• Artigo:
    • Blueprint for Introducing Innovation into the Wireless Networks we use every day
    • Kok-Kiong Yap, Rob Sherwood, Masayoshi Kobayashi, Nikhil Handigol, Te-Yuan Huang, Michael Chan, Nick McKeown, and Guru Parulkar


  • Ecosistemas abertos são um caminho sem volta
  • Infraestrutura de rede sem fio continua fechada e cada vez mais proprietária
  • O usuário está envolvido por um grande número de redes sem fio (WiFi e celular) mas ainda limitadas
  • Parece que a indústria dá pouco incentivo às mudanças e prefere agarrar-se a um sistema ineficiente e tradicional
  • Este artigo é uma "Convite às Armas" para que a comunidade cientifica se movimente para uma abertura das futuras redes
  • Uma perspectiva é o usuário poder mover-se livremente entre as redes disponíveis e ter condição de bancar sua própria estrutura
  • Um bom caminho para isso é manter o serviço de rede separado da infraestrutura física
  • Dessa forma, pesquisadores, provedores de serviço e operadoras, fornecedores e desenvolvedores poderão colaborar para a criação de serviços de rede inovadores
  • A proposta é construir e implantar uma infraestrutura de rede wireless aberta - mas compatível - que possa ser facilmente implantada e disponibilizada em universidades pelo mundo
  • Os pesquisadores poderão experimentar novos serviços de rede diretamente em suas próprias infraestruturas.


Introdução

  • Atualmente, usuários tem a disposição um enorme conjunto de aparelhos podendo optar entre várias operadoras comerciais
  • Um contingente cada vez maior de desenvolvedores estáo criando aplicações, jogos e conteúdo para dispositivos móveis
  • O SO Android clama para ser a "primeira plataforma realmente aberta e abrangente para dispositivos móveis; todo o

software para rodar um aparelho móvel, mas sem os entraves proprietários que tem dificultado a inovação móvel".

  • Existe uma crença forte na possibilidade de termos um mercado que traga eficiência, inovação e serviço de alta qualidade para o usuário
  • A indústria também pode se beneficiar porque as opções aumentarão e atrairão novas empresas que poderão competir com as incumbents
  • Existem barreiras para a abertura que não serão quebradas pela indũstria e o governo e que exigem inovação técnica
  • Surge a força das pesquisas nas universidades
  • A seguir, duas propostas para quebrar estas barreiras tecnológicas:


  • 1. A fechada e inacessível capacidade sem fio a nossa volta:
    • Apesar de existirem fisicamente muitas redes celulares e WiFi na maioria das vezes estão inacessíveis para o uso
    • Operadoras móveis restringem o uso das redes e as redes WiFi privadas requerem autenticação
    • Capacidade abundante mas não disponível para o usuário
    • O cenário esperado é onde o usuário possa usufruir de um vasto conjunto de redes sem fio com acesso a toda a infraestrutura deles
    • Abertura não quer dizer que seja livre mas sim a possibilidade de acesso a baixo custo e ampla cobertura
    • Numa linha mais radical, sem as atuais barreiras, usuários poderiam se conectar a múltiplas redes, ao mesmo tempo gerando enorme capacidade e cobertura


  • 2. Uma infraestrutura de rede que é fechada para inovação
    • Redes celulares intensificam o uso do protocolo IP e este tem sido um grande motivador para as escolhas e inovações para o usuário final
    • Provavelmente seu maior feito é permitir inovação nas bordas
    • IP é simples, padronizado e fornece conectividade universal
    • Acredita-se que tal como está, o IP não é a escolha certa para a Internet móvel do futuro
    • É inadequado para suportar mobilidade e segurança e também difícil de gerenciar
    • Sua arquitetura é fixa destinando pequeno espaço para adicionar novas funcionalidades
    • Operadoras celulares sentem as dificuldades de tratar mobilidade, segurança e inovações em geral
    • Se o IP continuar a ser usado para estas demandas trará sérias limitações
    • Requer uma rede que permita inovação continuada para serviços que sequer foram imaginados
    • E ainda assim as aplicações atuais deverão continuar funcionando.


  • A visão do futuro idealiza uma rede que permitirá a um computador móvel conectar-se em qualquer rede e mover-se livremente e sem dificuldades de uma rede a outra
  • A lógica do próximo passo é fazer um computador de mão conectar-se a qualquer rede, independentemente de quem é a rede e qual é a tecnologia de rádio
  • Questões regulatórias, técnicas e econômicas deverão ser quebradas.


  • Nesta nova arquitetura, haverão muitos provedores de serviço, muitos rádios, muitos tipos de rádios, todos amarrados juntos em muitas redes fixas
  • Existirá diversidade em todos os níveis: redes (muitas redes para escolher), canais (mais espectro estará disponível), antenas (mais MIMOs), rádios (um aparelho irá conter muitos rádios)
  • Atualmente um aparelho contém 3 ou 4 tecnologias (GSM, WiFi, Bluetooth, etc) e no futuro haverão muito mais
  • A crescente compactação e projetos de circuito com eficiência de energia produzirão aparelhos com 10 tecnologias ou mais com vários do mesmo tipo
  • Um aparelho portátil poderá se conectar a várias redes pela robustez e reforço da qualidade do sinal
  • Se os usuário se moverão livremente entre as redes, os provedores de serviço precisarão estar separados de suas próprias redes
  • Estes deverão prover autenticação, mobilidade e faturamento independentemente da rede que estiverem conectados
  • Algumas companhias celulares permitirão MVNOs para fornecer serviços sobre suas redes
  • Nas redes WiFi, de hotéis ou aeroportos, um terceiro poderá assumir o papel de autenticar e bilhetar os serviços


  • Como os provedores celulares criam transição para o IP seria interessante habilitá-los a inovar em sua própria rede
  • Possibilitar pesquisas e experimentos com novos modelos de segurança (controles de acesso, autenticação de usuário, ...) e mais alternaticas escaláveis para o IP móvel
  • A indústria se beneficiaria e a comunidade open-source poderia crescer trazendo contribuição a todos os usuários


  • Existem muitas pedras no meio de caminho e a comunidade de pesquisadores no mundo pode ajudar
  • Serviços de usuário finais, por exemplo, precisa-se descobrir como decompor o serviço de rede para a infraestrutura de rede subjacente
  • Uma separação limpa de "serviço da infraestrutura" através de diferentes redes (provedores celulares, redes locais, redes corporativas, shoppings, ...) e através de tipos diferentes de redes sem fio (GSM, WiFi, WiMAX, LTE, ...) pode dar condições de acesso a maior capacidade e levando a maior competição entre provedores
  • Outra pesquisa poderia incluir o gerenciamento personalizado de mobilidade alocado na nuvem em serviços de um ou mais usuários
  • Um gerenciador de mobilidade pessoal poderia implementar as preferências do usuário para roteamento, seleção de rede e precificação
  • Experimentos poderiam ser ampliados a ponto de atender uma população de bilhões de serviços e usuários móveis
  • Finalmente, pesquisar maneiras de aperfeiçoar medições e instrumentação de redes que permitirá comparar qualidade de serviço de diferentes provedores em diferentes redes


  • Para suportar esta visão é apresentado:
    • Cap 2: o OpenRoads, um projeto para esta arquitetura de rede aberta
    • Cap 3: Descrição da implementação do OpenRoad atual no nosso campus
    • Cap 4: Ação para a comunidade se juntar a este esforço.



OpenRoads: Projeto para uma rede sem fio aberta

  • OpenRoads: plataforma de rede móvel sem fio para pesquisa experimental e implantação realistica de redes e serviços
  • Usa:flow-table acl
    • OpenFlow (desacopla mobilidade da rede física) para separar controle do caminho de dados através de:
    • FlowVisor (permite múltiplos provedores de serviço para controlar concorrentemente), uma API para criar fatias de rede e prover isolamento entre elas e daí permitindo vários experimentos simultâneos e
    • SNMPVisor (configura a infraestrutura subjacente) para mediar acesso à configuração dos dispositivos entre os experimentos


OpenFlow

  • É um aspecto adicionado a switches, roteadores, pontos de acesso (APs) e estações radiobase
  • Permite que os caminhos de dados dos dispositivos possam ser controlados através de uma API externa e padronizada
  • Explora o fato de que quase todos os caminhos de dados dos dispositivos já contém uma tabela de fluxo (flow-table)
  • Originalmente colocada para manter ACLs - Access Control List dos firewalls
  • Switches e roteadores atuais não possuem uma interface externa comum
  • No OpenRoads adicionamos OpenFlow para APs WiFi e estações WiMAX modificando seu software
  • A mesma coisa pode ser feita para LTE e outras tecnologias móveis


  • Em OpenFlow e portanto no OpenRoads o caminho de dados da rede é controlado por um ou mais controladores remotos que rodam num PC
  • Em nossa rede, usamos controlador open-source NOX, disponivel livremente da Nicira
  • A principio, qualquer controlador é possível se ser utilizado desde que converse no protocolo OpenFlow
  • O controlador gerencia a tabela de fluxo em todos os elementos no caminho de dados e decide sobre os pacotes que serão roteados na rede
  • Dessa forma, o caminho de dados e seu controle são separados e o controlador tem completo controle sobre a operação do caminho de dados
  • O controlador pode definir a granularidade de um fluxo
  • Por exemplo, um fluxo pode consistir de uma simples sessão TCP ou qualquer combinação ou qualquer combinação de pacote de cabeçalhos (Camada 1-4) permitindo agregação


  • Como um exemplo de separação de controle e caminho de dados, um gerenciador de mobilidade em OpenRoads pode ser implementado como uma aplicação NOX
  • NOX fornece uma visibilidade de ampla-rede da topologia atual, estados dos enlaces e do fluxo e todos os outros eventos da rede
  • O gerenciador de mobilidade pode escolher para ser feito ciente de cada novo fluxo da aplicação na rede e pode dividir a rota que ele toma
  • Quando o usuário se move, o gerenciador de mobilidade é notificado e pode decidir para re-rotear o fluxo
  • Como o OpenFlow é independente da camada física (isto é, o ponto de terminação sem fio está processando WiFI ou WiMAX), o handoff vertical entre redes de tecnologias diferentes é transparente e simples
  • A abertura do controlador torna mais fácil adicionar ou alterar a funcionalidade da rede
  • Por exemplo, um pesquisador pode criar um novo gerenciador de mobilidade (um que faz mais rápido ou com menos perda no handoff) simplesmente modificando um existente
  • Uma aplicação pode ser escrita para implementar AAA, bilhetagem, roteamento, serviço de diretórios e por aí vai ... todos processando como um programa em um controlador OpenFlow
  • E já que o controlador é simplesmente um programa processando em um servidor, ele pode ser colocado em qualquer lugar na rede - até num centro de dados remoto.


2.2 - Alex

2.3 - Alex

3 - Caio

3.1 -Caio

3.2 - Gabriel

3.3 - Gabriel

4. - Conclusão

  • A arquitetura das redes sem fio está por ser alterada significantemente nos próximos anos com a convergência das redes celulares e WiFI
  • Sem nossa participação, a indústria permanecerá fechada e baseada em equipamentos proprietários
  • Nossa regra, como comunidade de pesquisa, é ajudar a abrir a infraestrutura - para permitir que múltiplas idéias coexistam na mesma rede física - e portanto permitir que a inovação aconteça, mais livremente e mais rapidamente
  • Abrir uma infraestrutura fechada soa como um sonho impossível mas invoca as mudanças que o Linux trouxe para a indústria de computadores pela dedicação da comunidade de desenvolvedores open-source
  • Acreditamos que o melhor lugar para iniciar a abertura da infraestrutura das redes sem fio é nas nossas universidades com uma alternativa mais aberta (e inversamente compatível).
  • Chamamos esta nova rede de "OpenRoads"


  • OpenRoads está sendo construída no topo do OpenFlow
  • As principais adições técnicas são a habilidade de fatiar a rede usando o FlowVisor e SNMPVisor e a habilidade para os usuários terem acesso aos experimentos
  • No conjunto, OpenRoads forma uma completa produção de rede que pode ser fatiada - função do administrador de rede - para criar partes isoladas para novos experimentos ou novas versões de funcionalidade


  • A expectativa é que a comunidade de pesquisadores adote, construa, implante e use a arquitetura de rede sem fio móvel desenvolvendo o sistema usando pontos de acesso existentes despojado das estações radio-base celulares, switches convencionais colocado sob o controle de um sistema aberto que permite múltiplos experimentos isolados para processamento concorrente na rede


26/07