Internet do Futuro
Introdução
A Internet, como solução eficiente e econômica foi totalmente adotada pela comunidade mundial para prover uma comunicação efetiva e prática baseado no conceito de páginas que podem ser facilmente ligadas e a partir daí prover uma navegação amigável para o usuário de qualquer nível de conhecimento.
Para suportar, tanto os ambientes necessários a essas atividades e também o numero de usuários que cresce exponencialmente, é necessária uma infraestrutura de rede organizada e padronizada. Esta, para ter eficiência e bom desempenho em termos de comunicação é baseada em padrões pré-definidos denominados de protocolos.
Para estruturar o processo de comunicação entre dois usuários na rede foi implementada uma proposta de pilhas de protocolos que atendem às mais diversas finalidades. Esta pilha denominada inicialmente de modelo OSI se tornou referência mundial. Esse modelo contém sete camadas distribuídas da seguinte forma a partir da visão inferior: Física, Enlace, Rede, Transporte, Sessão, Apresentação e Aplicação.
A facilidade de navegação implementada na camada de aplicação por meio de marcações via hipertextos alavancou uma revolução nunca vista antes e a partir daí, páginas e mais páginas começaram ser publicadas diariamente na grande rede e esta ação veio se multiplicando a cada dia provocando uma avalanche de endereços que armazenam informações das mais diversas.
Com tanta gente incluindo conteúdos, desde profissionais até leigos, fatalmente provocariam alguns problemas, e isso de fato aconteceu. Foram várias situações indesejáveis criadas que foram gradativamente exigindo a criatividade dos especialistas para uma solução. Algumas conseqüências foram mais sérias, entre elas, pode-se citar a falta de padronização dessas informações que originou um problema para os usuários na hora de navegar na Internet e assim descobrir as informações desejadas.
Os usuários, inevitavelmente, recorrerão aos mecanismos de busca, que avançam em iniciativas como a web semântica, buscando tornarem-se verdadeiros oráculos do meio digital. Mas para estabelecer a relação semântica entre as diversas fontes de informação, é necessário um esforço descentralizado, que pode demorar anos para se concretizar. Mas como toda novidade gera oportunidade, beneficiar-se-ão aqueles que alcançarem uma posição onde possam ser facilmente localizados por meio das relações semânticas criadas.
A mudança da Internet para atender estes novos padrões é obrigatória, porém a maneira de se fazer essa migração ainda é uma incógnita. Para isso, um número altíssimo de pessoas no mundo estão atualmente envolvidas na pesquisa e implementação de novas propostas que poderão atender às ansiedades atuais dos internautas.
Essas linhas de pesquisa buscam acompanhar e compreender o potencial de mudança da Web, especialmente sua evolução para uma estrutura na qual o conteúdo seja o elemento fundamental e que está levando ao desenvolvimento e ampliação das capacidades dos dispositivos computacionais. Não em termos quantitativos de potência de processamento, mas em termos de qualidade de processamento, uma vez que eles passarão a “compreender” os objetos digitais a partir da sua semântica intrínseca. A interação homem-máquina ocorrerá num nível mais elevado, num nível cooperativo entre as máquinas (machine-to-machine). Uma nova geração de ferramentas e dispositivos computacionais está surgindo. Assim, as ontologias terão papel fundamental, provendo contextos, conceitos e padrões de metadados para classificação e descrição a priori, manipulação, armazenamento, transmissão e apresentação dos objetos digitais.
O famoso protocolo IP
Está claro para todos que a arquitetura atual da Internet não consegue suportar todos esses novos serviços por si só, tornando-se um fator limitante sua expansão. Essa necessidade de evolução se faz obrigatória porque existe uma demanda por novas situações que não conseguem ser atendidas pela estrutura atual. Os revolucionários protocolos TCP/IP provocaram uma mudança radical, porém não suportam as atuais necessidades. Baseado nisso, é fato que a arquitetura do protocolo TCP/IP está com seus dias contados. No início da Internet, em que a mesma só era utilizada por alguns órgãos governamentais, indústrias de alta tecnologia e universidades, este protocolo atendia de forma satisfatória seus usuários. Com a explosão do uso da Internet surgiu a necessidade de se trabalhar em uma nova versão do IP, muito em função da recente saturação no número de endereços IPv4 disponíveis no mundo. Isso forçou a criação de novos protocolos como o IPv6 que é na realidade um paliativo já que também não atende a algumas exigências como mobilidade, segurança, expansão ilimitada dos endereços IPS e outras demandas.
Um problema sério do protocolo TCP/IP é a falta de segurança deste. Uma das principais deficiências no aspecto de segurança deste protocolo é a incapacidade deste de autenticar uma máquina na rede. Em outras palavras, com base no endereço IP de origem de um pacote recebido, é impossível determinar com certeza a identidade da máquina que o tenha originado. Há também poucas garantias de que o conteúdo de um pacote recebido não tenha sido alterado, muito menos ainda que a privacidade dos dados nele contidos tenha sido preservada. Ou seja, visto que o IPv4 não foi projetado para ser seguro, qualquer maquina conectada a uma rede TCP/IP corre o risco de perder informações armazenadas nele
Apesar de apresentar vantagens claras frente ao IPv4 e ser uma proposta que ajudaria a resolver alguns destes problemas, o IPv6 não poder ser considerado como solução. Ele ainda é um protocolo muito rígido, limitado em diversos aspectos. A verdadeira solução para os protocolos atuais está na possibilidade de darmos a capacidade de inferência para a máquina, ou seja, inserir semântica de modo a estabelecer conexão entre as informações, tornando os protocolos mais flexíveis a ponto de podermos encurtar as camadas de rede, transporte em enlace, etc.
Existem propostas de mudança de arquitetura e propostas para embutir mais inteligência na rede, ou as duas juntas. Várias frentes trabalham no mundo buscando criar alternativas para a nova geração Internet, algumas pretendem conviver com as soluções tradicionais mas existem também soluções radicais que pretendem simplesmente substituir o padrão TCP/IP tão usado atualmente.
É um momento interessante para acompanhar essa migração certa. Quem viver, verá!