Redes HFC

Com o claro objetivo de efetuarem a distribuição de sinal analógico de televisão, surgiram as redes de TV a cabo. A TV por assinatura, ou então o termo usado nos equipamentos de vídeo CATV que significa Community Antenna Television, surgiu nos Estados Unidos no fim da década de 40, em locais onde o acesso ao sinal de TV não era possível, seja pela distância ou em regiões de sombra. Basicamente, foi criada uma antena onde o sinal era captado e transportado até a comunidade que não era agraciada com o sinal de TV, por meio de um cabo coaxial. Já nas comunidades, este cabo sofria derivações e era distribuído para as residências, podendo passar por amplificadores em distâncias maiores.

Existem três segmentos ou partes que constituem a infraestrutura da rede de televisão por cabo, a primária, secundária e ligação ao cliente. Com o objetivo de cobrir as distâncias envolvidas, os segmentos primários e secundários transportam os sinais até os pontos dos potenciais clientes. O cabo flexível chamado drop, é responsável pela ligação ao cliente.

Como o principal meio de transmissão era o cabo coaxial, os problemas inerentes devidos às suas perdas eram elevados. Para isto, recorreu-se ao uso de amplificadores, que muitas das vezes colocado em cascata, provocava a degradação da qualidade da imagem na TV do cliente, devido ao ruído e à distorção que acabava existindo. Para trazer alterações significativas na arquitetura das redes de televisão por cabo, nos meados dos anos noventa, foi implantado o uso da fibra óptica em redes de televisão, usando todas suas prioridades de transmissão como baixa atenuação e grande imunidade a ruído radioelétrico. Dando assim, inicio as redes com arquitetura híbrida fibra/coaxil e o vídeo digital.

Um dos grandes problemas encontrados com toda tecnologia que usa fibra óptica, são os elevados custos com cabos, os transmissores e receptores ópticos. Isso justifica a disponibilidade de fibra até a casa do cliente uma solução economicamente inviável, apesar de existir meios técnicos possíveis. Para haver uma aplicação prática demanda uma centena de clientes de modo a partilhar custos, fazendo com que haja utilização de fibra nos segmentos primários e secundários e coaxiais na ligação ao cliente, designando genericamente redes híbridas fibra/coaxial HFC, o que é o objetivo principal de estudo deste artigo, ou seja, definimos como redes HFC aquela composta por fibra óptica e cabos coaxial para suportar algum ou vários tipos de serviços.

Depois desta arquitetura, ficou mais fácil e mais viável o débito do sistema e a qualidade do sinal de TV, bem como reduzir custos com manutenção mantendo características de flexibilidade, na distribuição dos sistemas em árvore. E também uma das principais vantagens, passa a suportar comunicações bidirecionais, características fundamentais para a utilização deste tipo de rede como tecnologia de acesso.

Com a grande gama de programas de entretenimento e a forte indústria de serviços interativos, que requer uma transmissão individual para cada tipo de cliente, fica inviável contabilizar todo tipo de serviço que ficará disponível por todos os segmentos da rede. Entre o aumento do leque de serviços por clientes temos a reutilização da rede, que torna possível adicionar ao pacote básico de canais, programas específicos apenas para os utilizadores de determinada célula, consequência também da segmentação é a reutilização do espectro, ou seja, utilizar os mesmos canais, em células distintas, mas com conteúdos diferentes. E a compressão digital de vídeo, o que tonra possível obter imagens de resolução satisfatória com taxas de transmissão de 3 a 6 Mbit/s usando MPEG2, e padrões mais atuais como H.264.

Bibliografia

W. Ciciora, “Cable Television in the United States” - An Overview, 1995.

IEEE 802.14/a Draft 3, Rev.3, “Cable-TV access method and physical layer specification”, October 1998.


Fase I - Conceito


Título da Idéia

  • Tecnologia HFC e soluções de gerenciamento


Objetivos

Descrever o que pretende com esta pesquisa

O objetivo da pesquisa é levantar e estudar novas tecnologias que estão sendo implantadas em redes HFC, como também soluções de gerenciamento para esse tipo de rede.


Conceito


Explique em que contexto macro esta pesquisa será inserida
Relacione com outros projetos e pesquisas na área, na empresa ou mesmo no mundo
Identifique algumas possibilidades de evolução desta idéia
Tente enquadrar esta idéia em um grupo, propósito ou categoria específica


Características 


Informe sobre as particularidades, aspectos e atributos desta idéia.


Fase II - Ensino


Conteúdo

Desenvolva um conteúdo que possa transmitir o conhecimento adquirido para outros
Crie um material (Wiki, PDF, PPT, ...) que possa ser armazenado e facilmente atualizável


Apresentação

Apresente ao grupo (reunião, EAD, Blog, ...)
Publique aqui


Fase III - Exemplo de Caso de Negócio


Benefício para o mercado

    Descrever em tópicos os benefícios que uma empresa pode obter: ganhos, novos negócios, novos produtos, novas parcerias


Benefícios para o cliente

    Descrever em tópicos os benefícios para os clientes (qualquer que seja o cliente)


Direcionadores chave para esta iniciativa

    Descrever em tópicos o que esta iniciativa pode proporcionar


Possíveis modelos de negócios

    Descrever em tópicos os possíveis modelos de negócios

Business Case

    Descrever um exemplo de négócio que permita avaliar a solução comercialmente


Fase IV - Protótipo orientado ao Negócio


Escopo


Explique o escopo deste protótipo


Limitações


Informe sobre as limitações


PoC


Desenvolva um PoC (Prof of Concept)


Detalhamento Técnico


Descreva especificamente os aspectos técnicos desta pesquisa



Cronograma Macro


Histórico



Pesquisadores


MORAIS, V. M. (2006). Metodologia para Implantação de Serviços Digitais em uma Rede HFC Existente. Dissertação de Mestrado, Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Federal do Paraná.