Definição


Automação residencial como o próprio nome sugere, é a automatização de processos domésticos que permite a gestão de todos os recursos habitacionais se valendo principalmente da eletrônica e da informática.

Há algumas décadas atrás, era considerada apenas algo pertencente a um futuro distante. Começou no início da década de 80 e seu principal objetivo era o controle de iluminação e climatização de ambientes. O motivo de seu surgimento está embasado no fato de que o homem deseja despender um mínimo de esforço para desempenhar suas atividades corriqueiras. Isso implica diretamente na busca de um maior conforto, pois tudo que diz respeito à tecnologia, está intimamente ligado à melhoria da vida humana. Entretanto, o papel da automação vai além do aumento da eficiência e qualidade de vida. Está intimamente ligado ao uso eficaz da energia e dos demais recursos naturais. A integração das novas tecnologias existentes busca dar resposta a essa crescente exigência de qualidade e economia de recursos. Para tanto, pôde-se observar um desenvolvimento de produtos e serviços para criar um habitat inteligente, tanto para o setor terciário como para o residencial. Assim, dentro desse contexto, a automação já se faz presente nas mais variadas formas como segurança (câmeras), iluminação, irrigação (jardins), acesso a ambientes, controle de temperatura, entre outras e está em constante evolução abrangendo dessa forma mais e mais áreas como estas citadas.

A maioria das automatizações que contemplamos hoje dentro dessas áreas, são constituídas de sistemas automáticos. Nessa visão, falamos de sistemas que detectam qualquer ação do usuário por meio de sensores, e baseado nos estimulos desses, ações previamente configuradas no sistema, são executadas. Assim, o sistema possui no mínimo 3 integrantes básicos:

Sensor: responsável por captar variações inerentes ao ambiente monitorado e enviar estimulos (geralmente elétricos) à central de processamento. São também conhecidos como transdutores e seu funcionamento constitui basicamente na transformação de uma grandeza física em outra se valendo de uma constante (implícita ao meio) de proporcionalidade para adequação de valores ou equivalência entre as grandezas de forma que uma represente a outra num estado diferente. Ex: microfone (transforma som -ondas de pressão no ar- em sinais elétricos que trafegam ao longo de um fio).

Central de processamento: é uma placa de circuitos eletrônicos responsável pelo processamento do sinal advindo dos sensores. É onde decisões são tomadas de acordo com o processamento dos dados. Este é o integrante mais importante, pois é o “coração” do sistema. As ações tomadas aqui, são aquelas citadas anteriormente como previamente configuradas. Isso permite que o sistema cresça de forma modular, apenas inserindo novos componentes de monitoramento.

Atuadores: como o próprio nome sugere, são os componentes que atuam no meio. Estes são os integrantes do sistema responsáveis por executar as ações tomadas pela central de processamento, influenciando dessa forma, diretamente no ambiente em que estão inseridos. Exemplo de atuadores, podemos citar, motores, válvulas, chaves, tudo aquilo cuja operação é perceptível no meio. Resumindo, são os executores do sistema.

Referências


GOODWIN, S. . Smart Home Automation With Linux. New York : Apress, 2010.
uol.com.br. Site: http://idgnow.uol.com.br/mercado/2011/05/19/nova-tecnologia-promete-tornar-casas-inteligentes-mais-baratas-e-flexiveis/. visitado em 20/04/2012.