Falar com Objetividade

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  • Enviado por Marco Antônio Carneiro Batista
  • 18/04/2012
  • Origem: Desconhecida


O que significa e como falar com objetividade Ao contrário do que alguns imaginam, falar com objetividade não significa apenas falar pouco. De maneira geral, quem fala com objetividade e tem capacidade de síntese, fala pouco, mas não necessariamente. O conceito de objetividade precisa ser analisado, além do tempo consumido na apresentação, também com relação ao conteúdo e à sua finalidade.

De nada adiantaria falar pouco tempo se não conseguisse passar as informações que precisa, ou sem ter ainda persuadido os ouvintes. Entretanto, falar mais, depois de ter completado a mensagem e persuadido os ouvintes, constitui erro de comunicação que precisa ser combatido.

Analise antes qual é o assunto A exemplo do que já comentei em outros textos, o ponto de partida para falar com objetividade é delimitar bem o assunto que irá abordar. Após ter identificado o tema, relacione os argumentos que deseja utilizar para dar apoio às suas informações. Aqui já poderá fazer a primeira triagem, pois será possível eliminar os argumentos mais frágeis, suprimir as informações supérfluas e utilizar apenas o que for mais consistente.

Não tenha dó, vá passando a caneta e afastando o que pode ficar de fora. Verifique também se não se empolgou com algum argumento que considera muito importante e por isso o esteja repetindo com freqüência. Repetir muitas vezes um argumento, por melhor que seja, enfraquece o trabalho de persuasão e torna a exposição prolixa.

Ao analisar a possibilidade de enfrentar objeções dos ouvintes, certifique-se de que elas efetivamente existem, pois defender os argumentos de ataques que talvez nem ocorram, pode fazer com que o problema que não existia passe a existir, além de se transformar em conversa desnecessária. Mais um veneno para a objetividade.

Até que ponto os ouvintes estão preparados para receber a mensagem

Não são raras as situações em que podemos ir sem rodeios ao tema central para transmitirmos a mensagem que desejamos. Entretanto, a iniciativa de irmos ao assunto pressupõe que os ouvintes já estão preparados para receber a mensagem. Se você transmitir o assunto diretamente, sem que os ouvintes já saibam qual o tema que será tratado, que problema está desejando solucionar e as etapas que pretende cumprir durante a exposição, estará comprometendo a compreensão das informações e falhando no processo de comunicação.

Aqui está um bom roteiro para que você possa ter mais objetividade. Vá ticando, até mentalmente:

  • Os ouvintes já sabem qual é o assunto? Também não vamos exagerar, pois mesmo que já tenham a informação, não custa nada gastar uma simples frase para comunicar qual o tema da apresentação. Por exemplo: Hoje vamos falar sobre a segmentação do território para as diferentes equipes de venda. Cinco segundos. Não matam ninguém.
  • Os ouvintes sabem qual é o problema que desejo solucionar, ou o histórico das informações atuais, ou as etapas que pretendo cumprir? Aqui a questão já começa a ficar mais séria, porque é um dos momentos que consomem mais tempo e, de maneira geral, sem necessidade. Quase sempre o problema ou o retrospecto já são conhecidos dos ouvintes, e mesmo assim é comum as pessoas perderem um tempo enorme para dizer o que já é sabido. Se, entretanto, o problema ou o histórico não forem conhecidos, uma frase curta poderia substituir longas explicações. Por exemplo: Vamos propor um programa para solucionar as constantes quedas no volume de vendas. Sem a necessidade de ficar explicando tintim por tintim como as vendas foram caindo ao longo dos últimos meses. A não ser, evidentemente, que julgue que essas informações detalhadas sejam fundamentais.


Da mesma maneira, se concluir que, durante a exposição do raciocínio, os ouvintes acompanharão com facilidade o assunto, não precisará dizer quais as etapas que pretende cumprir. Observe que, neste momento, você estará analisando se precisará mesmo preparar os ouvintes com orientações adicionais para que compreendam a mensagem. Se chegar à conclusão de que já estão prontos, não vacile, vá metendo a caneta e riscando o que não serve. Lembre-se: para ser objetivo, a ordem é enxugar.

Veja se os ouvintes compreenderam bem a mensagem Objetividade e ilustração, de maneira geral, não podem se sentar à mesma mesa. Não combinam muito. Se for necessário esclarecer melhor o assunto já transmitido, o melhor recurso é o de fazer uso de uma ilustração. Uma história, verdadeira ou não, que ajude o ouvinte a entender a mensagem.

Só que as histórias, quase sempre, são longas e consomem mais tempo do que a própria mensagem em si. Por isso, se desejar a objetividade nas apresentações, só conte uma história como ilustração se for muito necessária, e, se resolver lançar mão desse recurso, prefira exemplos concretos, que são mais curtinhos e servem também para reforçar a linha de argumentação.

O início e a conclusão

As apresentações mais técnicas, como temas abordados em reunião, permitem introdução simples e rápida. Por exemplo, agradecer a presença de todos, ou mostrar de forma clara os benefícios que os ouvintes poderão obter. O perigo maior, entretanto, está na conclusão.

É comum observar pessoas falando como se fossem cachorro tentando morder o próprio rabo - rodam, rodam, rodam e não saem do lugar. Por isso, ao iniciar conversas importantes, ou apresentações que exijam objetividade, prepare com antecedência o que deverá dizer na conclusão.

A reação do ouvinte pode ser um excelente indicador do limite de tempo e se estamos ou não sendo objetivos. Fique atento. Se ele começar a dar tapinhas na perna, tamborilar com os dedos um objeto qualquer, mudar o apoio do corpo, ora sobre uma perna, ora sobre a outra, mexer em papéis sem motivo, afastar-se da mesa com a cadeira, olhar demoradamente para baixo ou para cima, fixar os olhos no vazio, com aquele brilho de quem está com o pensamento longe, o tempo já estará esgotado. Tchau, levante acampamento e dê até logo.

Mas não leve tudo ao pé da letra. Se você perguntasse a 10 pessoas se gostariam que fosse diretamente ao assunto, ou se prefeririam que fizesse uma preparação com informações adicionais, antes de tratar do tema, 11 responderiam que deveria ir diretamente ao assunto.

Só que, por mais positiva que seja a objetividade - e esse conceito ficou claro nesse texto - nem sempre atender aos anseios dos ouvintes e tratar do assunto diretamente é a melhor decisão. Se os ouvintes apresentarem algum tipo de resistência com relação a você, ao tema, ou ao ambiente; se não estiverem convenientemente preparados para receber a mensagem, porque não estão inteirados do motivo da exposição, não estão conscientes do problema que pretende solucionar e não sabem quais as diversas partes que pretende cumprir, como já vimos, ainda não é o momento de abordar o assunto.

Faça toda essa preparação antes de desenvolver o tema.

Tenha habilidade, todavia, de fazer a preparação necessária com tal sutileza que pensem que está indo diretamente ao assunto.