Características


  • Estado
    • À temperatura ambiente, a platina encontra-se no estado sólido


  • Condutividade
    • 9,66 × 106 S/m


  • Resistividade
    • 1,06 x 10-7 ohns/m


  • Coloração
    • Tem cor cinza-aço, traço cinza brilhante, brilho metálico


  • Oxidação
    • A platina é um metal de transição com uma química muito rica, combinando-se de formas muito variadas com os outros elementos. A sua reactividade é típica do grupo em que se insere, o grupo 10, que incluí ainda o níquel e o paládio. Muitos dos elementos que lhe são vizinhos na tabela periódica partilham muitas das suas principais características, motivo pelo qual se inserem no chamado grupo da platina , que incluí os elementos do 5º e 6º períodos dos grupos 8, 9 e 10 e que são frequentemente encontrados juntos na Natureza.
    • Pode formar vários óxidos, PtO, PtO2 e PtO3, sendo que destes o PtO2 o mais estável.
    • Também forma vários compostos binários com os halogéneos, no estado de oxidação +2 (PtCl2, PtBr2 e PtI2, o fluoreto de platina(II) não é conhecido), +3, onde também não se conhece o fluoreto, +4, com todos os halogéneos, e ainda fluoretos no estado +5 e +6, ao contrário dos outros elementos do mesmo grupo que não formam halogenetos em estados de oxidação tão elevados.


  • Resistência contra outros materiais
  • Dano a saúde humana
    • Danos ao Organismo - Urticária, problemas respiratórios
    • Formas de contaminação - Contato com resíduos em fábricas que industrializam o metal


  • Origem
    • Pode ser extraída de vários minerais: sperrylita, platini¬rídio, polixênio, cooperita e ferroplatina. A platina nativa ocorre na natureza geralmente misturada com ferro, irídio, paládio e níquel. Ocorre em rochas básicas, como dunitos, piroxenitos e gabros, e em aluviões.


  • Dureza
    • 21090 kg/m


  • Susceptibilidade
    • paramagnético 2,4x10^-4(grandeza admencional)


  • Permeabilidade
    • Paramagnéticos Os materiais diamagnéticos apresentam permeabilidade magnética relativa maior do que um. Diferentes dos diamagnéticos, nos quais os momentos de dipolo são induzidospor um campo externo, nos paramagnéticos já existem alguns momentos de dipolos magnéticos. Normalmente o paramagnetismo ocorre em átomos ou moléculas com um número ímpar de elétrons. Quando um pedaçode material paramagnético é colocado em uma região de campo não uniforme, o material paramagnético é atraído pelo campo. Material Permeabilidade Magnética Relativa µr 1,0008 Platina 1,00029

Aplicações

  • É empregada em joalheria (com 35% de paládio e 5% de outros metais), instrumental para laboratório, Odontologia, eletricidade, ogivas de mísseis, catalisadores, pirômetros, liga com cobalto, fornos elétricos de alta temperatura, fotografia e em vários outros produtos industriais.


  • Empregado na fabricação de projéteis, principalmente para engastes de armas com cano raiados;
  • Fabricação de utensílios cirúrgicos, como pregos, tubos para ensaios e outros;
  • Em odontologia protética para implantes e fixação de brocas;
  • Usado nas pontas das velas de ignição dos lança-chamas a explosão e nas pontas dos para-raios;
  • Utilizado para a produção de luvas que resistem a altas temperaturas;
  • Implantes ortopédicos em medicina, como o DIU (Dispositivo Intra Uterino);
  • Fabricação de instrumentos musicais, odontológicos e eletromagnéticos.
  • Implantação nas vias respiratórias de dependentes químicos.
  • Catalisador no escapamento de carros e produção de ácido sulfúrico;


  • Importante destacar células energéticas como relevante aplicação da Platina como geração de energia não-poluente e silenciosa. Estão em fase de comercialização no Japão e EUA. Funcionam combinando Hidrogênio e Oxigênio como ação de um catalisador de platina, formando água e produzindo energia na forma de corrente elétrica.


Ligas

  • A platina é usada principalmente na forma de metal livre, como catalisador em reações de hidrogenização em química orgânica. Aplica-se na preparação de gasolina para aumentar as octanas por isomerização e na purificação de gases por oxidação catalítica ou hidrogenização. Usam-se também telas metálicas de platina-ródio para catalisar a oxidação da amónia em oxido nítrico para preparar ácido nítrico.
  • A platina quando, muito pura é usada, em termómetros resistivos e em termopares, juntamente com uma liga de platina-ródio. Esta liga é usada durante o processo de fabricação de seda artificial e fibras de vidro. A liga de platina-irídio usa-se em joalharia, utensílios de laboratório, elétrodos e contatos elétricos. Ligada ao paládio a platina encontra aplicação em próteses dentárias.


Curiosidades

  • A platina é produzida principalmente pela África do Sul (134 t em 2002), seguindo-se Rússia (35 t), Canadá (7 t) e EUA (4,39 t).
    • Em 29 de junho de 2007, a onça-troy de platina valia US$ 1.273, quase o dobro do preço do ouro (US$ 647).
    • Em 1985, foi exposto em Tóquio (Japão) um vestido feito a mão, com fios de platina, pesando 12 kg e avaliado em um milhão de dólares


Resumo


  • Ainda na família dos metais nobres, encontramos a platina, que também é bastante estável quimicamente. É relativamente mole, o que permite uma deformação mecânica fácil, bem como sua redução a folhas, com espessuras de até 0,0025mm, ou a fios finos, com diâmetro de até 0,015mm ou ainda menores através de processos especiais.


  • Devido às suas propriedades antioxidantes o seu uso elétrico é encontrado particularmente em peças de contato, anodos, fios de aquecimento. É o metal mais adequado para a fabricação de termoelementos e termômetros resistivos até 1000oC, pois até essas temperaturas não sofre transformações estruturais, fazendo com que a resistividade varie na mesma proporção da temperatura.


  • Termômetros resistivos são particularmente usados perante pequena variação de temperatura, casos não mais registrados por termoelementos. Sua única desvantagem é de apresentarem uma certa dilatação, o que dificulta a leitura de temperaturas em dado ponto. Na faixa de - 200 a + 500oC, a platina permite a leitura mais exata da temperatura do que outros metais.


  • Energia de Célula Combustível

Uma célula combustível é um dispositivo relativamente simples. Ela contém dois eletrodos: o ânodo (eletrodo negativo) e o cátodo (eletrodo positivo). Todas as reações químicas ocorrem nos eletrodos. Para acelerar a reação química, um catalisador como o metal platina, é usado para revestir os dois eletrodos. A célula combustível também contém um eletrólito para transportar as partículas carregadas de um eletrodo a outro. Para que a reação ocorra, outras duas coisas são necessárias: oxigênio e, obviamente, combustível. A maioria das células combustíveis em desenvolvimento utiliza hidrogênio como combustível.

Na célula combustível de membrana de troca de prótons, ou membrana de eletrólito de polímeros (PEM), o hidrogênio entra no ânodo, onde se divide em íons hidrogênio e elétrons. Os elétrons transportam a carga para fora da célula, enquanto os íons se movem dentro dela. No cátodo, os íons reagem com o oxigênio e com os elétrons, formando água.

Referência bibliográfica

  • Serviço Geológico do Brasil, ou simplesmente CPRM, nome de fantasia advindo da razão social Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais,