Hardware
Barramentos
- É um conjunto de linhas de comunicação que permitem a interligação entre dispositivos, como a CPU, a memória e outros periféricos. Os barramentos podem ser chamados também de interfaces, portas, conectores, slots. Com a evolução do computador surgiram vários outros tipos de barramentos: USB, Firewire, Tunderbolt, Serial, PS/2, SuperVideo/VGA/HDMI. Os processadores mais modernos, sejam da Intel ou da AMD, possuem um barramento extremamente rápido para se comunicarem com a memória e assim transferirem dados sem perda de desempenho.

- Funções
- Comunicação de Dados: função de transporte dos dados. Tipo bidirecional;
- Comunicação de Endereços: função de indicar endereço de memória dos dados que o processador deve retirar ou enviar. Tipo unidirecional, e;
- Comunicação de Controle: função que controla as ações dos barramentos anteriores. Controla solicitações e confirmações. Tipo bidirecional.
- Tipos de Barramentos.
- Na arquitetura de computadores são caracterizados como síncronos e assíncronos.
- Barramento Sincrono:
- Barramento do Processador: É utilizado pelo processador internamente e para envio de sinais para outros componentes do sistema computacional.Atualmente, os barramentos dos processadores (os de transferência de dados) têm sido bastante aprimorados com o objetivo de maior velocidade de processamentos de dados.
- Barramento de Cache: É o barramento dedicado para acesso à memória cache do computador, memória estática de alto desempenho localizada próximo ao processador.
- Barramento de Memória: É o barramento responsável pela conexão da memória principal ao processador. É um barramento de alta velocidade que varia de micro para micro e atualmente gira em torno de 512 MHz a 8192 MHz, como nas memórias do tipo DDR3.
- Barramento de Entrada e Saída: É o barramento I/O (ou E/S), responsável pela comunicação das diversas interfaces e periféricos ligados à placa-mãe, possibilitando a instalação de novas placas, os mais conhecidos são: PCI, AGP e USB.
- Barramento de Dados: É o barramento Data Bus, responsável por transportar informação da instrução (através do código de operação), variável do processamento (cálculo intermediário de uma fórmula por exemplo) ou informação de um periférico de E/S (dado digitado em um teclado). O tamanho da via de dados determina respectivamente o máximo número de instruções (e portanto o potencial de processamento) e a precisão do processamento aritmético (através do cálculo de ponto flutuante) ou o número de símbolos possíveis a ser representado (por exemplo, pontos de uma foto).
- Barramentos assíncronos:
- Os barramentos assíncronos não possuem clock e por sua vez adotam um protocolo chamado de "aperto de mão" ou handshake para estabelecer a comunicação entre os dispositivos assim podendo ser mais adaptável a dispositivos novos ou lançamentos pois ele não possui velocidade fixa.
- Referências
https://americnet.wordpress.com/2010/03/18/tipos-de-barramentos-do-computador/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Barramento https://www.hardware.com.br/livros/hardware/barramentos.html https://canaltech.com.br/hardware/O-que-e-um-barramento/ Infraestrutura de Hardware –Juliana Regueira Basto Diniz, Abner Corrêa Barros - Volume 2
- CPU
É basicamente o cerebro da CLP e atua em quatro modos: Programação, Run, Stop e Reset
- No modo Programação a CPU faz o carregamneto da logica do programa desenvolvido por uma pessoa
- Após entra em modo Run em que está completamente operante com as funções do programa
- No modo Stop a CPU está parada e náo opera, desligando todas as saidas e checando as entradas
- No modo Reset a CPU é reiniciada para as configurações iniciais, caso seja feito sem eliminar os dados registrados é chamado de Warm Reset, caso os dados sejam apagados é chamado de Cold Reset
- Programa
é desenvolvido por uma pessoa em um computador proprio para CLP, a maioria das CLPs usa a linguagem Ladder, desenvolvida para facilitar a programação. O programa define oque será feito pela CLP
- Referencias
- https://alfacompbrasil.com/2019/02/11/clp-o-que-e-e-como-funciona/
- https://www.citisystems.com.br/clp/
- https://www.youtube.com/watch?v=RnYqTpuLWAA
- http://saladaautomacao.com.br/clp/
- https://www.saladaeletrica.com.br/o-que-e-clp/
Memória RAM
- Conceito
- Memória de Acesso Aleatório ou RAM, é o hardware físico dentro de um computador que armazena dados temporariamente, servindo como a memória "de trabalho" do computador.
- Adicionar mais RAM permite que um computador trabalhe com mais informações ao mesmo tempo, o que geralmente tem um efeito considerável no desempenho total do sistema.
- Seu computador usa RAM para carregar dados porque é muito mais rápido do que executar os mesmos dados diretamente de um disco rígido.
- Funcionamento
- Pense na RAM como uma mesa de escritório. Uma mesa é usada para acesso rápido a documentos importantes, ferramentas de escrita e outros itens de que você precisa no momento . Sem uma escrivaninha, você manteria tudo armazenado em gavetas e armários, significando que levaria muito mais tempo para realizar suas tarefas diárias, já que você teria que constantemente entrar nesses compartimentos de armazenamento para obter o que precisa, e depois gastar mais tempo colocando afastados.
- Da mesma forma, todos os dados que você está usando ativamente em seu computador (ou smartphone, tablet , etc.) são armazenados temporariamente na RAM. Esse tipo de memória, como uma mesa na analogia, fornece tempos de leitura / gravação muito mais rápidos do que o uso de um disco rígido. A maioria dos discos rígidos é consideravelmente mais lenta que a RAM devido a limitações físicas, como velocidade de rotação.
- Ao contrário de um disco rígido, que pode ser desligado e ligado novamente sem perder seus dados, o conteúdo da RAM é sempre apagado quando o computador é desligado. É por isso que nenhum dos seus programas ou arquivos ainda estão abertos quando você liga o computador novamente.
- RAM no seu computador
- Um módulo padrão ou gravador de memória de mesa é um hardware longo e fino que se parece com uma régua curta. A parte inferior do módulo de memória possui um ou mais entalhes para orientar a instalação adequada e é revestida com vários conectores, geralmente banhados a ouro.
- A memória está instalada nos slots do módulo de memória localizados na placa-mãe . Esses slots são fáceis de encontrar - basta olhar para as pequenas dobradiças que prendem a RAM no lugar, localizadas em ambos os lados do slot de tamanho similar na placa-mãe.

- Referências bibliográficas:
Memória ROM
- Conceito
- A memória somente de leitura ou ROM (acrônimo em inglês de read-only memory) é um tipo de memória que permite apenas a leitura, ou seja, as suas informações são gravadas pelo fabricante uma única vez e após isso não podem ser alteradas ou apagadas, somente acessadas. São memórias cujo conteúdo é gravado permanentemente.
- Uma memória somente de leitura propriamente dita vem com seu conteúdo gravado durante a fabricação. Atualmente, o termo Memória ROM é usado informalmente para indicar uma gama de tipos de memória que são usadas apenas para a leitura na operação principal de dispositivos eletrônicos digitais, mas possivelmente podem ser escritas por meio de mecanismos especiais.
- Funcionamento
- Memória apenas de leitura (ROM), também conhecida como firmware, é um circuito integrado (chip) programado com dados específicos, no momento de sua construção. Circuitos integrados de ROM não são usados somente em computadores, mas em muitos outros equipamentos eletrônicos.
- Parecida com a RAM, o circuito ROM contém uma matriz com colunas e linhas. Mas na intersecção das colunas e linhas, as ROMs são fundamentalmente diferentes das RAMs. Enquanto a RAM usa transitores para ligar e desligar o acesso a um capacitor em cada intersecção, a ROM usa um diodo para conectar as linhas se o valor for 1. Se o valor for 0, a linha não é conectada.
- Tipos de Memória ROM
- Existem 5 tipos básicos de ROM:
- ROM
- PROM
- EPROM
- EEPROM
- Memória Flash
- Todas elas possuem 2 coisas em comum:
- os dados armazenados nesse chip são não voláteis , ou seja, não são perdidos quando a energia elétrica é retirada;
- os dados armazenados nesse chip são também imutáveis, ou requerem uma operação especial para serem alterados (diferentemente da memória RAM, que pode ser alterada tão facilmente como lida).
- Existem 5 tipos básicos de ROM:
- Arquitetura da ROM
- Com a evolução da ROM seu próprio nome perdeu sentido pois os dados são gravados nelas apenas uma vez. Depois disso, essas informações não podem ser apagadas ou alteradas, apenas lidas pelo computador, exceto por meio de procedimentos especiais, mas seu foco não é para gravação com frequência. Vários aparelhos eletrônicos usam essa tecnologia, como leitores de DVD, placas de computador, taxímetros, celulares. Dá-se o nome de firmware para o software gravado dentro da ROM para o funcionamento destes aparelhos. O firmware de um aparelho é para ele como um sistema operacional, que além de fazer a comunicação entre o usuário e o aparelho, tem funções pré-programadas para execução quando solicitadas pelo usuário ou por um outro aparelho nele acoplado. O firmware pode ser atualizado caso seja necessário por alguma eventualidade ou erro de programação, mas para isto o aparelho deve estar funcional para poder fazer a atualização.
- A ROM também foi bastante usada em cartuchos de videogames. Atualmente emuladores de videogames utilizam "ROMs", que nada mais são que os softwares extraídos de um cartucho.
- Aplicações da ROM
- A memória ROM está presente em qualquer dispositivo digital, como por exemplo um relógio. Sempre que um computador é iniciado, ele necessita de informações existentes em algum lugar para carregar suas funções básicas e/ou principais de uma forma que elas sempre sejam acessíveis e não se apaguem ao interromper a alimentação. Em um sistema operacional, a ROM é responsável pela BIOS, que por sua vez, é responsável pela inicialização de todos os componentes do sistema (boot), pelo auto-teste e pelos testes da memória e dos componentes do hardware.
- Satélites, controles remotos, impressoras, celulares, todos os aparelhos digitais comportam uma ROM para realizarem suas tarefas básicas.
- O uso da memória ROM vêm aumentando conforme surgem novas tecnologias, além de serem portadores de firmwares, hoje utilizam-se memórias flash (que também são memórias ROM) para o armazenamento de diversos tipos de dados.
- Uma grande perspectiva para as Flash ROM é a possibilidade de um dia esta memória poder substituir de vez os tão usados discos rígidos, mas isto ainda não é possível, pois as memórias flash embora possam comportar diversos dados, ainda possuem capacidade muito menor do que os HDs enquanto o preço é bem superior.
- Fontes
Disco Rígido
- Conceito
- O disco rígido, ou HD (Hard Disk), é o dispositivo de armazenamento permanente de dados mais utilizado nos computadores. Nele, são armazenados desde os seus arquivos pessoais até informações utilizadas exclusivamente pelo sistema operacional.
- O disco rígido não é um tipo dispositivo de armazenamento novo, mas sim um aparelho que evoluiu com o passar do tempo.
- Componentes e funcionamento
- Placa lógica
- A placa lógica reúne componentes responsáveis por diversaas tarefas. Um deles é um chip conhecido como controlador, que gerencia uma série de ações, como a movimentação dos discos e das cabeças de leitura/gravação, o envio e recebimento de dados entre os discos e o computador, e até rotinas de segurança.
- Outro dispositivo comum à placa lógiva é um pequeno chip de memória conhecido como buffer, visto mais abaixo. Cbe a ele a tarefa de armazenar pequenas quantidades de dados durante a comunicação com o computador.

- Discos

- Pratos e eixo : os pratos são os discos onde os dados são armazenados. Eles são feitos, geralmente, de alumínio recoberto por um material magnético e por uma camada de material protetor. Quanto mais denso for o material magnético, maior é a capacidade de armazenamento do disco. Os discos ficam posicionados sob um eixo responsável por fazê-los girar. É comum encontrar HDs que giram a 7.200 RPM, mas também há modelos que alcançam a taxa de 10.000 rotações.
- Cabeça e braço: os HDs contam com um dispositivo chamado cabeça de leitura e gravação. Trata-se de um item de tamanho bastante reduzido que contém uma bobina que utiliza impulsos magnéticos pra manipular as moléculas da superfície do disco e assim gravar dados. A cabeça é localizada na ponta de um dispositivo denominado braço, que tem a função de posicionar os cabeçotes acima da superfície dos pratos.
- Atuador: é o responsável por mover o braço acima da superfície dos pratos e assim permitir que as cabeças façam o seu trabalho. O trabalho entre esses componentes precisa ser bem feito. O simples fato de a cabeça de leitura e gravação encostar na superfície de um prato é suficiente para causar danos a ambos.
- Gravação e leitura de dados
- A superfície de gravação dos pratos é composta por materiais sensíveis ao magnetismo (geralmente, óxido de ferro). O cabeçote de leitura e gravação manipula as moléculas deste material por meio de seus polos. Para isso, a polaridade das cabeças muda em uma frequência muito alta: quando está positiva, atrai o polo negativo das moléculas e vice-versa. De acordo com esta polaridade é que são gravados os bits (0 e 1). No processo de leitura de dados, o cabeçote simplesmente "lê" o campo magnético gerado pelas moléculas e gera uma corrente elétrica correspondente, cuja variação é analisada pelo controlador do HD para determinar os bits. Para a "ordenação" dos dados no HD, é utilizado um esquema conhecido como geometria dos discos. Nele, o disco é "dividido" em cilindros, trilhas e setores:

- As trilhas são círculos que começam no centro do disco e vão até sua borda, como se estivessem um dentro do outro. Cada trilha é dividida em trechos regulares chamados de setores. Cada setor possui uma capacidade determinada de armazenamento (geralmente, 512 bytes).
- HDs externos
- É possível encontrar vários tipos de HDs no mercado, desde os conhecidos discos rígidos para instalação em desktops, passando por dispositivos mais sofisticados voltados ao mercado profissional (ou seja, para servidores), chegando aos cada vez mais populares HDs externos.
- HD externo simplesmente é um HD que você pode levar para praticamente qualquer lugar e conectá-lo ao computador somente quando precisar. Para isso, pode-se usar, por exemplo, portas USB, FireWire e até SATA externo, tudo depende do modelo do HD.

- referências bibliográficas:
Processadores
- Como surgiu?
Em 1945, a ideia de uma unidade central de processamento capaz de executar diversas tarefas foi publicada por John Von Neumann. Chamado de EDVAC, o projeto desse computador foi finalizado em 1949. Essa é a origem dos primeiros modelos “primitivos” de processadores da forma como os conhecemos. Porém foi só no início da década de 70 que surgiram as CPUs desenvolvidas totalmente em circuitos integrados e em um único chip de silício. O Intel 4004 foi o primeiro microprocessador a ser lançado, em 1971. Sendo desenvolvido para o uso em calculadoras, essa CPU operava com o clock máximo de 740 KHz e podia calcular até 92 mil instruções por segundo, ou seja, cada instrução gastava cerca de 11 microssegundos. A evolução dos anos 70 para os dias atuais foi tão grande que passamos de microprocessadores que trabalhavam com clock de dezenas de KHz e que podiam processar alguns milhares de instruções por segundo, para microprocessadores com clocks na casa dos 7 GHz e poder de processamento de dezenas de bilhões de instruções por segundo. A complexidade também cresceu: de alguns milhares de transístores para centenas de milhões de transístores numa mesma pastilha.
- Conceito
O processador (CPU) é um chip normalmente feito de silício que responde pela execução das tarefas cabíveis a um computador. A sua função é acelerar, endereçar, resolver ou preparar dados, dependendo da aplicação. Basicamente, um processador é uma poderosa máquina de calcular: Ela recebe um determinado volume de dados, orientados em padrão binário 0 e 1 e tem a função de responder a esse volume, processando a informação com base em instruções armazenadas em sua memória interna. O CPU tem como função principal unificar todo o sistema, controlar as funções realizadas por cada unidade funcional, e é também responsável pela execução de todos os programas do sistema, que deverão estar armazenados na memória principal.

- Velocidade
A velocidade de um processador de computador costuma ser medida pela sua frequência de processamento, que é velocidade medida em hertz, indicando a quantidade de processamentos por segundo que o processador é capaz de realizar. Por exemplo, um processador de 2,4 GHz (gigahertz), possui cerca de 2.400 MHz (megahertz), ou seja, ele é capaz de processar cerca de 2.400.000 operações por segundo.
- Clock Interno
O clock interno (ou apenas clock) atua basicamente, como um sinal para sincronismo. Quando os dispositivos do computador recebem o sinal de executar suas atividades, dá-se a esse acontecimento o nome de "pulso de clock". Em cada pulso, os dispositivos executam suas tarefas, param e vão para o próximo ciclo de clock. A medição do clock é feita em hertz (Hz), a unidade padrão de medidas de frequência, que indica o número de oscilações ou ciclos que ocorre dentro de uma determinada medida de tempo, no caso, segundos. Assim, se um processador trabalha à 800 Hz, por exemplo, significa que ele é capaz de lidar com 800 operações de ciclos de clock por segundo.
- Componentes
- ULA: é a sigla para Unidade Lógica Aritmética. Trata-se do circuito que se encarrega de realizar as operações matemáticas requisitadas por um determinado programa, ou seja, executa efetivamente as instruções dos programas, como instruções lógicas, matemáticas, desvio, etc.
- Unidade de controle: O termo “cérebro eletrônico” está longe de classificar e resumir o funcionamento de um processador. No entanto, a Unidade de Controle é o que há de mais próximo a um cérebro dentro do processador. Esse controlador é responsável pela tarefa de controle das ações a serem realizadas pelo computador, comandando todos os outros componentes.
- Memória cache: A ideia de se criar a memória cache, partiu de que a tecnologia de memória RAM não alcançou os processadores em desempenho, assim o desempenho do processador poderia ser afetado pela “lentidão” da memória. A memória cache consiste em uma pequena quantidade de memória SRAM embutida no processador. Quando este precisa ler dados na memória RAM, um circuito especial chamado "controlador de cache" transfere blocos de dados muito utilizados da RAM para a memória cache. Assim, no próximo acesso do processador, este consultará a memória cache, que é bem mais rápida, permitindo o processamento de dados de maneira mais eficiente.
- O Memory Management Unit (MMU) ou Unidade de Gerenciamento de Memória: responsável pela coordenação do funcionamento da memória. O processador só pode ser rápido se a memória RAM acompanhar. O MMU é o recurso que transforma as instruções lógicas (virtuais) em endereços físicos nos bancos de memória. O processador varre a memória atrás de dados e instruções e o MMU é o recurso que anota onde cada informação do sistema está hospedada na memória.
- Unidade de ponto flutuante: nos processadores atuais são implementadas unidades de cálculo de números reais. Tais unidades são mais complexas que ULAs e trabalham com operandos reais, também chamados de ponto flutuante, com tamanhos típicos variando entre 32, 64 e 128 bits.
- Registradores: Os registradores são pequenas memórias velozes que armazenam comandos ou valores que são utilizados no controle e processamento de cada instrução. Para "saber" o que fazer com os dados, contudo, o processador precisa de instruções. É isso que está armazenado neste tipo de memória chamada de Registrador: diversas regras que orientam a ULA a calcular e dar sentido aos dados que recebe.
Os registradores mais importantes são:
- Apontador de Instruções (PC) – Guarda o endereço da próxima instrução a ser executada; - Registrador de Instrução (RI) – Armazena a instrução que está sendo executada; - Apontador de Pilha (SP) – Guarda o endereço da pilha de execução do programa.
- Bits dos processadores
O número de bits é outra importante característica dos processadores e tem grande influência no desempenho deste dispositivo. Processadores mais antigos, como o 286, trabalhavam com 16 bits. Durante muito tempo, no entanto, processadores que trabalham com 32 bits foram muitos comuns. Alguns modelos de 32 bits ainda são encontrados no mercado, entretanto, o padrão atual são os processadores de 64 bits, como os da linha Core i7, da Intel, ou Phenom, da AMD. De forma resumida, quanto mais bits internos o processador possuir, mais rapidamente ele poderá fazer cálculos e processar dados em geral, dependendo da execução a ser feita. Isso acontece porque os bits dos processadores representam a quantidade de dados que os circuitos desses dispositivos conseguem trabalhar por vez. Um processador com 16 bits, por exemplo, pode manipular um número de valor até 65.535. Se este processador tiver que realizar uma operação com um número de valor 100.000, terá que fazer a operação em duas partes. No entanto, se um chip trabalha a 32 bits, ele pode manipular números de valor até 4.294.967.295 em uma única operação. Como este valor é superior a 100.000, a operação pode ser realizada em uma única vez.
- Processadores com dois ou mais núcleos
É possível encontrar no mercado, atualmente, placas-mãe que contam com dois ou mais slots para processadores. A maioria esmagadora destas placas são usadas em computadores especiais, como servidores e workstations, equipamentos direcionados a aplicações que exigem muito processamento. Para atividades domésticas e de escritório, no entanto, computadores com dois ou mais processadores são inviáveis devido aos elevados custos que arquiteturas do tipo possuem. Um dos principais problemas enfrentados pelos fabricantes no quesito de se criar um processador veloz é a questão da temperatura: teoricamente, quanto mais megahertz um processador tiver, mais calor o dispositivo gerará. Uma das formas encontradas pelos fabricantes para lidar com esta limitação consiste em fabricar e disponibilizar processadores com dois núcleos (dual core), quatro núcleos (quad core) ou mais (multi core). CPUs deste tipo contam com dois ou mais núcleos distintos no mesmo circuito integrado, como se houvesse dois (ou mais) processadores dentro de um chip. Assim, o dispositivo pode lidar com dois processos por vez (ou mais), um para cada núcleo, melhorando o desempenho do computador como um todo. Processadores multi core oferecem várias vantagens: podem realizar duas ou mais tarefas ao mesmo; um núcleo pode trabalhar com uma velocidade menor que o outro, reduzindo a emissão de calor; ambos podem compartilhar memória cache; entre outros. Os resultados desses processadores foram tão positivos que, hoje, é possível encontrar processadores com dois ou mais núcleos inclusive em dispositivos móveis, como tablets e smartphones. É interessante reparar que os núcleos de um processador não precisam ser utilizados todos ao mesmo tempo. Além disso, apesar de serem tecnicamente iguais, é possível fazer com que determinados núcleos funcionem de maneira alterada em relação aos outros. Um exemplo disso é a tecnologia Turbo Boost, da Intel: se um processador quad core, por exemplo, tiver dois núcleos ociosos, os demais podem entrar automaticamente em um modo "turbo" para que suas frequências sejam aumentadas, acelerando a execução do processo em que trabalham.

- Aplicação
Existem vários tipos de processadores e cada tipo de aplicação requer um determinado tipo de processador. É o caso dos nossos computadores, que usam os x86. Dispositivos compactos e com menos tipos de aplicações usam diferentes tipos de processadores. O celular, independentemente do nível de sofisticação, usa um processador SoC (sigla para System on a Chip: sistema em um chip). Isso significa que o processador em questão agrega diversos outros recursos, como chip de rádio, conectividade, processador gráfico e outros. Tem-se também os Processadores Digitais de Sinal que são microprocessadores especializados em processamento digital de sinal usados para processar sinais de áudio, vídeo, etc, quer em tempo real quer em off-line, que em geral, realizam sempre uma mesma tarefa simples. Basicamente, qualquer chip que controle algum hardware é um processador. Ele recebe dados, endereça-os e os devolve processados.
- Fontes:
https://www.tecmundo.com.br/historia/2157-a-historia-dos-processadores.htm https://www.infowester.com/processadores.php https://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/02/o-que-e-processador.html https://www.infoescola.com/informatica/processador/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Microprocessador
Periféricos
- Conceito:
- Periféricos são dispositivos acessórios que conectam-se em uma entrada do computador para exercerem diversas funcionalidades.
- Funcionalidades:
- Os periféricos servem como uma forma de facilitar ou mesmo disponibilizar algumas funções, como imprimir folhas de um texto em um computador ( impressora ), movimentar o cursor de navegação ( mouse ), entre outros.
- Tipos de periféricos:
- De entrada: enviam informação para o computador processar.
- De saída: transmitem informação do computador para o utilizador.
- De processamento: processam a informação que a unidade central de processamento enviou.
- De entrada e saída: enviam e recebem informação do computador, muitos destes periféricos dependem de uma placa específica, como no caso das caixas de som, que precisam da placa de som.
- De armazenamento: armazenam informações do computador e permitem seu uso pra backups e transferência de arquivos.
- Externos: equipamentos que são adicionados a um periférico; equipamentos a parte que fornecem e/ou encaminham dados.
- Exemplos dos mais conhecidos:
- De entrada: teclado, mouse.
- De saída: monitor, impressora, caixas de som.
- De processamento : porta usb, porta de infra vermelho
- De entrada e saída: monitor, touch screen, drive de CD – DVD, modem.
- De armazenamento: pen drive, cartão de memória.
- História dos periféricos:
- Em 1952 o Comando Marítimo das Forças Canadenses, em parceria com empresas e universidades criaram o primeiro periférico do mundo(excluindo as ideias da época de mouse e teclado pois já haviam sido feitos com os computadores), uma máquina que compartilhava dados de sonares e radares em tempo real. Assim, em combate, os soldados poderiam ter uma visão unificada do campo de batalha. Este protótipo se chamava DATAR.
- Referencias bibliográficas:'
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Perif%C3%A9rico
- https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/informatica/o-que-sao-perifericos-de-um-microcomputador/66365
- http://www.inf.ufsc.br/~j.barreto/cca/perifer/perifericos.htm
- https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/06/mouse-conheca-historia-deste-periferico-tao-importante-atualmente.html


