Brain Summit
21/10/2025
- Luciana , o que a universidade tem feito para ser a ponte entre conhecimento científico e impacto social, especialmente em um ecossistema como o da UFU?
- Luiz Claudio , você viveu a transição entre academia e mercado. Como a pesquisa aplicada pode acelerar a inovação nas empresas de tecnologia?
- Primeiro: Criando um time competente e dedicado
- Segundo: Definindo uma orientação estratégica
- Terceiro: Aproximando especialistas, alunos, instituições, grupos de pesquisa, orgãos de fomento
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- Quarto: Metodologia para pesquisar, desenvolver, implementar e viabilizar.
- Muito simples, primeiro vamos analisar como as coisas acontecem normalmente nas empresas.
- 1o, a empresa dedica a maior parte do tempo para manter o negócio funcionando e tenta aumentar receita espremendo o máximo que puder seu produto. Exemplo: Se eu desenvolvi uma aplicação para escolas, vou tentar buscar o maior número possível de instituições clientes. E assim ficando refém, as possíveis novidades vão sendo postergadas para priorizar a galinha dos ovos de ouro. A procura por algo diferente é deixada de lado e a visão é aumentar cliente, aumentar receita, reduzir custos.
- 2o. a empresa entende que nenhum negócio é eterno e se planeja de forma a direcionar esforços para buscar soluções disruptivas que consigam trazer gás novo para os negócios. Inicialmente, define o foco de atuação porque não se pode dar tiro pra todo e qualquer lugar, Depois disso, procura montar um roadmap tecnológico para, pelo menos na fase inicial, ter soluções novas próximas do seu core de negócio. Em seguida, é procurar por parcerias que possam tornar a jornada mais frutífera.
- 3o. Pode-se contar ainda com benefícios que reduzam os investimentos nesse processo, como Lei da Informática, Lei do Bem, Fomentos e financiamentos disponíveis.
- Pra fechar a conta, é fundamental selecionar pessoas com perfil e competência adequados para dar conta do recado.
- Maria Abadia , no setor químico, inovação é essencial. Como a pesquisa em química industrial pode responder às demandas de sustentabilidade e segurança?
- Luiz Claudio , o Brain é um exemplo de inovação institucionalizada. Quais são os principais desafios para manter um ecossistema de P&D vivo e relevante dentro de uma corporação?
- Escolher as pessoas certas, desde o Hard até o Soft Skill. Um time competente e dedicado é a base forte para que o resultado aconteça
- Alinhar as pesquisas com os Stake Holders que por sua vez se ancoram no planejamento estratégico
- Apresentar resultados de forma recorrente num processo que divulga BCS objeticos para garantir que o investimento tem valido a pena e que poderá ser retornado no médio ou longo prazo
- Não sucumbir perante a necessidade de gerar retorno imediato.
- Luciana , você lidera iniciativas como o TECNOUFU e a Agência Intelecto. Quais são os aprendizados mais valiosos ao conectar startups com a pesquisa acadêmica?
- Maria Abadia , quais estratégias você utiliza para transformar insights de P&D em soluções que realmente atendem às necessidades dos clientes?
- Para todos : como podemos fortalecer a colaboração entre universidades, empresas e centros de inovação para acelerar o ciclo de P&D?
- Luciana , na sua experiência, quais são os principais entraves para a transferência de tecnologia no Brasil e como podemos superá-los?
- Luiz Claudio , como você enxerga o papel das tecnologias emergentes, como 5G e IoT, na construção de soluções sustentáveis e escaláveis?
- É uma equação complicada quando pensamos no "time" de implantação. Tecnologias emergentes muitas vezes forçam empresas a investir de maneira desesperada simplesmente para acompanhar a concorrência. Depois disso, não conseguem escalar e a viabilidade dificilmente chega.
- Estas tecnologias são obrigatórias para adoção mas o estudo deve ser profundo.
- Novamente, com talentos diferenciados vinculados a um processo de P&D estruturado pode fazer toda a diferença para que essas tecnologias sejam dominadas de forma antecipada tornando a implantação mais segura, com menor investimento e maior perspectiva de crescimento.
- Maria Abadia , como você vê o papel da mulher na liderança de inovação em áreas técnicas e industriais?
- Para todos: na opinião de vocês, o Brasil está preparado para competir globalmente em inovação baseada em ciência? O que ainda falta para chegarmos lá?
- Em algumas áreas sim, temos tido resultados individuais que demonstram o potencial nacional. Efetivamente nossa contribuição até o momento tem sido pequena, pra não dizer irrisória mas com programas mais completos e profundos a roda pode mudar.
- Poucas semanas atrás defendi uma tese e escrevi taxativamente que o desempenho do Brasil era pífio quando avaliávamos as soluções que foram impactante no mundo. A banca me questionou se eu tinha feito uma pesquisa profunda porque ela mesmo conhecia vários cientistas de destaque mundial. Eu logicamente não discuti mas são poucas as referências que temos.
- O que pode ser feito? Investimento maciço em educação.
- Luiz Claudio , o Brain é um exemplo de inovação institucionalizada. Quais são os principais desafios para manter um ecossistema de P&D vivo e relevante dentro de uma corporação?