Objetivo

O presente estudo visa analisar e descrever a implantação de uma estrutura que centralize a interconexão entre as operadoras VoIP, denominada VoIP Peering, capaz de gerenciar a interconexão de redes VoIP utilizando o mapeamento eletrônico de números (ENUM).

A motivação para a criação deste projeto veio da necessidade de reduzir a utilização da rede pública de telefonia comutada ou RPTC (do inglês Public Switched Telephone Network ou PSTN) evitando assim as suas limitações, e ao mesmo tempo otimizando a utilização de redes IP e simplificando a topologia entre operadoras VoIP. Outro motivo é viabilizar a padronização de interconeções VoIP promovendo o surgimento de novos modelos de negócio.

Justificativa

Devido à necessidade atual de sistemas de telecomunicações cada vez mais integrados, baratos e eficientes, constantemente nos deparamos com desafios técnicos e até políticos para a implantação de paradigmas inovadores. A telefonia IP não é necessariamente um novo paradigma, mas necessita de um para continuar uma alternativa viável e competitiva de telefonia, no caso, uma entidade centralizadora do tráfego de informações entre as operadoras Voip se mostra iminentemente necessária.

A tecnologia VoIP é cada vez mais difundida no Brasil, haja visto que há pesquisa apontando em torno de xx milhões de linhas existentes, sendo a maior parte no ambiente corporativo. Entretanto, uma questão que ainda limita a ampliação de negócios VoIP é a falta de integração entre as redes IPs em atividade - sejam redes corporativas, ou operadoras por empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, ou rede pertencentes a governos - fato que, segundo a Anatel, é mais crítico que a ausência de um plano de numeração.

Nesse sentido, este projeto propõe um modelo de interconexão VoIP para iniciar a integração dessas redes sem a utilização da rede PSTN, promovendo uma padronização que viabilize essa ampliação de negócios, permita a redução dos custos associados à utilização da rede fixa para essa interconexão, propicie a melhoria na qualidade das chamadas (excluindo as conversões VoIP-PSTN-VoIP) e amplie a possibilidade dos usuários utilizarem ao máximo os benefícios que uma comunicação de Voz sobre IP fim a fim oferece.

Com a eliminação das restrições pelo uso da PSTN (queda da qualidade devido à conversão entre as redes, perda de recursos avançados associados ao ambiente, dentre outros), surge novo cenário para a oferta de serviços baseados no protocolo IP, o que faz com que este projeto atenda às demandas de serviços de telecomunicações baseados no protocolo IP. De imediato, surge um novo serviço que é a criação da figura de uma entidade centralizadora que poderá organizar o tráfego entre as operadoras envolvidas.

O uso da tecnologia VoIP já não é mais novidade no mundo da telefonia, apesar de ter seus benefícios evidenciados na crescente participação nas telecomunicações do mundo IP, prestando serviços de voz, dados e vídeo, ainda tem algumas restrições, tanto no aspecto operacional quando no aspecto mercadológico.

Estes benefícios, principalmente de ordem técnica e econômica são encontrados na sua maioria, apenas quando a chamada começa e termina em uma mesma rede. Nas demais situações que envolvem a interconexão das redes de telefonia IP, há uma série de desafios para a prestação de serviços relacionados à operação com custos e níveis de qualidade adequados.

O que se observa atualmente é que a maior parte das redes VoIP encontram-se isoladas (as chamadas "ilhas VoIP"), de modo que as chamadas destinadas a um usuário externo a estas redes são encaminhados via PSTN. Esta situação pode ser minimizada através da interconexão bilaeral, modalidade na qual as opreadoras das redes, duas a duas, criam relacionamentos técnicos e comerciais entre si, que envolvem configuração dos equipamentos de interconexão, acordos comerciais, etc.

Levando em consideração que cada operadora de rede deveria ter uma interconexão bilateral com várias outras, esta configuração se expande consideravelmente. Fica também prejudicada a escalabilidade da solução, visto que o surgimento de uma nova rede (uma nova operadora ou uma nova rede corporativa, por exemplo) à qual se interligar requer a reconfiguração de todas as demais redes.

Além destes fatos citados, as operadoras de redes VoIP tem custos relevantes para utilizar o encaminhamento de chamadas e o meio físico (enlace E1) da operadora TDM à qual estão conectadas. Este custos poderia ser minimizados na medida em que as ligações entre terminais VoIP fossem realizadas somente com tecnologia IP, sem a utilização da PSTN. Entretanto, nessa arquitetura dependente da rede PSTN, as operadoras VoIP estão ilhadas em suas respectivas redes IP, subutilizando o potencial tecnológico que essas redes oferecemm em termos de redução de custo operacional e oportunidade de novos negócios.

Neste contexto, faz-se necessária a adoção de um sistema computacional que permita a integração multilateral entre as redes VoIP de maneira a permitir que os usuários destas redes possam estabelecer chamadas entre si sem que estas sejam desviadas para a rede PSTN, incorrendo um custos adicionais e perda de qualidade na chamada devido às restrições impostas pela rede TDM em comparação com o universo de possibilidades oferecido pela rede IP.

Assim, propõe-se um mecanismo de interconexão VoIP para interligar as diversas redes IPs sem a utilização da tecnologia TDM, através da utilização de DNS-ENUM, numa nova arquitetura. O protocolo ENUM (Electronic Number Mapping) permite o mapeamento de um número telefônico tradicional (formato E.164) para uma identificação em rede IP (URI) e é definido pela IETF de acordo com os padrões do ITU para o formato E.164. Portanto, esta proposta é também uma oportunida de inserção do Brasil no contexto dessa tecnologia emergente. Vale ressaltar que, além da interconexão, a utilização dessa tecnologia viabiliza a convergência de serviços de telecomunicação e serviços disponíveis na Internet (voz, dados, vídeo, SMS, localização de sites, etc), haja visto que na arquitetura IMS (IP Multimedia Subsystem) já se identifica o protocolo ENUM como solução para a localização dos serviços, que é parte integrante do módulo de OSS (Operating Support System) nessa arquitetura.

Com o novo modelo de interconexão, propõe-se centralizar a gestão de peering entre as redes VoIP e, através do servidor DNS-ENUM, permitir armazenar informações que indiquem, com base em informações associadas a um usuário de destino, se uma comunicação estabelecida a partir de um usuário VoIP pode ser resolvida através da rede IP, sem a necessidade de desvio desta comunicação para a rede PSTN.

A gestão dessa interconexão multilateral será feita por uma entidade centralizadora, papel a ser exercido por uma empresa especializada neste serviço. O modelo de negócios previsto pretende disponibilizar o serviço para as redes que tiverem conectadas à arquitetura através de um servidor VoIP SIP Proxy. Por um lado, as redes participantes reduzem seus custos com a utilização da PSTN, simplificam a topologia para o encaminhamento de chamdas e ficam interligadas às outras redes IP. Por outro lado, além de usufruir os mesmos benefícios das operadoras participantes, a entidade centralizadora tem um aumento de receita com a oferta desse novo serviço e de outros porvir, decorrentes da integração das redes IP.

A solução proposta é inovadora e encontra respaldo em soluções aplicadas em alguns outros poucos países, como por exemplo, o serviço VPF (Voice Peering Fabric) oferecido pela empresa Stealth Communications, com várias empresas já integradas a este serviço e funcionando desde 2004.

Introdução

A Internet tem sofrido grandes inovações desde a sua criação. A comunicação através do protocolo da internet (IP – Internet Protocol) é alvo de transformações tanto nos mecanismos usados para entrega das mensagens quanto nos serviços disponibilizados aos seus usuários. Em 1998 foram concebidas as primeiras inovações em serviços de transmissão de Voz sobre IP (VoIP), desde então o tema se tornou objeto de estudo de muitas operadoras de telecomunicações. Atualmente a tecnologia de VoIP está consolidada, com seus padrões e protocolos bem definidos.

A tecnologia VoIP, como um conceito de transmissão de voz através da rede IP, reúne um conjunto de protocolos de codificação de áudio, transmissão em tempo real de pacotes, inicio de sessão, e outros que em conjunto permitem comunicação de voz via IP de ponta a ponta na rede. Tal transporte é feito através da rede sem um caminho fixo, fazendo com que a mensagem não fique retida num congestionamento de tráfego.


O sistema de comunicação VoIP atualmente funciona de maneira bem eficiente, permitindo que esse serviço se torne cada vez mais usado. Para se efetivar uma ligação VoIP é necessário que se estabeleça uma sessão entre o emissor e o receptor. Esta sessão pode ser uma simples chamada de voz entre duas pessoas, uma ligação envolvendo voz, dados e vídeo ou ainda uma conferência multimídia. Para isso, alguns protocolos são usados, por exemplo, H.323, Megaco, MGCP e SIP. O SIP, um dos mais utilizados não está limitado a Internet e aplicações disponíveis são bem diversificadas; Sistema de Realidade Virtual, Games de Rede, video-conferencia, processamento de chamadas, localização de usuários, Instant Messaging e presença são algumas facilidades do protocolo SIP.

O VoIP como tecnologia, tem-se aproveitado destes protocolos para garantir uma comunicação interessante porém ainda com níveis de qualidade inferiores aos que a telefonia fixa e móvel tem provido. Para avaliar o serviço VoIP é necessário levar em conta a qualidade do serviço (QoS), o preço e a confiabilidade do mesmo.

A qualidade do serviço é um aspecto fundamental de garantia de entrega das informações num processo fim-a-fim (rede local de origem a rede local de destino) e como tal, uma chamada de voz sobre IP entre dois usuários pode ser avaliada neste aspecto. Para se determinar a qualidade do serviço não se deve analisar apenas um componente ou elemento da rede, com isso os principais parametros a ser controlados são a vazão, a latência, jitter, as perdas, a disponibilidade e a segurança. Resultados avaliando todos estes parâmetros podem ser dimensionados e tomados como base para definir se uma rede possui ou não um serviço de comunicação com boa performance.

Estes parâmetros são de fácil medição e validação. A vazão ou throughput que é determinada pela quantidade de bits destinados a cada atividade da rede é um bom indicador. A latência tida como a soma dos atrasos da rede e equipamentos utilizados para a comunicação estabelecida complementam esta avaliação mas temos também o jitter, relacionado à latência da rede variando o tempo e a sequencia de entrega dos pacotes que nos permitem ampliar o escopo de avaliação de uma rede. Outros itens como perdas, os pacotes que são corrompidos durante a comunicação e a disponibilidade da rede finalizam o processo de medição de uma rede.

O sucesso do serviço VoIP esteve diretamente ligado às possibilidades de redução de custos nas chamadas entre os usuários. Como o meio é a Internet, começou a ser popularizado pelas ligações "sem custo" entre dois usuários na rede e reforçado pela diminuição do preço nas chamadas envolvendo chamdas para fixo e móvel, já que as operadoras VoIP conseguiam comprar mimutos em grande volume e daí tinham condições de barganhar o custo dessas ligações.

Existem várias operadoras de serviço VoIP que oferecem ligações grátis quando feitas para a mesma operadora e cada uma delas oferecem planos váriados para ligações locais, dentro do mesmo país e até mesmo pro exterior. Mas uma coisa é fato, elas proporcionam um preço muito mais barato que o cobrado pelas operadoras de celulares e de telefonia fixa. Existem também aqueles provedores de serviço VoIP que oferecem o serviço grátis, porém com limitações de qualidade e abrangencia do serviço.

Atualmente um cliente VoIP pode se comunicar de forma direta com os clientes de uma mesma empresa , mas ao tentar se conectar a um usuário de outro serviço VoIP, telefonia fixa ou móvel, deve ser fechada uma conexão direta com a empresa de destino, um procedimento caro e que demanda grandes investimentos em manutenção. Este modelo depende diretamente do fechamento de acordos bilaterais entre empresas provedoras do serviço VoIP, além da instalação de infraestruturas caras no proccesso de instação e manutenção, ou seja, além do desafio político do fechamento de acordos, temos o desafio econômico, para criar e suportar a infra estrutura em funcionamento.

Com a perspectiva de crescimento atual dos serviços de telefonia VoIP, cada vez mais utilizados por usuários corporativos e domésticos, a tendência é também o aumento de provedores de serviços, o que dificulta ainda mais a instalação de redes dedicadas entre cada serviço. Nessa situação, se faz interessante um novo modelo de tráfego, denominado peering onde a interconexão é feita através de uma entidade centralizadora que se responsabiliza pela intermediação das chamadas tentando levar a cada operadora VoIP, benefícios como redução de custo, facilidades na configuração de novas rotas consequentemente na comunicação entre entidades diferentes, tarifação centralizada e aumento da capilaridade da rede que acarreta em uma maior escalabilidade do sistema.

Entretanto a difusão do VoIP no Brasil se vê bastante limitada devido a crescente demanda de tráfego entre operadoras que não podem expandir seus serviços devido ao isolamento entre suas redes, criando assim ilhas de operação VoIP. A estrutura de rede VoIP em vigor no Brasil requer que toda a comunicação entre duas operadoras VoIP trafegue pela PSTN. Essa forma de transmissão também requer que ambas as operadoras possuam ligações diretas entre si. Em um ambiente com muitas operadoras, a complexidade da topologia de rede se torna onerosa e dificil de administrar.

A necessidade de migrar para a rede mundial de computadores se deve ao fato de que para uma comunicação com alto grau de multimidia, sejam dados, video, voz ou todas juntas, requer uma transmissão via IP de ponta-a-ponta, caracteristica esta não alcançada devido a existência da rede PSTN entre as duas operadoras.Quando o sinal da rede IP passa por um gateway para trafegar através da rede PSTN e novamente passa por outro gateway para retornar a rede IP do destinatário, o custo de entrega de tráfego impede que se forneça serviços de video e áudio com alta confiabilidade e baixo custo. Uma solução possível, que já foi aventada em várias partes do mundo é a criação de uma aplicação que permita a utilização entidade centralizadora, alvo deste projeto.

Para se prover um serviço que centralize estas atividades são necessários alguns elementos como o DNS ou Domain Name System, um protocolo da camada de aplicação da rede que tem como função atribuir endereços IP a nomes de domínio. Através do uso de servidores distribuídos pela rede, o DNS armazena dados possibilitando a tradução de nomes de domínio para IP e IP para nomes de domínio. Sua estrutura é organizada de forma hierárquica, possibilitando a divisão de tarefas entre servidores DNS de acordo com a finalidade do site, ou domínio acessado.

Além dos servidores DNS, se faz necessário também servidores Proxy, utilizados para intermediar um determinado cliente e suas requisições à rede, possuindo as características de atribuição de segurança, velocidade, restrição e acesso e anonimato ao cliente. Na função de segurança, pode ser utilizado para restringir o acesso de pacotes maliciosos e potencialmente prejudiciais ao usuário. Pode ser utilizado para restringir o acesso a determinados tipos de dados e sites e armazenar uma memória cache dos sites acessados por seus usuários, diminuindo a largura de banda necessária para o acesso a dados usualmente acessados, aumentando assim a agilidade das tarefas. A questão do anonimato, está em se permitir que um determinado cliente acesse um determinado servidor estando protegido pelo servidor de proxy, que realiza a requisição e a repassa para o usuário.

Outra padrão utilizado é o Enum, ou eletronic numbering, um protocolo que tem como objetivo atribuir um endereço unificado, possibilitando a interconexão entre sistemas voip, celular, telefonia fiza, e-mail, ou seja, todos os sistemas de comunicação seja de texto ou voz. O sistema contaria com um servidor DNS, capaz de resolver um determinado número de telefone em um endereço ENUM, que poderia ser vinculado a um SIP URI, utilizado para a comunicação entre servidores SIP, ou mesmo um endereço de e-mail.

Este projeto tem como objetivo, prover um sistema que centralize o processo de intermediação de chamadas entre operadoras VoIP utilizando todos os recursos como DNS, ENUM e proxy para garantir o máximo de eficiência, escalabilidade, segurança e desempenhoo.

Com este sistemas se pretende obter amplos ganhos como por exemplo, diminuição dos custos operacionais em instalação e manutenção da infraestrutura VoIP; grande maleabilidade e escalabilidade da malha VoIP já que novas empresas poderiam ser implantadas de maneira mais fácil, assim como alcançariam mais clientes com um menor investimento em infraestrutura; redução na possibilidade de falhas técnicas em função do menor número de interconexões entre as empresas o que consequentente diminiuria as instabilidades e intermitências no fornecimento dos serviços VoIP.

Outros benefícios podem ser auferidos por esta proposta já que este serviço abre as portas para uma nova escala de interconexão entre pessoas, possibilitando a criação de novos modelos de serviços, que atingiriam um número maior de pessoas em relação à e-mail, telefonia VoIP, telefonia fixa e celular. A criação de um modelo padronizado de comunicação entre pessoas e empresas, além de sistemas eficientes de avaliação da eficácia, o que aumenta a credibilidade e a facilidade de adaptação dos usuários à nova realidade;


O que eu acho que pode ser melhorado ou complementado?
A - Mostrar o número de operadoras VoIP no Brasil que poderia usar esta estrutura [Aline]
Atualmente existem quatorze empresas que prestam o serviço de telefonia fixa VoIP no Brasil, mas a maioria destas prestadoras utilizam a comunicação VoIP do início ao fim somente quando realizam chamadas para usuários internos a sua rede, sendo portanto necessária a dependência do uso da rede PSTN para realizar chamadas à usuários externos, de outras operadoras. Estas quatorze prestadoras possuem a autorização de STFC (telefonia fixa convencional) cedida pela Anatel para oferecer o serviço.


B - Explicar sucintamente o procedimento do Enum. [Lucas]
C - Explicar que atualmente se usa conexão da PSTN para as ligações entre operadoras VoIP. [Rafael]

Desenvolvimento


O desenvolvimento do projeto envolve uma pesquisa inicial para identificar um servidor DNS existente no mercado para ser parte da solução. Serão analisadas requisitos do ponto de vista de desempenho,funcionalidade, escabilidade e software livre.

Adicionalmente, também será escolhido um servidor de proxy SIP que não fará parte da solução, mas será utilizada para a validação da arquitetura proposta. Este proxy SIP será utilizado para simular as solicitações feitas ao sistema pelas redes VoIP usuárias do mesmo, e será utilizado tanto na avaliação de servidores DNS quanto nas atividades de teste a serem executadas ao longo do projeto.


Prevê-se a execução de um projeto piloto, buscando simular situações semelhantes às esperadas durante a operação real do sistema, validando desta maneira os elementos escolhidos. Esta etapa será monitorada para que os resultados obtidos sejam aplicados nas próximas etapas do projeto, dando respaldo às definições que permearão o seu desenvolvimento.

Além disto, serão desenvolvidos módulos de software que complementarão as funcionalidades necessárias do sistema proposto, a saber:

  • Módulo de Inclusão Automática de Números: permitirá que o sistema seja informado automaticamente por uma operadora de rede VoIP da necessidade de inclusão de um novo número em sua base.
  • Módulo de Portal Básico de Operação: dará acesso manual a operadores do sistema para manutenção dos dados presentes em sua base, além de fornecer opções diversas de consulta e relatórios.
  • Módulo de Interface com Portabilidade Numérica: interface com sistema genérico externo permitindo que o sistema resultante deste projeto seja atualizado de acordo com migrações de números entre operadoras no contexto da portabilidade numérica.
  • Módulo de Gestão Estatística: implementação de supervisão e contabilidade de solicitações efetuadas ao sistema para dar suporte ao modelo de negócios a ser implantado, permitindo o acompanhamento dos acessos feitos ao sistema pelas redes VoIP usuárias do mesmo.

A todos os módulos softwares implementados serão aplicadas atividades de testes visando validar sua adequação aos requisitos definidos, e também serão executados testes de integração entre os módulos desenvolvidos e o servidor DNS escolhido. Testes de homologação envolvendo simulação de ambiente real serão executados à medida que os módulos forem sendo desenvolvidos, buscando a validação em ambiente próximo do real.

O protocolo DNS é parte dos padrões da internet, ele especifica a forma como um computador identifica outro na rede mundial a partir de nomes. A implementação do protocolo DNS é chamado Servidor DNS e este é o principal elemento de nossa rede. O servidor DNS será responsável por guardar em seus bancos de dados informações de todos os serviços disponíveis para determinado assinante, como também terá a responsabilidade de traduzir nomes de domínio em endereços IP. Na arquitetura de rede proposta, terá a finalidade de identificar um subdomínio e associá-lo ao serviço de chamada voip (sip).

Para realizar tal tarefa será necessário transformar o numero telefônico E.164 em um subdomínio da rede. A nível mundial, o domínio e164.arpa está sendo preenchido para esta finalidade.

Nosso projeto propõe que a centralizadora peering mantenha um servidor DNS responsável por um domínio de rede nacional para ser populado pelas operadoras com os números eletrônicos E.164 de seus assinantes, adotaremos o domínio e164.br para fins de exemplificação.

A conversão de um número eletrônico E.164 em nome de domínio consiste nos seguintes passos:

  1. checar se o número está escrito no padrão, incluindo código internacional do país. Ex: +55(34)1234-5678
  2. remover todos os dígitos desnecessários, como '-'. Ex: +553412345678
  3. remover o sinal de DDI '+'. Ex: 553412345678
  4. transformar cada dígito do número em um subdomínio. Ex: 5.5.3.4.1.2.3.4.5.6.7.8
  5. reverter a ordem dos dígitos. Ex: 8.7.6.5.4.3.2.1.4.3.5.5
  6. colocar o domínio nacional no final da url. Ex: 8.7.6.5.4.3.2.1.4.3.5.5.e164.br

Para identificar os serviços referentes a um determinado assinante é necessário fazer uma busca nos registros do servidor DNS, para tal usamos o protocolo NAPTR.

O NAPTR, tem a função de encontrar caminhos de se contatar determinado assinante através do registro em DNS que este assinante possui. A entrada do protocolo NAPTR é a saída da etapa 2 da conversão de E.164 para URI. Suas tomadas de decisões são baseadas em ordem de precedência, flags, preferências e serviços. Veja o exemplo abaixo:

$ORIGIN 8.7.6.5.4.3.2.1.4.3.5.5.e164.
  IN NAPTR  10 10 "u" "sip+E2U"     "!^.*$!sip:voiptalkers@intervoip.br!"    .
  IN NAPTR 102 10 "u" "mailto+E2U"  "!^.*$!mailto:voiptalkers@intervoip.br!" .
  IN NAPTR 102 10 "u" "tel+E2U"     "!^.*$!tel:+553412345678!"     .

O exemplo acima diz ao solicitante que o domínio 8.7.6.5.4.3.2.1.4.3.5.5.e164.br é contatado em primeira instância através da conta sip ,se houver falha, através do email ou telefone respectivamente. Para implementar tal capacidade em nossa rede, usaremos uma distribuição de Software chamada BIND, um servidor DNS desenvolvido pela Internet Systens Consortium, possui uma plataforma robusta e estável, além de ser o mais utilizado nos principais servidores do mundo no gênero. O suporte ao protocolo NAPTR também está presente neste servidor. O pacote de Software BIND possui três elementos principais. Um servidor de nome de domínio, uma biblioteca de resolução de nome de domínios e ferramentas de teste de servidor. O servidor de nomes de domínio é responsável


Estas características, e também há uma grande quantidade de documentação disponível, escolheremos o aplicativo BIND como nosso servidor DNS.



preenchido para atender

  1. Servidor DNS
    • Qual usar?
    • Requerimentos do sistema
    • Qual o papel dele na nossa aplicação
  2. Servidor SIP Proxy para testes
    • Qual usar?
    • Porque Usar?
    • Requerimentos?
  3. Como simular o projeto?
  4. Como validar o sistema?
  5. Como será a arquitetura da rede?
  6. Criar a infra-estrutura de um provedor VoIP
  7. Construção do software
  8. Stress test numa plataforma real
  9. O que é NAPTR?
    • Naming Authority Pointer Resource of the DNS : Definido na RFC 2915 e muito usado pelo ENUM
  10. e164
  11. dns delegation

Metodologia

Plano de Trabalho

Resumo

Fontes

  • rfc 6116
  • Centro de estudos e pesquisas em tecnologia de redes e operações [2]
  • A Survey of SIP Peering [3]
  • An Enhanced Uplink Scheduling Algorithm Based on Voice Activity for VoIP Services in IEEE 802.16d/e System [4]
  • An Experimental Study of the Skype Peer-to-Peer VoIP System [5]
  • Capacity of an IEEE 802.11b Wireless LAN supporting VoIP [6]
  • Hersent, Olivier. IP telephony : deploying VoIP protocols and IMS infrastructure / Olivier Hersent. — 2nd ed. ISBN 978-0-470-66584-8
  • TRAJETÓRIA TECNOLÓGICA DO SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL: A TECNOLOGIA VoIP [7]
  • Análise de desempenho de tráfego VoIP utilizando o Protocolo IP Security [8]
  • O PAPEL DA TECNOLOGIA NA ESTRATÉGIA: CASO DE UMA OPERADORA DE TELEFONIA FIXA E A TECNOLOGIA VOIP [9]
  • wikipedia: ENUM [10]
  • Anatel esclarece uso de VoIP para oferta de serviço de voz

[11]