Fase I - Estudo
Título da Ideia
FreeRadius
FreeRADIUS: Um Servidor de Autenticação, Autorização e Accounting em Ambientes de Rede
Objetivos
Essa pesquisa teve como objetivo principal entender os fundamentos e funcionamento do FreeRADIUS, assim como fazer a aplicação do mesmo em um ambiente controlado. Além disso, é um servidor de autenticação, autorização e accounting (contabilidade), estes três passos é comumente chamado de AAA, servidor este que é de código aberto. Busca-se entender e explicar como ele atua na validação de credenciais, definição de permissões e registro de atividades dos usuários dentro da rede.
Ademais, busca-se demonstrar também os principais cenários de aplicação prática do funcionamento do FreeRADIUS, muito utilizado em ambientes corporativos, instituições de ensino e em provedores de internet (ISPs). Esse servidor também demonstra-se disponível para integração com várias outras soluções como LDAP, MariaDB/MySQL, entre outras possibilidades que permitem flexibilidade e escalabilidade.
Por fim, busca-se avaliar possíveis aplicações do software FreeRADIUS na rede da Algar Telecom. A adoção dessa solução open source pode representar uma oportunidade estratégica para a empresa, ao permitir a substituição de sistemas proprietários por uma tecnologia de menor custo de implementação. Até o momento, observam-se também vantagens no custo operacional, ainda que seja necessário acompanhar, em médio e longo prazo, os custos de manutenção e suporte para garantir sua sustentabilidade em ambientes de produção.
Conceito
Essa pesquisa se insere dentro de um cenário em que cresce a necessidade por soluções acessíveis, seguras e eficientes para controle de acesso em redes de comunicação. Com ambientes corporativos, acadêmicos e industriais cada vez mais interligados, torna-se essencial garantir que apenas usuários autorizados tenham acesso a determinados recursos, com controle sobre o que podem fazer e monitoramento de suas atividades. Nesse contexto, o FreeRADIUS aparece como uma alternativa sólida e estratégica, especialmente por ser um software de código aberto, amplamente utilizado, e com grande capacidade de integração.
O FreeRADIUS é um servidor que implementa o protocolo RADIUS (Remote Authentication Dial-In User Service), permitindo centralizar três etapas fundamentais: autenticação, autorização e accounting — comumente referidas como AAA. Ele atua como intermediário entre os dispositivos de rede (como roteadores, firewalls e access points) e os sistemas que armazenam credenciais, como bancos SQL, diretórios LDAP ou Active Directory, controlando quem pode acessar a rede, com quais permissões e registrando esses acessos.
Essa solução tem sido amplamente adotada em instituições de ensino, empresas de tecnologia, operadoras de internet (ISPs) e organizações com alto volume de usuários e dispositivos conectados. Sua compatibilidade com padrões abertos, arquitetura modular e presença de uma comunidade ativa tornam o FreeRADIUS uma escolha confiável para gerenciamento de acessos.
No contexto da Algar Telecom, existe um projeto em desenvolvimento que estuda a viabilidade da adoção do FreeRADIUS como servidor de autenticação principal em ambientes de IoT. A expectativa é substituir soluções proprietárias por uma alternativa de menor custo de implementação, mantendo a segurança e eficiência operacional. Além disso, observa-se que, até o momento, os custos operacionais também permanecem reduzidos, sendo necessário apenas acompanhar os custos de manutenção e suporte no longo prazo.
Entre as possibilidades de evolução, pode-se considerar a adoção de autenticação por certificados digitais (como EAP-TLS), segmentação de usuários por grupos, integração com ferramentas de monitoramento, uso de containers para escalar a solução, além da aplicação em redes híbridas e serviços em nuvem. Trata-se, portanto, de uma proposta alinhada às demandas atuais de infraestrutura de rede, com potencial de uso em telecomunicações, educação, data centers e aplicações embarcadas.
Características
O FreeRADIUS é reconhecido como uma das soluções mais completas e flexíveis para controle de acesso em redes de computadores. Sendo um software de código aberto, ele permite personalizações profundas e pode ser adaptado facilmente a diferentes tipos de ambientes — desde redes pequenas, como laboratórios de ensino, até grandes infraestruturas corporativas ou operadoras de telecomunicações.
Sua arquitetura modular é um dos seus principais diferenciais. Isso permite que o administrador ative apenas os módulos necessários, ajustando o funcionamento do servidor conforme a demanda da rede, o que contribui para um desempenho mais eficiente e seguro. Além disso, o FreeRADIUS oferece suporte a diferentes fontes de autenticação, como arquivos locais, bancos de dados relacionais (MySQL, MariaDB, PostgreSQL) e diretórios LDAP, o que aumenta significativamente sua flexibilidade e capacidade de integração com sistemas já existentes.
Outro ponto importante é a compatibilidade com diversos protocolos de autenticação, incluindo PAP, CHAP, MS-CHAP, PEAP, EAP-TTLS e EAP-TLS. Isso permite o uso em ambientes que exigem níveis mais altos de segurança, como universidades, empresas ou redes públicas com controle de acesso via portal cativo (Captive Portal). O suporte ao EAP-TLS, por exemplo, permite a autenticação por certificado digital, garantindo criptografia ponta a ponta.
Além da autenticação e autorização, o FreeRADIUS também se destaca pela capacidade de realizar o accounting, ou seja, o registro detalhado das sessões dos usuários, com informações como horários de login, duração da conexão, volume de dados trafegados e IPs utilizados. Esse tipo de dado é essencial para auditoria, controle de rede e até mesmo para modelos de cobrança baseados em uso, comuns em ISPs.
A ferramenta conta ainda com uma base sólida de documentação e uma comunidade técnica bastante ativa, o que facilita sua adoção, manutenção e evolução. É compatível com diversos equipamentos e soluções amplamente usadas no mercado, como pfSense, Mikrotik, Cisco, Ubiquiti, entre outros — reforçando sua presença em infraestruturas reais.
Por fim, o FreeRADIUS se consolida como uma alternativa robusta, confiável e de baixo custo para o gerenciamento centralizado de autenticação, autorização e contabilidade em redes de qualquer porte. Sua versatilidade e capacidade de integração o tornam uma escolha estratégica tanto para ambientes de missão crítica quanto para projetos que buscam autonomia tecnológica e economia operacional.
Estudo Dirigido
Para explorar com profundidade o funcionamento e as possibilidades do FreeRADIUS, é importante seguir uma trilha de estudos bem direcionada, que combine teoria, comparação com o mercado e aplicação prática. A seguir está uma sugestão de sequência lógica para orientar esse processo de aprendizagem e implementação:
Comece entendendo os fundamentos da segurança em redes, em especial o modelo AAA (Autenticação, Autorização e Accounting), que é a base conceitual sobre a qual o FreeRADIUS opera. Conheça as diferenças entre autenticação local (realizada diretamente no equipamento) e autenticação centralizada (gerenciada por um servidor como o RADIUS), e aprofunde-se nos métodos de autenticação mais comuns, como PAP, CHAP, MS-CHAP e EAP, avaliando suas vantagens e riscos.
Na sequência, aproxime-se do protocolo RADIUS em si: compreenda o seu papel na comunicação entre os dispositivos de rede (como NAS, switches, roteadores) e os servidores de backend (como LDAP ou bancos SQL). Explore como funciona o fluxo de autenticação, quais portas são utilizadas, e como se dá o intercâmbio de mensagens entre os componentes da rede.
Com essa base, mergulhe na arquitetura do FreeRADIUS, compreendendo a estrutura dos seus arquivos de configuração, a lógica modular do sistema e o papel de cada componente (como clients.conf, mods-available, sites-enabled). Avalie como ele permite ativar ou desativar funcionalidades de forma precisa e como seu comportamento pode ser adaptado a diferentes ambientes.
Depois, estude as integrações externas mais comuns: primeiro com o LDAP, aprendendo a estruturar usuários e grupos por meio de DNs e atributos personalizados; depois com bancos relacionais como MariaDB/MySQL, onde o FreeRADIUS armazena e consulta dados de autenticação e accounting. Aproveite para pesquisar como o FreeRADIUS se comporta em cenários reais com ferramentas como pfSense, Mikrotik e equipamentos Cisco, muito comuns em redes profissionais.
Ao longo do estudo, é essencial também dominar ferramentas de diagnóstico e monitoramento, como radtest e radclient (para simular autenticações), freeradius -X (modo de depuração do serviço), tcpdump (análise de tráfego de rede) e logrotate (gestão de logs). Essas ferramentas serão cruciais para resolver erros de configuração e validar integrações.
Com esse embasamento teórico consolidado, você estará pronto para avaliar outras soluções do mercado, comparando o FreeRADIUS com alternativas proprietárias ou comerciais, como Cisco ISE ou Microsoft NPS. Avalie critérios como custo, flexibilidade, curva de aprendizado e comunidade de suporte. Isso ajudará a tomar decisões mais fundamentadas para uso real em empresas.
Por fim, busque aplicar o que aprendeu: pense em um cenário real ou simulado no qual o FreeRADIUS poderia ser implementado — como autenticação em redes Wi-Fi, controle de acesso remoto a roteadores, ou uso em um Captive Portal com pfSense. Teste essa aplicação em laboratório, e aproveite para montar um diagrama do fluxo de autenticação, conectando visualmente os elementos NAS, FreeRADIUS e backend.
- Recursos para aprofundamento
1. Documentação oficial do FreeRADIUS 2. RADIUS – Securing Public Networks (Jonathan Hassell) 3. Curso online: FreeRADIUS para Administradores de Rede (Udemy/Coursera) 4. Exemplos práticos: Repositório oficial no GitHub 5. https://www.youtube.com/watch?v=gNfQLq-fbEI&t=4s
Fase II - Ensino
Conteúdo
Desenvolva um conteúdo que possa transmitir o conhecimento adquirido para outros Crie um material (Wiki, PDF, PPT, ...) que possa ser armazenado e facilmente atualizável
Apresentação
Apresente ao grupo (reunião, EAD, Blog, ...) Publique aqui
Metodologia
Descrevas as metodologias usadas. Alguns exemplos:
Estratégia de Job Rotation Estudos básicos para conhecimento do potencial Estudos básicos para entendimento sobre o problema Estudos para dar base aos pesquisadores Benchmarking com empresas estrangeiras Aceleradoras de empresas Adoção de novas tecnologias Utilização da proposta de soluções Open-source Priorização no desenvolvimento interno Foco na não dependência de fornecedores Prática de formação dos talentos necessários
Hipóteses
Que questões envolvem a pesquisa? O que se espera provar? O que se espera como resultado? Explicações e argumentos que subsidiem a investigação em curso
Fase III - Exemplo de Caso de Negócio
Product Backlog
Descreva os requisitos deste projeto
Benefícios para quem for oferecer esta solução
Descrever em tópicos os benefícios que uma pessoa ou uma empresa podem obter: ganhos, receitas, novos negócios, novos produtos, novas parcerias
Benefícios para o usuário
Descrever em tópicos os benefícios para os usuários desta solução.
Pode se inspirar no Canvas.
Direcionadores chave para esta iniciativa
Descrever em tópicos o que esta iniciativa pode proporcionar
Possíveis modelos de negócios
Descrever em tópicos os possíveis modelos de negócios
Pesquisa de Mercado e Análise de Tendências
Coletar dados relevantes sobre o mercado, como tamanho, crescimento, concorrência e comportamento do consumidor. Identificar tendências tecnológicas, comportamentais ou regulatórias que possam impactar o projeto.
Análise de Concorrentes e Soluções Existentes
Pesquisar e analisar soluções concorrentes ou similares no mercado. Entender como os concorrentes monetizam suas soluções e identificar oportunidades de diferenciação.
Público - Alvo
Identificar os principais segmentos de clientes (B2B, B2C, etc.). Descrever as características demográficas, comportamentais e necessidades do público-alvo.
Cenários e Oportunidades
Avaliar a possibilidade de contratar fornecedores externos para acelerar o desenvolvimento. Considerar o desenvolvimento interno da solução, se for viável. Explorar parcerias estratégicas com outras empresas ou investidores.
Premissas Financeiras
Listar os principais custos envolvidos no desenvolvimento e operação da solução. Estimar a receita esperada com base em projeções de mercado. Considerar reajustes anuais de preços ou custos.
Riscos do Projeto
Identificar os principais riscos do projeto (tecnológicos, financeiros, de mercado, etc.). Propor estratégias para mitigar os riscos identificados.
Business Case
Anexar material de apresentação do Business Case (caso exista)
Alinhamento com Lei do Bem
- Projeto possui algum elemento tecnologicamente novo ou inovador?
Elemento tecnologicamente novo ou inovador pode ser entendimento como o avanço tecnológico pretendido pelo projeto, ou a hipótese que está sendo testada
- Projeto possui barreira ou desafio tecnológico superável?
Barreira ou desafio tecnológico superável pode ser entendido como aquilo que dificulta o atingimento do avanço tecnológico pretendido, ou dificulta a comprovação da hipótese
- Projeto utiliza metodologia/método para superação da barreira ou desafio tecnológico?
Metodologia/método para superação da barreira ou desafio tecnológico pode ser entendido como aqueles atividades que foram realizadas para superação da barreira ou do desafio tecnológico existente no projeto
- Projeto é desenvolvido em parceira com alguma instituição acadêmica, ICT ou startup?
Se sim, o desenvolvimento tecnológico é executado por associado ou por alguma empresa terceira? qual o nome da empresa? Anexar cópia do contrato
Fase IV - Protótipo orientado ao Negócio
Escopo
Explique o escopo deste protótipo
Limitações
Informe sobre as limitações técnicas, comerciais, operacionais, recursos, etc.
PoC
Desenvolva um PoC (Proof of Concept)
Privacidade (LGPD)
- Avaliar condições referentes à Lei Geral de Proteção de Dados
Detalhamento Técnico
Descreva especificamente os aspectos técnicos desta pesquisa
Cronograma Macro
Histórico
Responsável: fulano
Semana de dd à dd/mm/yyyy
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