Cloud Computing
- Parte do artigo "A COMPUTAÇÃO AGORA É NAS NUVENS"
O termo “Cloud computing” tem se tornado popular e está associado à utilização da rede mundial de computadores com uso massivo de servidores físicos ou virtuais – uma nuvem – para a alocação de um ambiente de computação (HAYES, 2009; SEGALIN, 2009).
Segundo Mcafee (2006), em termos gerais, a Web 2.0 tem, nos últimos anos,fortalecido a idéia da utilização de serviços por meio de um conjunto transparente de plataformas computacionais.
A alta velocidade de transmissão de dados possibilita que uma empresa possa acessar os necessários recursos computacionais, em tempo real, via uma rede integrada de aplicações, serviços e dispositivos, pela Internet e Web,independentemente de onde os recursos estejam e de quem os tem e mantém.
Pode-se dizer que a computação em nuvem, assim chamada, incorpora o paradigmad e Arquitetura Orientada a Serviço (Service Oriented Architecture – SOA), onde, segundo Mackenzie (2006), todas as funções de um sistema são vistas como serviços de software,independentes e autocontidos.
Giusti, et al (2008) destacam que SOA é um meio de desenvolvimento de sistemas distribuídos onde os componentes são serviços dedicados,utilizados a partir de provedores de serviços, com uso de protocolos padronizados.
Contudo, o conceito de Cloud vai mais além, está associado a outros conceitos como Software as a Service (SAAS), Plataform as a Service (PAAS) e Infrastructure as a Service(IAAS).
Exemplo de Cloud Computing
(Artigo traduzido por Rafael Saraceni Gontijo. Link original: http://www.microsoft.com/casestudies/Case_Study_Detail.aspx?casestudyid=4000004569)
Situacao
A Coca-Cola Enterprises é a maior comerciante, produtora e distribuidora de produtos da Coca-Cola. O crescimento do portfólio de produtos da Coca-Cola Enterprises inclui as maiores marcas e bebidas mundiais as quais são entregues com a execução de mercado mais eficiente da indústria. Hoje em dia, ela presta serviço a mais de 419 milhões de consumidores através da América do Norte, as Ilhas Virgens dos Estados Unidos, outras ilhas do Caribe, Bélgica, Franca, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Mônaco e Holanda. Ela emprega aproximadamente 72000 pessoas e opera 431 instalações, 55000 veículos, e 2,4 milhões de refrigeradores, máquinas de vendas e distribuidores de bebidas. Coca-Cola Enterprises encara uma forte competição por parte de outras companhias de bebidas e precisou de um modo mais efetivo de trabalhar com seus clientes e parceiros. O que requisitava uma inovação e um novo modo de comunicação dentro da corporação. Em 2008, a Coca-Cola Enterprises reconheceu que suas plataformas de comunicação não eram mais capazes de trazer a inovação e a colaboração necessárias para elevar de nível a empresa e competir em um ambiente de crescente demanda econômica. A CCE precisava de uma plataforma centralizada para promover as iniciativas da empresa. Suas trocas de mensagens eram baseadas principalmente em e-mails, os quais eram incapazes de alcançar sua extensa mão-de-obra móvel. O presidente e CEO John Brock e o CIO Esat Sezer, concordaram que no propósito de evoluir a cultura da empresa e aperfeiçoar as relações com os clientes na CCE, a equipe de liderança precisava se comunicar com todos os empregados da CEE, especialmente aqueles que gerenciavam as operações diárias em suas áreas de atuação. A maior parte dos trabalhadores da CEE atua na parte de distribuição. Empregados em instalações de manufatura possuem acesso limitado à rede corporativa. Seus empregados encarregados de vendas diretamente à clientes, que estão na linha de frente fazendo vendas e cuidando do armazenamento de produtos da CEE, também sentiam falta de um acesso conveniente ao e-mail e ao conteúdo da empresa. E também, a CEE precisava de um jeito de gerir ações e informações para todos os empregados nos seus negócios por cargo. A infra-estrutura corrente não permitia isso, tornando difícil encontrar uma satisfação apropriada de maneira oportuna. Os esforços para resolver os desafios econômicos da organização correm o risco de serem fraturados e desarticulados se não houverem ferramentas de colaboração que sejam efetivas. O departamento de TI, liderado por Sezer, foi incumbido de fornecer uma rede interna ( intranet ) por toda a empresa, assim como uma forma criar equipes que se auto-gerenciam para fornecer uma colaboração e integração das unidades de negócios. A empresa tem baseado sua comunicação amplamente por e-mail durante anos. A Coca-Cola Enterprises possui múltiplas plataformas com múltiplos pontos de integração que a TI foi responsável por criar, manter e entender. A área de TI também trouxe expectativa de ser a especialização em todas essas plataformas e gerir com sucesso essa infra-estrutura. A CCE arcou com altas despesas administrativas gerenciando aspectos de TI de maneira não-estratégica. Com uma empresa tão estável e diversa como a CCE, o departamento de TI percebeu que ela estava gerenciando tantos fornecedores quanto soluções. Quando o novo CIO pediu à equipe de TI para racionalizar a infra-estrutura, eles se focaram na simplificação e consolidação enquanto forneciam uma plataforma que era robusta o suficiente para continuar a encontrar rigorosos requisitos para os negócios. John Key , CCE e Diretor de Tecnologias de Colaboração, disse, "Se você olhasse para o legado da nossa plataforma de e-mail, nós teríamos mais de 50 servidores. Gerenciar esse tipo de situação requer muitos gastos gerais. Haviam correções, upgrades, suporte e serviços para todos os 50 ambientes diferentes. Isso era caro e não havia nenhuma maneira de nosso departamento de TI se focar em oportunidades agregadoras de valor." Como uma empresa de manufatura com a marca numero um do mundo, a CCE estava animada em implantar uma solução para a distribuição em seus negócios, requisitos da TI, ajuda na performance de seu drive e na competitividade no mercado.
Solução
A Coca-Cola Enterprises viu uma oportunidade de aperfeiçoar sua comunicação e colaboração com o pessoal em campo ampliando sua relação com a Microsoft. Através da implementação de Serviços Online da Microsoft e softwares locais, a CCE consolidou e racionalizou suas parcerias em TI e reforçou seu foco na valorização dos negócios. A CCE implantou os Serviços Online da Microsoft e sua rede interna ( intranet ) corporativa, enquanto centralizava a aquisição com a Microsoft através de um acordo empresarial de uma plataforma profissional em forma de desktop e uma licença de assinatura de usuário para incluir softwares locais, serviços e suporte aos softwares.
Introdução à Virtualização
Virtualização é uma estrutura ou metodologia de divisão dos recursos de um computador em múltiplos ambientes de execução.
As técnicas de virtualização criam múltiplas partições isoladas
- Máquinas Virtuais (Virtual Machines - VMs)
- Ambientes Virtuais (Virtual Environments - VEs)
- em um único servidor
Aprendendo um pouco mais ...
Software como Serviço (SAAS)
Um mesmo software pode ser utilizado por múltiplos usuários, sejam pessoas ou empresas.
Esse tipo de serviço é executado e disponibilizado por servidores em Data Centers de responsabilidade de uma empresa desenvolvedora, ou seja, o software é desenvolvido por uma empresa que ao invés de vendê-lo ou usá-lo para beneficio exclusivo, disponibiliza-o a um custo baixo a uma grande quantidade de usuários (AULBACH, 2009).
Plataforma como Serviço (PAAS)
Consiste na disponibilização de plataformas de desenvolvimento que facilitam a implantação de aplicações e o gerenciamento do hardware subjacente e das camadas de software.
Fornece todas as facilidades necessárias para suportar o ciclo de vida completo de construção e entrega de aplicações web, sem a necessidade de downloads e instalações de aplicativos para desenvolvedores, gerentes de TI e usuários finais.
Infraestrutura como Serviço (IAAS)
O termo original foi criado em março de 2006 pelo economista Nicholas Carr e chamava-se Hardware as a Service (HAAS), mas no final de 2006 ele começou a ser tratado pelas empresas como (IAAS) e hoje é como ele é mais conhecido.
Trata-se do fornecimento de infra-estrutura de informática, geralmente na forma de virtualização.
Este conceito, assim como os demais, faz parte de uma tendência onde recursos - neste caso a infraestrutura - são compartilhados. Segundo Cancian (2009), o cliente em vez de comprar servidores de alto desempenho, softwares complexos e equipamentos de rede pode adquirir esses recursos como um serviço totalmente terceirizado.
O serviço é taxado levando em consideração a utilidade computacional utilizada, ou seja o custo irá refletir o consumo específico de cada usuário, como os tradicionais serviços deágua, luz e telefone.
A indústria da computação é conhecida por criar jargões de curta vida útil, mas também por sofrer transformações profundas. Barros (2008) destaca que o conceito de Cloud, por englobar tanto serviços de hardware quanto software, ganha formas mais complexas do que vem se disseminando até aqui e impõe um desafio aos que se propõem a utilizá-lo: fazer com que todos estes recursos trabalhem de forma integrada.
Miller (2008) destaca que, por se tratar de um novo paradigma, existem muitas contradições. Entretanto, a maioria dos pesquisadores considera que essa nova abordagem deva proporcionar economia de escala, uma vez que possibilitará que usuários domésticos, a partir de um computador com capacidades reduzidas ou até mesmo um televisor de alta definição, possa utilizar serviços especializados, oferecidos por companhias.
Considerações
Os computadores pessoais convencionais, incluindo os notebooks, deverão ter uma acentuada queda nos próximos anos, pois o mercado caminha para o lado oposto das poderosas estações de trabalho, mas sim para o uso disseminado de dispositivos móveis e televisões digitais de alta definição conectadas a Internet.
Essa reviravolta no modelo tradicional de computação pode ser comparada com o advento das redes públicas de eletricidade. Durante um breve período da RevoluçãoIndustrial, as grandes companhias tinham de gerar sua própria energia elétrica, mesmo que essa não fosse sua atividade-fim.
Graças a um conjunto de inovações no final do século 19, porém, tudo mudou de forma radical. Linhas de transmissão permitiram separar a geração e o uso da eletricidade. "O que aconteceu com a geração de energia há um século agora acontece com o processamento de informações" (REESE, 2009).
Os sistemas privados, montados e operados individualmente por empresas, estãosendo suplantados por serviços fornecidos sobre uma rede comum. A computação está virando um serviço e as equações econômicas que determinam a maneira como a sociedade vive estão sendo reescritas.
A Google tomou a dianteira na revolucao dos notebooks agora criando o que para muitos é conhecido como o PC da era pós-PC. Trata-se do Cr-48, que não é nada mais nada menos do que um notebook que possui apenas abas do navegador da google o Chrome e dotado também de uma conexão 3G imbutida além do modem wi-fi. A proposta é simples, o sistema do notebook se baseia totalmente no conceito da Cloud Computing, uma vez que para operar o aparelho o usuário precisa se identificar com um nome de usuário e uma senha de sua conta Google, podendo navegar livremente pela intenet através do Chrome e acessar todos os sites assim como baixar aplicativos que ficam visíveis quando se abre uma nova aba no navegador. O notebook é uma opcao para computadores compartilhados por várias pessoas porque os arquivos não são instalados nas máquinas. Ficam online vinculados as contas Google.
Segue abaixo o link oficial do produto: http://www.google.com/chromeos/pilot-program-cr48.html
Autor
- NOGUEIRA, Matheus Cadori1; PEZZI, Daniel da Cunha2 mcadori@unicruz.edu.br; dpezzi@unicruz.edu.br