O Packet Control Unit (PCU) é uma adição tardia ao padrão GSM. Ele executa algumas das tarefas de processamento da Base Station Controller (BSC), mas para pacotes de dados. A atribuição dos canais entre voz e dados é controlada pela estação base, mas uma vez que um canal é alocado para o PCU, o PCU tem total controle sobre o canal. A PCU pode ser construído na estação de base, construída no BSC, ou mesmo em algumas arquiteturas propostas, pode ser no local SGSN.
Suas principais funções:
- É responsável pela função de gestão de recursos de radio no GPRS. Esse é um protocolo inteiramente novo comparado com o RR do GSM, e ele é chamado de protocolo de Radio Link Control/Medium Access Control (RLC/MAC). Enquanto a BSC controla a comutação de circuitos no GSM o PCU cuida dessa tarefa na GPRS. Também pode-se dizer que ele é responsável pelos protocolos das camadas mais baixas do GPRS na interface aérea.
- Converte os pacotes de dados em o que chamamos de Quadros PCU.O pacote de dados vindo do SGSN é convertido para quadros PCU dentro do PCU. Esses quadros PCU são redirecionados de forma transparente pelo BSC para a BTS que então assume o processamento adicional em forma de codificação de canal, intercalamento, etc. Transparentemente para a BTS, a informação de sinalização RLC/MAC também alcança a BTS, e finalmente a estação móvel. O ponto especial sobre os quadros PCU está no fato de que eles estão no mesmo formato que os quadros TRAU que são enviados de forma transparente através da BSC para BTS pela TRAU. Desta forma, o pacote comutado de rede GPRS pode ser conetado a uma rede GSM existente quase despercebido. Uma versão animada...
Nesse contexto, a segunda função do PCU, em particular, tem muitas conseguencias:
1 - Taxa de dados acima de 16Kbps: quadros TRAU têm comprimento de 320 bits e são enviados do transcoder para o BSC a cada 20ms. Em outras palavras, canais de 16-Kbps são utilizados entre a TRAU e a BTS. Aqui estamos usando o exemplo de uma configuração remota TRAU, na qual a TRAU e instalada no local da MSC. Nesta configuração é impossível transmitir mais do que 16Kbps por slot de tempo Entretando, isso é exatamente o que devia acontecer no GPRS e em métodos de codificação de canais mais elevados. Este é um grande problema que não apenas afeta a configuração do canal mas afeta também a performance de comutação da BSC porque o GSM-BSC é equipado para uma comutação de canais de 8-Kbps e 16-Kbps. Para se conseguir maiores larguras de banda com GPRS ou EGPRS é necessário também grandes mudanças no BSC
2-Coordenação entre BSC e PCU: O PCU converte pacote de dadis en quadros PCU que são enviados transparentemente através da BSC para a BTS para processamento futuro. A BSC e PCU devem, desta forma, compartilhar os slots de tempo e recursos na Abis e interfaces aéreas.BSC e PCU devem ser também coordenadas para previni-las de tentar realocar um slot de tempo que já foi ocupado pelo outro. O operador de rede tem de determinar a partir do centro de operação e manutenção (OMC) o limite máximo de recursos que o GPRS deve ser permitido a usar.
3-Dependência do fabricante: O formato do quadro TRAU é específico do fabricante. A conversão do pacotes de dados em algo similar aos quadros TRAU, em termos de formato, é desta forma também uma função da especificação do fabricante. O PCU deve vir do mesmo fabricante da BSS, obrigatoriamente.
- Possiveis posições da PCU
O PCU pode teoricamente ser integrado ou no BTS ou no BSC ou ainda ser instalado junto com o SGSN. Todas as versões tem suas vantagens de desvantagens específicas. Instanado-se o PCU no local do BTS, o fabricante evita o problema de largura de banca limitada, provendo que o BSC já tenha anteriormente comutador canais de 64-Kbps. Expansões caras de BSC podem desta forma ser descartadas nesse caso. Esta vantagem, que não pode ser desprezada, pode acarretar algumas desvantagens. Primeiro, muitos PCUs são necessários (por exemplo, mesmo número de BTSs existentes). Segundo, toda mudança de célula (handovers) devem ser controlados pelo SGSN neste caso, o que significa maiores encargos para este elemento de rede. O padrão de instalação escolhida pela maioria dos fabricantes é a integração da PCU no BSC. Aqui, PCU pode ser encontrado exatamente onde se é esperado em vista de um controle de função RLC/MAC. Neste caso, O PCU também vem com uma parte física real da BSC, ou BSS. Para GPRS e taxas de transmissão menores, esta é a melhor solução. Com taxas de transmissão mais elevadas, entretanto, confrontamos com o problema de que o pacote de dados deve, passar através da BSC, que é projetada para comutação de canais lentos de 16-Kbps ou 8-Kbps. Como mencionado anteriormente, o respectivo fabricante tem de resolver esse te problema individualmente. A terceira possibilidade é instalar a PCU no mesmo local da SGSN, que é usualmente o mesmo local da MSC. Neste caso, muitos PCU´s são concentrados no mesmo local da SGSN, TRAU remoto e da MSC. Esta alternativa elegante possui muitas vantagens, tal como a concentração de equipamento adicional para o PCU (fonte de energia elétrica) e um link comum entre a MSC e a BSC e entre a SGNS e o PCU. Esta alternativa também possui serias desvantagens. Por exemplo, para habilitar o dimensionamento e transmissão via redes semi-públicas, o fabricante deve descrever e revelar em detalhes os protocolos entre a PCU e SGSN, que são normalmente secretos. Além do mais, a comunicação entre BSC e PCU devem também ser conduzidas por esta linha longa, que pode levar a um problema de sincronização durante a operação. Esses são as desvantagens que podem afetar o fabricante e também o operador de rede