Introdução
A primeira vista temos que o SOA é um tipo de arquitetura de software que promove a integração e orquestração de processos de uma organização por meio de serviços (componentes abertos/webservices).
Uma arquitetura orientada a serviços é essencialmente uma colecão de serviços interligados que comunicam entre si formando assim um único sistema. A localização dos serviços não é importante, estes podem ser internos à empresa ou disponibilizados por outras empresas. A comunicação entre os serviços pode envolver apenas simples trocas de dados, ou uma coordenação entre dois ou mais serviços.
Para compreender claramente o que é uma arquitetura orientada a serviços é necessário definir o que é um serviço.
Um serviço é uma função ou funcionalidade que se encontra bem definida, que é estanque (self-contained) e que não depende do contexto ou estado de outros serviços.
Best Practices
- Loose Coupling
Uma das praticas utilizadas no Arquitetura orientada ao serviço é o Loose Coupling entre agentes de Softwares. O Loose Coupling passa pela redução ao mínimo das dependências artificiais, sem que para esse efeito sejam comprometidas as dependências reais. Um exemplo é o serviço de roaming de um aparelho celular.
- Mensagens
São as ligações fundamentais numa arquitetura orientada a serviços, não menos importantes são as mensagens que passam através dessas mesmas ligações.
As mensagens que passam de um serviço a outro tem algumas regras:
- As mensagens têm que ser descritivas e não instrutivas,pois a responsabilidade de resolver o problema é do fornecedor do serviço, o consumidor apenas necessita de explicar o problema. - As mensagem têm que ser perceptíveis para o fornecedor do serviço, ou seja, têm que estar escritas num formato, estrutura e vocabulário que é compreendido por ambas as partes. - Quanto mais restritivo for o vocabulário e a estrutura da mensagem, mais fácil é a sua compreensão, no entanto, desta forma, limita-se a extensibilidade do serviço. - E ainda extensibilidade, que é o aumento do da estrutura e um vocabulario de dados para acompanhar a evolução dos sistemas de softwares.
O problema é que a restrição e a extensibilidade estão intimamente ligadas e é impossível aumentar a uma sem diminuir a outra. O truque está em encontrar o equilíbrio certo entre a duas
- Documentos XML
Tendo em conta a importância da extensibilidade nas mensagens trocadas entre os serviços, a escolha lógica parece ser utilização de XML, pois este satisfaz as condições necessárias para a obtenção de Loose Coupling e ainda os documentos XML podem ser restringidos por XML Schemas e, a não ser que as restrições não o permitam, podem ser estendidos.
- Schmas XML
Os Schemas XML exprimem vocabulários e definem as regras sobre as quais pode ser escrito um determinado tipo de documento XML, e permitem também a validação de documentos. Basicamente são um meio para definir a estrutura, os conteúdos e semântica de um documento XML, sendo um meio por excelência para definir os termos do contracto de comunicação entre os sistemas.
Um documento XML contém informação auto-descritiva, e isso pode ser uma das desvantagens de utilizar XML, pois as mensagens tendem a tornar-se muito maiores. Assim sendo existe aqui uma questão de performance. Ao utilizar XML troca-se a performance por flexibilidade, no entanto quanto maior for a largura de banda para comunicação menos se notará este problema.
- Exemplo XML
<?xml version="1.0"?> <xs:schema xmlns:xs="http://exemplo.xml"> <xs:element name="note"> <xs:complexType> <xs:sequence> <xs:element name="to" type="xs:string"/> <xs:element name="from" type="xs:string"/> <xs:element name="heading" type="xs:string"/> <xs:element name="body" type="xs:string"/> </xs:sequence> </xs:complexType> </xs:element> </xs:schema>
Serviços
Web Services
Princípios utilizados
Exemplo prático
Referências
- SOA e Web Services em Java - Cleuton Sampaio
- Barry, Douglas K. (2003) Web Services and Service-Oriented Architectures
- Lane, Edward (2004). SOA fundamentals and characteristics