Redes de Alta Velocidade

Uma rede de alta velocidade é uma rede capaz de transportar o trafego gerado pelas máquinas que a compõe de forma eficiente, ou seja, não haja gargalo nela. Hoje somos sabedores de que existem as mais diversas necessidades de largura de banda demandada pelas aplicações. Quando falamos em redes de altas velocidades, logo vem a mente, redes fast ethernet, gigabit ethernet, ou mesmo 10 gigabit ethernet, bem como redes ATM.

Contudo, chegamos a um ponto em que o aperfeiçoamento, o aumento das velocidades das redes é obrigatório a cada instante, e neste contexto surgem diversas técnicas para tal. O desenvolvimento de novos métodos de transmitir as informações, criação de novos protocolos para melhorarem o desempenho, porém sem deixar de lado a compatibilidade com as estruturas já existentes, afim de não tornar oneroso o processo de migração. Diante deste cenário temos como exemplo o MPLS (Multiprotocol Label Switching). Este que é um protocolo de roteamento baseado rotulação de pacotes. Com ele têm-se um grande ganho para os roteadores à medida que a rede cresce, pois atualmente os algoritmos de roteamento exigem muito processamento dos mesmos.

MPLS (Multi-Protocol Label Switching) é um protocolo que tem o objetivo de reduzir o processamento dos roteadores e melhorar o desempenho das redes, uma vez que os roteadores ao receberem um pacote com rótulo fixo ele simplesmente o encaminha. O desempenho da rede vai aumentar não somente por isto, mas também pela maneira que são escolhidos os melhores caminhos na rede. Essa escolha se dá através da análise de muitas variáveis que não são levadas em consideração pela maioria dos protocolos de roteamento desenvolvidos.

Para entender um pouco sobre a origem do MPLS temos que voltar um pouco no tempo, na década de 90, onde algumas empresas desenvolveram soluções de Label Switching (Comutação de Etiquetas). Em 1997 surgi à proposta do MPLS através do IETF (Internet Engineering Task Force).

Ele surgiu com a ideia de unir o roteamento por etiquetas com o roteamento IP, utilizando-se do melhor deles, onde assim ele consegue suportar as infraestruturas legadas e as novas, bem como nas diversas redes que temos em operação hoje em dia. Redes ATM, IP, Ethernet por exemplo.

Dentre as vantagens do MPLS temos uma situação que o favorece muito nos dias atuais, que é a convergência das infraestruturas antigas em infraestruturas baseadas em IP seguras e possíveis de aplicabilidade de QoS (Quality of Service).

Referências
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA-dYAA/redes-alta-velocidade (Universidade Estácio de Sá)
http://www.gta.ufrj.br/grad/01_2/mpls/mpls.htm (Universidade Federal do Rio de Janeiro)