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* '''Ad Hoc''' - Redes ad hoc são redes sem fio que dispensam o uso de um ponto de acesso comum aos computadores conectados a ela, de modo que todos os dispositivos da rede funcionam como se fossem um roteador, encaminhando comunitariamente informações que vêm de dispositivos vizinhos. Exemplos: WiMesh, ... | * '''Ad Hoc''' - Redes ad hoc são redes sem fio que dispensam o uso de um ponto de acesso comum aos computadores conectados a ela, de modo que todos os dispositivos da rede funcionam como se fossem um roteador, encaminhando comunitariamente informações que vêm de dispositivos vizinhos. Exemplos: WiMesh, ... | ||
Dentre essas tecnologias, algumas apresentam características de destaque, que as tornam fortes alternativas para o canal de retorno do SBTVD. A PSTN, por exemplo, é uma rede que possui grande capilaridade e em várias localizações de pequena população é o único meio de acesso à Internet. Porém ela apresenta uma baixa taxa de transferência, além de que ela é taxada por tempo de conexão, o que encarece sua utilização por parte do usuário. As redes WiMAX possuem uma fácil instalação, por contarem com tecnologia wireless, além de apresentar altas taxas de transferências e pode ser usada como canal de retorno em dispositivos móveis, já que não apresenta cabos. Entretanto, é uma tecnologia ainda pouco difundida, o que encarece sua instalação. | Dentre essas tecnologias, algumas apresentam características de destaque, que as tornam fortes alternativas para o canal de retorno do SBTVD. A PSTN, por exemplo, é uma rede que possui grande capilaridade e em várias localizações de pequena população é o único meio de acesso à Internet. Porém ela apresenta uma baixa taxa de transferência, além de que ela é taxada por tempo de conexão, o que encarece sua utilização por parte do usuário. As redes WiMAX possuem uma fácil instalação, por contarem com tecnologia wireless, além de apresentar altas taxas de transferências e pode ser usada como canal de retorno em dispositivos móveis, já que não apresenta cabos. Entretanto, é uma tecnologia ainda pouco difundida, o que encarece sua instalação. Redes ad hoc também são uma solução muito atrativa para o canal de retorno, uma vez que possui uma grande facilidade de implantação, um baixo custo e uma alta escalabilidade, além de ser auto-adaptável à variação do número de usuários no tempo e espaço, o que é um fato no caso da interatividade, uma vez que os usuários não estarão conectados durante todo o tempo. Porém, quanto mais distantes os terminais estiverem dos gateways, menores serão as taxas disponíveis para eles. Outro agravante é a eventual indisponibilidade dos elementos que farão parte da rede. | ||
Com tais dados em mãos, agora devemos analisar mais a fundo tais tecnologias e também buscarmos outras possíveis alternativas, de modo a chegar em resultados mais consistentes sobre quais tecnologias são mais indicadas para funcionar como canal de retorno para o SBTVD. É válido salientar que mais de uma solução deverá ser apresentada, pelo menos em um primeiro momento, uma vez que a solução para o canal de retorno deverá se adequar a cada contexto em particular, considerando aspectos populacionais, geofísicos, morfológicos, técnicos e socioeconômicos dos locais onde será implantado. Além disso, o fato de existir mais de uma solução estimula a competitividade entre fabricantes e fornecedores, e quem tem a ganhar com isso é o usuário. | Com tais dados em mãos, agora devemos analisar mais a fundo tais tecnologias e também buscarmos outras possíveis alternativas, de modo a chegar em resultados mais consistentes sobre quais tecnologias são mais indicadas para funcionar como canal de retorno para o SBTVD. É válido salientar que mais de uma solução deverá ser apresentada, pelo menos em um primeiro momento, uma vez que a solução para o canal de retorno deverá se adequar a cada contexto em particular, considerando aspectos populacionais, geofísicos, morfológicos, técnicos e socioeconômicos dos locais onde será implantado. Além disso, o fato de existir mais de uma solução estimula a competitividade entre fabricantes e fornecedores, e quem tem a ganhar com isso é o usuário. | ||
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== Soluções atuais para Canal de Retorno na TV Digital == | == Soluções atuais para Canal de Retorno na TV Digital == | ||
O governo brasileiro ainda espera sensibilizar os fabricantes para a questão dos conversores digitais, além da inclusão do Ginga nos aparelhos receptores, da interatividade e de outros equipamentos para a transmissão, deixando o canal de retorno ainda em segundo plano. Porém, análises sobre algumas soluções foram feitas, apesar de que não está havendo um grande avanço no sentido de definir um padrão. Algumas dessas análises serão citadas a seguir: | |||
* Desde 2009 o governo brasileiro analisa a possibilidade de utilizar WiMAX para retorno do canal de TV digital através da banda de 700 MHz. O assessor presidencial na época, André Barbosa, fez o anúncio durante o WiMAX Global Congress, realizado em Amsterdã, no começo de junho daquele ano. Ele disse que a possibilidade dependeria da disposição dos fabricantes em desenvolver equipamentos específicos, e que os trabalhos de investigação com vista à integração já estavam em progresso. Entretanto, até o presente momento, parece que as negociações pouco caminharam nesse sentido. | |||
* Outra solução que também foi considerada é o PLC (''Power Line Communication''). Afinal de contas, como o aparelho de TV já está conectado à rede de distribuição de energia, uma solução que permite que a comunicação se dê por esse meio seria muito bem-vinda. Porém ainda precisam ser feitos alguns estudos sobre a viabilidade dessa tecnologia, além de que não há empresas suficientes oferecendo esse serviço de modo a atender toda a demanda necessária. | |||
* Mais recentemente, com o advento do PNBL (Plano Nacional da Banda Larga), a tecnologia aDSL se tornou bem mais atrativa para uso como canal de retorno do SBTVD, visto que com preços mais acessíveis, uma fatia maior da população terá acesso à essa tecnologia. | |||
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Edição das 12h33min de 30 de novembro de 2011
Escopo
Este projeto tem o objetivo de desenvolver uma solução que resolva a questão do canal de retorno para a tecnologia de TV Digital. Como sabemos, a TV Digital trouxe duas novidades básicas: a alta qualidade da imagem e a interatividade.
A qualidade ja está presente nos lares dos usuários que adquiriram TVs com essa características porém a interatividade ainda não e efetivamente usada porque o usuário precisa ter um equipamento (middleware) que integra o dispositivo com o aplicativo.
Nessa linha, é necessário criar uma comunicação entre a casa do telespectador e a operadora de TV. A proposta deste projeto e implementar este caminho que permitirá as operadoras liberarem serviços de interatividade quando os aparelhos chegarem no mercado.
Etapas
- Aplicações e suas respectivas plataformas NCL/LUA GINGA/JAVA
- Enquete para TV, dispositivos móveis e portáteis
- Tipos de dispositivos Dispositivos Físicos
- Forma de conexões, ADSL, USB, WI-FI, Wimax, Dial-Up
Projeto
Normas
Normas da TV Digital "Referências sobre Interatividade"
Reuniões
TV Interativa - 15/03/11
TV Interativa - 23/03/11
TV Interativa - 12/04/11
TV Interativa - 13/04/11
TV Interativa - 25/04/11
TV Interativa - 08/06/11
Gestão do Conhecimento
Resumo da leitura
O Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) tem como principal objetivo implantar uma plataforma tecnológica digital baseada em televisão que promova a inclusão social por meio do acesso à informação. No Brasil, a televisão é a tecnologia mais difundida depois do rádio, estando presente em mais de 90% das residências brasileiras, segundo o IBGE. Assim sendo, o SBTVD será um instrumento de inclusão digital para uma grande parte da população. Tal feito será realizado graças a interatividade, um dos serviços oferecidos pela TV Digital. Porém, para que essa interatividade seja estabelecida é necessário que haja um meio de comunicação que ligue o usuário ao provedor de serviço de interatividade: o canal de retorno. Sem ele, não há comunicação do usuário com a emissora e, portanto, não há interatividade.
Para a escolha do sistema de TV Digital, no qual o SBTVD se basearia, três sistemas foram analisados. O sistema norte americano, ATSC (Advanced Television Systems Committee), que prioriza a alta qualidade de imagem e som; o sistema japonês, ISDB (Integrated Services Digital Broadcast), que prima pela mobilidade; e o sistema europeu, DVB (Digital Video Broadcasting), que dá prioridade a uma gama de canais mais variada. Depois de vários estudos, foi escolhido para o sistema brasileiro o padrão ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcast Terrestrial).
O grande problema a ser enfrentado agora é o de que em nenhum dos padrões apontados apresenta uma solução para a interatividade como a que é requerida no SBTVD, que servirá de porta de entrada para o mundo digital para grande parte da população brasileira. Nesses países, a maior parte da população tem acesso a serviços de Internet de banda larga, de modo que seus sistemas de TV simplesmente utilizam desse meio para o canal de retorno.
A transmissão do sinal de TV da emissora até a casa dos usuários se dá por broadcast, ou seja, a emissora envia o sinal em todas as direções, pois deseja que todos os usuários em sua área de cobertura recebam o sinal. Entretanto, não é viável usar do mesmo meio para se fazer o canal de retorno, uma vez que haverá um grande desperdício de potência, visto que o sinal deve ser enviado apenas em uma direção (apenas para a emissora), e nesse caso estaria sendo enviado em todas as direções.
Pensando nisso, vários estudos foram feitos listando possíveis tecnologias de redes de comunicação, suas vantagens e desvantagens para adoção como canal de retorno para o SBTVD. Algumas dessas tecnologias são:
- PSTN (Public Switched Telephony Network) - São as redes de telefonia fixa analógica. Possibilitam a conexão com a emissora por meio de conexão discada.
- ISDN (Integrated Services Digital Network) - Como o próprio nome já diz, esse tipo de tecnologia de redes apresenta linhas digitais de ponta a ponta.
- aDSL (Assymetric Digital Subscriber Line) - Utiliza a infra-estrutura das redes PSTN, porém, as ligações entre centrais se dão de forma digital. Diferentemente das PSTN, as redes aDSL permitem conexão banda larga.
- DOCSIS (Data Over Cable Service Interface Specification) - Permite o envio de dados nas redes de transmissão de TV a cabo.
- WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) - A primeira tecnologia da lista a contar com conexão wireless. Conta com uma cobertura impressionante e permite altas taxas de transmissão.
- GSM/CDMA - São as redes de telefonia celular.
- RCT (Return Channel Terrestrial) - Uma tecnologia interessante criada para fornecer um canal de retorno que utiliza do mesmo meio da transmissão dos sinais de TV comuns. Se assemelha às redes WiMAX, porém os pontos de acesso são as próprias antenas difusoras do sinal de TV.
- Ad Hoc - Redes ad hoc são redes sem fio que dispensam o uso de um ponto de acesso comum aos computadores conectados a ela, de modo que todos os dispositivos da rede funcionam como se fossem um roteador, encaminhando comunitariamente informações que vêm de dispositivos vizinhos. Exemplos: WiMesh, ...
Dentre essas tecnologias, algumas apresentam características de destaque, que as tornam fortes alternativas para o canal de retorno do SBTVD. A PSTN, por exemplo, é uma rede que possui grande capilaridade e em várias localizações de pequena população é o único meio de acesso à Internet. Porém ela apresenta uma baixa taxa de transferência, além de que ela é taxada por tempo de conexão, o que encarece sua utilização por parte do usuário. As redes WiMAX possuem uma fácil instalação, por contarem com tecnologia wireless, além de apresentar altas taxas de transferências e pode ser usada como canal de retorno em dispositivos móveis, já que não apresenta cabos. Entretanto, é uma tecnologia ainda pouco difundida, o que encarece sua instalação. Redes ad hoc também são uma solução muito atrativa para o canal de retorno, uma vez que possui uma grande facilidade de implantação, um baixo custo e uma alta escalabilidade, além de ser auto-adaptável à variação do número de usuários no tempo e espaço, o que é um fato no caso da interatividade, uma vez que os usuários não estarão conectados durante todo o tempo. Porém, quanto mais distantes os terminais estiverem dos gateways, menores serão as taxas disponíveis para eles. Outro agravante é a eventual indisponibilidade dos elementos que farão parte da rede.
Com tais dados em mãos, agora devemos analisar mais a fundo tais tecnologias e também buscarmos outras possíveis alternativas, de modo a chegar em resultados mais consistentes sobre quais tecnologias são mais indicadas para funcionar como canal de retorno para o SBTVD. É válido salientar que mais de uma solução deverá ser apresentada, pelo menos em um primeiro momento, uma vez que a solução para o canal de retorno deverá se adequar a cada contexto em particular, considerando aspectos populacionais, geofísicos, morfológicos, técnicos e socioeconômicos dos locais onde será implantado. Além disso, o fato de existir mais de uma solução estimula a competitividade entre fabricantes e fornecedores, e quem tem a ganhar com isso é o usuário.
Soluções atuais para Canal de Retorno na TV Digital
O governo brasileiro ainda espera sensibilizar os fabricantes para a questão dos conversores digitais, além da inclusão do Ginga nos aparelhos receptores, da interatividade e de outros equipamentos para a transmissão, deixando o canal de retorno ainda em segundo plano. Porém, análises sobre algumas soluções foram feitas, apesar de que não está havendo um grande avanço no sentido de definir um padrão. Algumas dessas análises serão citadas a seguir:
- Desde 2009 o governo brasileiro analisa a possibilidade de utilizar WiMAX para retorno do canal de TV digital através da banda de 700 MHz. O assessor presidencial na época, André Barbosa, fez o anúncio durante o WiMAX Global Congress, realizado em Amsterdã, no começo de junho daquele ano. Ele disse que a possibilidade dependeria da disposição dos fabricantes em desenvolver equipamentos específicos, e que os trabalhos de investigação com vista à integração já estavam em progresso. Entretanto, até o presente momento, parece que as negociações pouco caminharam nesse sentido.
- Outra solução que também foi considerada é o PLC (Power Line Communication). Afinal de contas, como o aparelho de TV já está conectado à rede de distribuição de energia, uma solução que permite que a comunicação se dê por esse meio seria muito bem-vinda. Porém ainda precisam ser feitos alguns estudos sobre a viabilidade dessa tecnologia, além de que não há empresas suficientes oferecendo esse serviço de modo a atender toda a demanda necessária.
- Mais recentemente, com o advento do PNBL (Plano Nacional da Banda Larga), a tecnologia aDSL se tornou bem mais atrativa para uso como canal de retorno do SBTVD, visto que com preços mais acessíveis, uma fatia maior da população terá acesso à essa tecnologia.