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Edição das 02h51min de 13 de outubro de 2011

GPRS


  • General Packet Radio Service


É uma evolução (adaptação) da rede GSM, que possibilita a prestação de serviços de valor adicionado para comunicação de dados, permitindo o envio e recebimento de informações, por meio da rede de telefonia móvel.

Vantagens


  • Utilização de voz e dados no mesmo canal ao mesmo tempo
  • Ampla cobertura em todas as unidades
  • Acesso imediato e permanente para dados. Para se conectar à rede utilizando GSM são necessários de 15 a 30 segundos, sendo que esse tempo é consumido a cada reconexão. Com o GPRS, uma vez estabelecida a conexão, a mesma estará permanentemente ativa
  • Aumento significativo na velocidade de transmissão de dados
  • Utilização de protocolos X.25 e IP amplamente divulgados
  • Possibilidade de utilização de várias operadoras de telefonia e modelos diferentes de celular-modems, havendo assim uma maior flexibilidade e independência em relação ao mercado
  • Redução de custos. Com o GSM a tarifação é efetuada por tempo de conexão. Com o GPRS, a tarifação é efetuada com base na quantidade de dados transmitidos


Evolução da taxa de dados



Necessidade tecnológica


  • As operadoras GSM implementaram a tecnologia GPRS em resposta à crescente necessidade dos clientes pelo acesso wireless à Internet.Este serviço, que transfere dados por pacotes através de aparelhos móveis, aumentou a taxa de dados das redes GSM que nos antigos aparelhos era de 9,6 ou 14,4 Kbps


  • Em circunstâncias ideais, o GPRS pode operar a taxas de até 171,2 Kbps, o que ultrapassa a taxa de acesso de uma conexão ISDN, porém as taxas reais para as primeiras implementações ficaram em torno de 40 Kbps utilizando um timeslot para uplink e três para downlink.


  • Sendo o GPRS um serviço “sempre ativo”, ele deu Às operadoras a possibilidade de fornecer a seus clientes um excelente acesso à Internet a um custo plausível, e ainda tarifar pela quantidade de dados transferidos e não somente pelo tempo de conexão.


Serviços


  • MMS
  • WAP
  • Push to Talk
  • Vídeo Streming
  • FTP
  • E-mail
  • VPNs
  • Comunicação de Dados em alta velocidade.


Comutação de dados


  • Para entender melhor o sistema de comunicação das redes GSM/GPRS é necessário conhecer um pouco sobre as duas técnicas existentes de transporte de dados pelas redes de comunicação:


  • A primeira, utilizada pelas atuais redes GSM, é a comutação de circuitos, onde uma conexão é estabelecida do ponto de origem até o destino, os recursos da rede são reservados durante toda a duração da chamada e os dados podem ser transmitidos continuamente ou por bursts. Sendo os recursos alocados durante toda a transmissão dos dados, o número de usuários que podem ser atendidos nessa técnica se torna limitado.


  • A outra técnica de comunicação, utilizada pelo GPRS, é a comutação de pacotes, onde os recursos são alocados para o usuário somente quando for necessário enviar ou receber dados. Estes são enviados em pacotes, os quais são roteados pela rede juntamente com o tráfego de outros usuários, permitindo que várias pessoas compartilhem os mesmos recursos, isto aumenta a capacidade da rede e permite que os recursos sejam gerenciados com eficiência.


A rede GPRS


  • Por utilizar a comutação de pacotes, os telefones GPRS não necessitam de circuitos dedicados alocados para si. Dinamicamente é estabelecido um canal físico, que permanece enquanto os dados estiverem sendo transmitidos e poderá ser atribuído a outro usuário assim que for concluída a transmissão, tornando mais eficiente o uso da rede.


  • Por ter seus pacotes trafegando entre sua rede e redes TCP/IP, o GPRS inclui novos procedimentos de transmissão e sinalização, bem como novos protocolos para integração com o ambiente IP. Novos sistemas de detecção/correção de erros e múltiplos timeslots também são implementados



Classes


No padrão GPRS, tres novos tipos de terminais móveis foram definidos

  • Classe A (GSM/GPRS):
    • Attach simultâneo em GSM e GPRS
    • Monitora ambas as redes
    • Suporta tráfego simultâneo nas duas redes
    • Poderá efetuar chamadas em GSM e GPRS simultaneamente
  • Classe B (GSM/GPRS):
    • Attach simultâneo em GSM e GPRS
    • Monitora ambas as redes
    • Não suporta tráfego simultâneo nas duas redes
    • Apenas poderá efetuar chamadas em GSM ou GPRS
  • Classe C (GSM/GPRS):
    • Utilização alternada em GSM e GPRS, não simultaneamente


A arquitetura da rede GPRS


  • O GPRS traz diversas mudanças em relação à rede GSM, sendo a maior parte referente à inclusão de novos blocos e não a modificação do que já existe. Uma análise mais simplificada da rede pode nos mostrar os elementos incluídos pelo GPRS.



GGSN


  • Gateway GPRS support node que funciona como uma central de comutação e controle, colocando um gateway entre a rede GPRS de origem e a rede pública ou outras redes GPRS. Algumas funções:
    • Fornecer funções de gerência de autenticação
    • Localizar o assinante, utilizando a interface Gc para se conectar ao registro de localização da unidade móvel (HLR)
    • Contar o número de pacotes transmitidos, permitindo tarifar corretamente o assinante


SGSN


  • Serving GPRS support node que controla a conexão entre a rede e a estação móvel, possibilitando:
    • gerência da sessão
    • funções de gerenciamento de mobilidade GPRS, como handovers e paging


  • Utiliza:
    • Interface Gr para se conectar ao HLR
    • Interface Gs para se conectar ao registro de localização de visitante (MSC/VLR)
  • Neste nó também é feita a contagem do número de pacotes roteados


PCU


  • Packet Control Unit ou unidade de controle de pacotes que, podendo ser comparada à camada física do modelo OSI, converte os dados a serem enviados para um formato que pode ser transmitido pela interface aérea


  • Também faz a gerência dos recursos de rádio e implementa as medições de QoS (Quality of Service)


SS7


  • Para fazer o enlace de sinalização entre os nós GPRS e os blocos GSM foram definidas interfaces SS7 MAP. Entre as novas interfaces físicas estão:
    • Interface Gb, que conecta o SGSN à PCU
    • Interface Gn, que conecta o GGSN e o SGSN
    • Interface Um que provê a comunicação entre a estação móvel e o subsistema da estação radiobase (BSS)
    • Além das interfaces Gc, Gr e Gs que transportam protocolos baseados na SS7.


  • Observando abaixo, pode-se obter um maior entendimento das ligações entre estes elementos que compõe a rede GSM/GPRS.Ve-se claramente como os nós da rede GPRS se alocam, logicamente, entre os nós da rede GSM, bem como as interfaces comuns de ambas as redes.


Visão da rede GPRS

  • Fonte: Agilent Technologies, 2002, p.10


Camada de protocolos


  • Apesar do GPRS utilizar vários protocolos da rede GSM e alguns protocolos padrão como os da família TCP/IP, existem novos protocolos, específicos do GPRS



Protocolos da interface Gn


GTP (GPRS tunneling protocol)


  • Este protocolo recebe e transfere datagramas IP e pacotes X.25, provenientes de redes externas, entre os nós GGSN e SGSN da rede. Como em uma rede podem existir diversos nós, o GTP fornece um TID (Tunnel ID) ou identificador de túnel, que identifica o destino e a transação aos quais o pacote/datagrama pertence

Protocolos da interface Gb


  • SNDCP (sub network dependent convergence protocol)
    • Se localiza entre o telefone móvel e o SGSN, ele converte as PDUs (Protocol Data Unit) da camada de rede (N-PDUs) na interface Gn para um formato adequado à arquitetura da rede GPRS base, e também executa várias outras funções, tais como:
      • Multiplexação de N-PDUs de uma ou várias entidades da camada de redeem uma conexão LLC apropriada
      • Colocação das N-PDUs em buffer para o serviço reconhecido
      • Gerência de seqüência de entrega de cada NSAPI (Network Layer Service Access Point Identifier);
      • Compactação e descompactação das informações do protocolo e dos dados do usuário
      • Segmentação e remontagem dos dados compactados até o comprimento Maximo da LLC-PDU;
      • Negociação dos parâmetros de controle (XID) entre as entidades do SDNCP


  • LLC (logical link control)
    • Provê através de criptografia um enlace lógico altamente confiável entre a estação móvel e o SGSN. Este módulo usa diversos modos de transmissão de dados e dependendo do modo pode ou não utilizar acknowledgement
    • O LLC também gerencia:
      • a retransmissão de quadros
      • a utilização de buffer
      • o comprimento da informação com base na classe de atraso de QoS negociada


  • BSSGP (base station system GPRS protocol)
    • Responsável pelo roteamento de informações entre o BSS e o SGSN
    • Sua função básica é fornecer informações relacionadas ao rádio para o uso pelas funções de RLC (radio link control) e MAC (medium access control) na interface aérea
    • Não transporta nenhuma forma de correção de erro além de informações de QoS
    • Utilizando quadros LLC a função de relay do BSS faz a comunicação entre o BSSGP e a camada RLC/MAC. As informações de rede enviadas pelo BSSGP às camadas de serviço para determinar o destino da transferência são:
      • BVCI (BSSGP virtual connection identifier)
      • LSP (link selection parameter)
      • NSEI (network service entity identifier)


  • BSSAP+ (BSS Application Part Plus)
    • Define o uso de recursos móveis quando uma estação móvel utiliza ambos serviços, serviço de troca de circuito GSM e serviço de troca de pacotes GSM
    • Define os procedimentos usados no nó de suporte do servidor GPRS (SGSN) para registros de visitantes locais por uma inter-operalidade entre serviços de troca de circuitos e pacotes. Mensagens da camada 3 na interface Gs são definidas.
    • A interface GS conecta o banco de dados no MSC/VLR e o SGSN
    • Os procedimentos do protocolo BSSAP+ são usados para coordenar a localização da informação do MS que são IMSI agregado a ambos serviços GPRS e não-GPRS
    • A interface Gs também é usada para converter alguns procedimentos relatados de circuito trocado via o SGSN.
    • A base para a rede interna entre um VLR e um SGSN é a exitencia de uma associação entre essas entidades via MS. Uma associação consiste do SGSN armazenar o número do VLR sevindo o MS por serviçoes de circuito trocado e o VLR armazenando número do SGSN servindo o MS para serviços de pacotes trocados
    • A associação é aplicavel somente para MS no modo de classe-A de operação e MS no modo classe B de operação.
    • Todas as mensagens no BSSAP + usa o serviço de sem-conectividade de SCCP (Signalling Connection Control Part) classe 0. Quando a opção de retorno no SCCP é usada e o enviante recebe uma notificação N_Notice do SCCP, a entidade enviante retorna para o Sistema de Operação e Manutenção
    • O comportamento das entidades VLR e SGSN reportadas a interface Gs são definidas pelo estado de associação a um MS. Estados individuais por associação, ex: por modo de operação class-A do MS e modo de operação Class-B do MS, são mantidos em ambos o VLR e o SGSN
    • O tipo de mensagem, unicamente identifica a mensagem sendo enviada.


  • NS (network service)
    • Utiliza o recurso de frame relay da interface Gb para prover uma conexão ponto-a-ponto entre o SGSN e o BSS ou uma rede frame relay. Para realizar o roteamento entre o SGSN e o BSS a interface NS utiliza uma tabela look-up de DLCI (identificador de conexão de enlace de dados).


  • BCC (Broadcast Call Control)
    • É usando no Serviço de chamadas de grupo de voz (VGCS) na interface de rádio. É o único da subcamada de protocolos da Connection Managemente (CM)
    • Geralmente certa quantidade de estações móveis participa numa chamada broadcast. Consequentemente há mais de uma MS com uma entidade BCC engajada na mesma chamada Broadcast, e há uma entidade BCC na rede engajada na chamada broadcast
    • A MS ignora mensagens BCC enviadas num modo desconhecido e que especifica como destino uma identidade móvel que não é uma identidade móvel daquele MS. Camadas superiores da sub-camada MM decide quando aceitar transações paralelas BCC e quando e de que modo aceitar as transações paralelas BCC em outras transações CM.
    • A chamada broadcast mode ser iniciada por um usuario movel ou um despachante. O originador da transação BCC escolhe o Identificador da Transação (TI)
    • As entidades de chamada de controle são descritas como máquinas de estado de comunicação finito que troca mensagens através da interface de radio e comunicação internamente com outros protocolos sub-camadas ou camadas
    • Em particular, o protocolo BC usa as subcamadas Mm e RR especificadas em GSM 04.08
    • A rede deve aplicar funções de supervisão para verficar que os procedimentos BCC estão progredindo ou não e tomar as medidas apropriadas para resolver o problema
    • Os processos padrões no BCC incluem:
      • Estabelecimento dos processos das chamadas de Broadcast
      • Processos de terminação de uma chamada Broadcast
      • Informação da fase dos processos da chamada Broadcast
      • Vários processos miscelâneos,


Protocolos da interface Um



  • Responsável pelas seguintes funções:
    • Transferência de LLC-PDUs entre a camada LLC e a função MAC
    • Segmentação de LLC-PDUs em blocos de dados RLC e a remontagem do blocos de dados RLC para a inserção destes em blocos de quadros TDMA
    • Segmentação e remontagem das mensagens de controle RLC/MAC em

blocos de controle RLC/MAC

    • Correção de erro no sentido reverso para a transmissão seletiva dos blocos de dados RLC


MAC (medium access control)


  • Realiza o controle da sinalização de acesso na interface aérea, incluindo a gerência dos recursos compartilhados de transmissão, designando o bloco de rádio a vários usuários em um mesmo timeslot.

Os principais parâmetros do cabeçalho do MAC são:

    • USF (Uplink State Flag), ou Flag de status do uplink
    • RRBP (Relative Reserved Block Period), ou Período relativo de blocos

reservados

    • PT (Payload Type), ou Tipo de Payload
    • CV (Countdown Value), ou Valor de contagem regressiva (CV)


  • Observando a figura tem-se uma idéia exata da localização das

interfaces acima citadas bem como seus protocolos. Ela apresenta em seqüência a pilha de protocolos GPRS, tanto os específicos, como GTP e LLC, quanto os definidos para diferentes redes, como os protocolos IP e X.25. Através dessa figura podemos ver claramente como seria o fluxo dos dados em uma chamada, sendo transmitido em seqüência por cada um dos protocolos.

  • Ao notar que a saída de uma interface possui os mesmo protocolos que a

entrada da interface seguinte, pode-se ter uma idéia de como é a comunicação entre as interfaces.