Introdução
- Muitos trabalhos tem sido desenvolvidos para alavancar pesquisas no mundo da automação residencial. Avalar tecnologias de baixo custo tem sido uma das prioridades nesse sentido. O trabalho abaixo mostra algumas possibilidades, um deles, o controle de liga/desliga de reservatório.
- A tecnologia X10 foi uma das precursoras na área de automação residencial, servindo de base para o surgimento de outras tecnologias comercializadas atualmente. Esta tecnologia foi criada na década de 70 pela empresa Pico Eletronics, na Escócia. A X10 utiliza a rede elétrica existente para comunicação com o dispositivo automatizado e sua versatilidade é limitada por possuir poucas funções simples como liga/desliga e dimerização de luzes, porém, ainda assim em muitos países esta tecnologia é empregada por ser composta de produtos baratos e de fácil instalação proporcionando inclusive sua comercialização em casas de material de construção[3].
Outra tecnologia empregada em automação residencial é a Zigbee que segundo especialistas é uma tendência de mercado. Esta ainda está em fase de desenvolvimento por um grupo de empresas como a Honeywell, Philips, Samsung, Motorola, Cisco Systems, Eaton, Crestron, Legrand, LG, NEC, Epson e Texas Instruments. Sua principal característica é o baixo consumo de energia já que um módulo pode funcionar por até 6 meses com o uso de pilhas comuns. A comunicação de dados é feito via wireless e seu controle é descentralizado. O protocolo é proprietário e de mão dupla (envia/recebe) e possui o mesmo nome da tecnologia. A topologia de rede é na forma de malha onde vários dispositivos trabalham em conjunto comunicando entre si formando uma rede wireless de baixa largura de banda com tecnologia de controle de rede que opera no padrão 802.15.4[3].
- Raspberry PI
O raspberry PI é um microcomputador desenvolvido na Grã-Bretanha de escala reduzida com capacidade computacional equiparável à de desktops comuns podendo executar softwares de edição de textos e planilhas, processamento de jogos, navegação à internet, entre outros. Este microcomputador possui um processador ARM11 de 700 MHz, memória RAM (Random Access Memory) de 512 MB, placa de rede onboard, duas saídas de vídeo (HDMI - High-Definition Multimedia Interface e RCA - Radio Corporation of America), saída de áudio, entrada para cartão SD (Secure Digital) e duas portas USB (Universal Serial Bus) 2.0. Com tantos atributos, este microcomputador possui alta versatilidade de aplicações já que pode rodar um sistema operacional a partir de um cartão SD dispensando um HD (Hard Disk) de proporções maiores[4].
- Arduino
O arduino é uma placa de prototipação open-source muito utilizada em aplicações de instrumentação e robótica por possuir um microcontrolador muito versátil o qual permite o controle de muitos dispositivos[4]. O microcontrolador é um atmega produzido pela Atmel muitos modelos possuem conversor analógico-digital, interface de comunicação serial, portas de I/O digitais e analógicas[5].
Proposta de uma Plataforma Machine-to-Machine (M2M)
O que é M2M? Foram feitas muitas tentativas para uma definição simples do termo M2M como Machine-to-Mobile (Máquina para celular), Machine-to-Man (Máquina pra Homem), Machine-to-Machine(M2M), etc. A forma mais básica para descrever M2M é ilustrada na figura abaixo:
O objetivo de uma solução como esta é de estabelecer as condições necessárias pelas quais torna-se possível que um dispositivo troque informações (de forma bidirecional) com uma aplicação por meio de uma comunicação de rede de forma que a aplicação ou o dispositivo aja como a base dessa troca de informação. Dentro desse contexto, a comunicação em rede tem um papel fundamental: o estabelecimento de uma relação de M2M entre a aplicação e o dispositivo. Uma outra definição como em muitos casos, o conceito M2M incorpora um grupo de dispositivos similares como na figura abaixo:
Um exemplo que ilustra a figura acima seria o caso do gerenciamento de uma frota onde os dispositivos da figura seriam caminhões e a rede de comunicação seria a rede celular. Em outros casos os dispositvos podem não interagir de forma direta com a aplicação cuja capacidade (seja processamento ou outra natureza) seja limitada. Nestes cenários, o relacionamento é intermediado por outro dispositivo (isto é, um gateway) que promove de alguma forma a consolidação da comunicação. Este exemplo é ilustrado na figura 1.3 abaixo:
FIGURA1.3
"Medição inteligente" é um exemplo de tal aplicação onde os dispositivos são medidores inteligentes e a rede de comunicação pode ser uma rede celular ou a internet.
Referências
- [1] Sistemas de Automação Residencial de baixo custo uma realidade possível. Cabral, Michel Madson Alves, Campos, Antonio Luiz Pereira de Siqueira. CEFET – RN. 2008.
- [2] Dias, César Luiz de Azevedo, Pizzolato, Nélio Domingues. Domótica. Aplicabilidade e Sistemas de Automação Residencial.
- [3] Principais tecnologias de automação residencial comercializadas no Brasil e suas características. Teruel, Evandro Carlos, Novelli Filho, Aristides. CEETEPS – SP.
- [4] Desenvolvimento de um Sistema para Adaptação de Contexto em Automação Residencial. Silva, Eduardo Germano. UFSC - SC. 2013
- [5] Uma Alternativa Simplificada de Dispositivos Eletrônicos Utilizados em Automação Residencial. Mota, Ricardo Lins, Silva, Wilton Lacerda. FAINOR - BA. 2008.




