Evolução na profissão
O Product Owner normalmente realiza o curso de graduação em Ciências da Computação, ou em Sistemas da Informação. Onde aprende os conceitos básicos de programação e comunicação entre ser humano e máquina. Também tem contato com as linguagens de programação e a comunicação entre os sistemas. Todo PO já passou por cargos bases dentro de empresas, como de desenvolvedor e analista de sistemas. Isso faz com que ele aprenda a ter um contato com o tempo de desenvolvimento e também com as ferramentas necessárias para solucionar demandas. O PO deve passar por estes cargos base, para conseguir visualizar riscos que podem ocorrer durante algum tipo de desenvolvimento, que são eles: Riscos de capacidade de desenvolvimento, riscos relacionados ao tempo de entrega e também riscos de limitações de determinadas plataformas e códigos. Por este motivo, a evolução do indivíduo que visa um cargo de PO dever ser gradativa. Um PO pode passar também por um curso de pós-graduação em gerentes de projetos e também em gestão de pessoas, pois isso influenciará absurdamente em seu papel de gerir e estabelecer comunicação entre a equipe de desenvolvimento e os StakeHolder (Usuários).
Descrição da atividade atual
Especificação de sistemas com o objetivo em compreender o que deve ser feito e o que se espera receber como resultado. Estabelecer uma comunicação clara entre os StakeHolder e o Dev. Team, fazendo com que os projetos e as demandas se encaixem de maneira correta, conseguindo maior desempenho no serviço. Mapear processos, garantir a funcionalidade dos sistemas utilizados, planejar e realizar atualizações de softwares, desenvolver e implantar sistemas, atuar como facilitador entre usuários e desenvolvedores, analisar o impacto e custo das mudanças em TI, sugerir soluções que tragam inovação, aperfeiçoar a capacidade de gerar produtos e serviços, elaborar documentos referentes aos sistemas e participar de reuniões, entre outras tarefas.
PRINT DE ESQUEMATIZAÇÃO DE UM PO -> https://imgur.com/a/XRwKo37
Requisitos mínimos para exercer a profissão
Graduação na área de tecnologia, principalmente nos cursos Sistema de informação, Ciência da computação ou Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Saber dizer não para determinadas demandas que não trarão uma real mudança e solução para o objetivo principal, sabendo lidar com os stakeholders para passar uma visão clara da situação e também comunicar bem com a equipe de desenvolvimento, não deixando acumular histórias de pedidos que não significarão muito para o trabalho final.
Deve ter grande capacidade de resolução de problemas, capacidade analítica, raciocínio lógico, conhecimento do comportamento do usuário e comprometimento para lidar com projetos. Organização e responsabilidade são essenciais para saber gerar relatórios e produzir documentação de sistemas existentes ou implantados, para controle interno da empresa e de futuros usuários. Conhecimento avançado em banco de dados, inglês e lógica de programação também são requisitos comuns. Outras características desejáveis são o bom relacionamento interpessoal, para poder se comunicar de forma a entender as necessidades dos usuários, e liderança, para poder gerenciar outros desenvolvedores e analistas em projetos.
Ferramentas usadas no dia-a-dia
PO é um funcionário da empresa de desenvolvimento, fica alocado nela, mas conhece o negócio bem para desempenhar sua função e representa cliente e os interesses dele no produto. Ele é o funcionário da empresa de desenvolvimento, que fica alocado no cliente, mantém contato com o time ágil e SM através do Skype (ou qualquer ferramente de comunicação que permita conferência), e se reunia com a equipe presencialmente em momentos muito necessários, como durante a reunião para planejar um sprint com histórias complexas, etc. Já conhece bem o negócio, e toca o barco normalmente.
A única coisa que ainda não vi é o PO ser funcionário da empresa contratante, e ficar 100% alocado nas dependências do contratante e nunca reunir com o time ágil, nem comunicar de forma eficiente, ficar só na troca de e-mail por exemplo. Embora creio que com organização, disciplina e comunicação sólida o suficiente isso funcionaria sem problema algum. Exemplo disso são times ágeis formados por pessoas em cidades/países diferentes que funcionam mesmo assim.
Resumindo, acho que não existe regra definidora, uma coisa muito comum é o paradigma ágil ser adaptado para se encaixar no formato que a empresa precisa ou melhor irá atendê-la. Não é requisito para que um time ágil de desenvolvimento seja eficiente, tenha que seguir tudo à risca.
O PO deve ter passado pelo menos por alguns cargos de desenvolvimento e analista de dados, para conhecer um pouco sobre os prazos, necessidades e esquemas de serviços. Assim, direcionará com agilidade as equipes e passará prazos aproximados e certeiros aos seus clientes.
Tecnologias envolvidas
É de suma importância para um PO ter conhecimento das tecnologias da informação para conseguir gerir os processos entre clientes e time de desenvolvimento. Mesmo não tendo que em seu dia-a-dia utilizar as linguagens de programação propriamente ditas, ele deve possuir conhecimento sobre elas para conseguir ter projeções e também indicar com exatidão para o Dev Group o que será necessário para tal demanda.
Ter conhecimento em alguma linguagem de programação sendo elas; Visual Basic e .NET. Ter contato também com banco de dados usando assim a linguagem apropriada para a construção de bancos na ferramenta Oracle, uma vez que algumas funções não são aceitas em outros instrumentos de construção de banco.
Ética profissional
Responsabilidade de passar a real situação dos processos e serviços para os stakeholders. Não mentir sobre o tempo necessário para concluir a demanda, deixar sempre um ambiente claro de comunicação.
Comprometimento com os projetos, para não passar nenhum na frente do outro.
Disciplina, para conseguir gerir diversos processos ao mesmo tempo.
Exemplo de resultado tangível
A boa interação da parte dos clientes com a empresa. Pois o resultado final do projeto está ligado diretamente a como a demanda foi apresentada para o grupo de desenvolvimento. Os resultados de um bom gerenciamento está implícito na satisfação dos clientes que utilizam a plataforma.
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Dúvidas
- 01. Qual a diferença as atribuições de um PO e de um SM?
- O Producto Owner é designado para mostrar para a equipe de Desenvolvimento do Produto o que deverá ser feito com base nos pedidos enviados pelos steackholder (Usuários). Já o Scrum Master, designa como deve ser feito este pedido, ele comanda a equipe de desenvolvimento mostrando as maneiras fáceis de executar aquele pedido.
- 02. O que são estórias dentro da metodologia SCRUM?
- São pedidos solicitados pelos usuários para serem feitos pela equipe de desenvolvimento. Algo a ser adicionado, algum BUG a ser corrigido e/ou uma nova estrutura a ser criada.
- 03. Para que serve o backlog?
- O backlog está relacionado para o fluxo de projetos que estão em abertos e/ou na fila de ser produzidos. O PO administra este backlog fazendo estimativas de entrega e também separando aquilo que é mais importante, daquilo que não será tão útil para ser passado para o time de desenvolvimento.
- 04. O que é um Sprint?
- é um termo utilizado para definir um processo de aceleração em determinado código (produto), onde todas as forças são reunidas para desenvolver aquilo em um período curto de tempo.
- 05. Qual a diferença entre o PO e o GP?
- Eles tem algumas características sociais muito comuns. Porém o gerente de projetos define apenas aquilo que deve ser feito no projeto, estima seu valor, seu tempo e designa as funções ao grupo de desenvolvimento. Porém o PO, ele faz quase tudo isso, mas o detalhe principal que os diferencia, é que o PO fica constantemente administrando o projeto, o backlog e fazendo projeções aos usuários, diferentemente do GP, que apenas faz a parte PRÉ-PROJETO.