Prazo para atualização: 25/04
Evolução na profissão
- Como foi a evolução (acadêmica e profissional) até chegar na sua posição atual?
Carmen aproveitou das diversas oportunidades que surgiram na sua formação acadêmica, como seu mestrado nos Estados Unidos (RIT), seu doutorado sanduíche no Rio de Janeiro (UFRJ)/ Universität Ulm (Alemanha), a vaga de professora na PUC, dentre outras; também sempre foi muito esforçada e dedicada aos estudos, realizou iniciação científica, estudou diversos cursos diferentes, atuou como estagiária, etc.
- Quais foram as principais formações (certificação, especialização, curso, etc) extra-curriculares?
- Ensino técnico - ETFGo; - Ciência da Computação - PUC (Pontifícia Universidade Católica de Goiás); - Design Gráfico - UFG (Universidade Federal de Goiás); - Mestrado em Tecnologia da Informação - RIT (Rochester Institute of Technology); - Mestrado em Grafos - UFG (Universidade Federal de Goiás); - Doutorado em Grafos - UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)/Universität Ulm.
Descrição da atividade atual
- O que efetivamente faz o profissional na sua condição?
O profissional que atua como professor é responsável por transmitir conhecimento para as outras pessoas, como por exemplo matemática, biologia, artes, etc.
- O que entrega como resultado?
O professor entrega como resultado o conhecimento.
Requisitos mínimos para exercer a profissão
- Cite alguns soft skills necessários para quem tem intenção de seguir essa carreira?
A pessoa que deseja ser professor(a) precisa ser muito paciente, deve gostar de ensinar, saber ouvir e entender o aluno.
- Sugira alguns hard skills.
Deve possuir um vasto conhecimento na área que leciona, seja ela ciências exatas, biológicas ou as demais.
Ferramentas usadas no dia-a-dia
- Cite algumas ferramentas, tecnologias ou metodologias das quais depende para sucesso nas atividades.
As ferramentas que um professor utiliza no dia a dia são as que possam ajudar a transmitir o conhecimento dele para outras, pode ser mostrando imagens e textos em uma tela através de um projetor, utilizando a lousa com giz, ou um papel e um lápis, etc. Por outro lado, temos ferramentas específicas que podem auxiliar o professor na criação de aulas e demais atividades padrões da profissão, como Excel, PowerPoint, editores de texto, etc.
Tecnologias envolvidas
- Pesquisar sobre OverLeaf
Prazo: 13/05
Overleaf
A elaboração de conteúdos teóricos extensos pode dificultar a vida de muitos estudantes e pesquisadores que, além de se preocuparem com o conteúdo, devem obedecer a um enorme conjunto de regras na hora de realizar a formatação do documento final. A fim de simplificar esse empecilho para seus usuários, o Overleaf oferece uma ferramenta de edição que realiza a formatação automaticamente ao finalizar seu arquivo.
O Overleaf é um sistema que permite aos usuários a criação e edição de documentos acadêmicos-científicos, principalmente, de maneira simples. A ferramenta atua como um editor de LaTex online, permitindo que os arquivos gerados possam ser acessados de qualquer computador ou similar que possua acesso à internet, além de oferecer diversos recursos que otimizam o tempo de escrita e formatação.
O editor permite a criação de conta por qualquer usuário que acesse seu site, bastando apenas informar um e-mail e uma senha. O sistema disponibiliza quatro opções de planos diferentes, sendo o "Grátis" o mais simples entre eles, pois há restrições de algumas de suas funcionalidades mais complexas. Os demais planos -"Pessoal", "Colaborador" e "Profissional"- possuem mais funções disponíveis, como o histórico de edição do documento, integração com Dropbox e GitHub, ou a utilização de uma conta por mais colaboradores, entre outros; o site também permite o teste grátis desses planos por tempo limitado.
Sua utilização é realizada através da edição online, como citada anteriormente, de documentos LaTex. O LaTex é um sistema de preparação de documento que visa facilitar e otimizar a elaboração de documentos através da automatização da parte visual do documento, ou seja, a pessoa que o utiliza pode utilizar templates prontos de diversos tipos de documento (artigo, dissertação etc.) e ficar focada apenas no conteúdo de seu texto, deixando o sistema responsável pela formatação.
A plataforma tem sido discutida como ferramenta para elaboração e publicação de artigos científicos pela Nature, pela Science e é utilizada pela equipe do CERN como plataforma de elaboração colaborativa. O IEEE e as revistas científicas do grupo Springer aceitam o envio de artigos por meio do OverLeaf.
Portanto, pode-se concluir que o sistema Overleaf é um ambiente altamente recomendado aos que desejam seguir na área acadêmica e/ou científica, pois possui diversas ferramentas e mecanismos que facilitam a escrita e a edição de documentos científicos em geral.
Ética profissional
- Pode dar algum exemplo já vivido por você ou por alguma outra pessoa sobre aspectos éticos na profissão, seja positivo ou negativo?
Upload da apresentação
- Link para a apresentação no YouTube: https://youtu.be/XZPU_xh95zw
Dúvidas
1. Quais são as maiores dificuldades que ela enfrenta com os alunos?
Para mim a parte mais difícil da educação é ensinar alguém que não quer aprender. É necessário todo um processo para mostrar da importância do conhecimento e muitas vezes esse processo é difícil de se fazer em turmas heterogêneas, pois não é possível se dedicar a apenas um grupo pequeno de alunos, é preciso levar todos com o mesmo assunto.
2. A base teórica adquirida no Brasil foi suficiente para levar os estudos no exterior com tranquilidade?
A base teórica ajudou muito, mas tive que complementar na língua (inglês) e sempre é preciso estudar muito, o que não vi corri atrás, pois na época que fui a tecnologia no Brasil era bem inferior a dos EUA.
3. As visitas realizadas no exterior foram sediadas pela faculdade?
Durante meu mestrado tive que fazer tudo sozinha. Não havia nenhum programa no Brasil que auxiliasse o estudo no exterior. Bem diferente de hoje. Já no doutorado, sendo este um sanduiche tudo foi auxiliado pela instituição. Mas existem muitas formas de se conseguir auxilio para estudar fora hoje – principalmente para doutorado. É um interesse da própria instituição externa ter bons alunos pesquisando.
4. Qual foi a área de pesquisa da professora na computação?
Trabalhei com a área de pesquisa em Grafos, desenvolvendo algoritmos para problemas aplicados a grafos ou na prova de complexidade destes problemas.
5. Como é lidar com pessoas extremamente diferentes a cada ano que passa e a cada turma nova que aparece?
A gente deve sempre reaprender a ensinar. Por mais tempo que se dê uma disciplina ela nunca está pronta porque os alunos mudam e é preciso descobrir um novo jeito de ensinar. Isso é bom, porque conhecimento sempre deve se renovar e aprender sempre é um prazer.
6. Qual o procedimento para se tornar coordenador do curso? Qualquer professor pode se candidatar ou é feita uma indicação?
Isso depende de cada instituição. Na PUC é feita uma eleição pelo colegiado da Escola onde 3 nomes são escolhidos. Estes nomes são analisados e entrevistados pelo vice-reitor e em seguida o reitor escolhe um dos 3 candidatos.
7. Como foi o processo para estudar fora?
Da primeira vez que fui, foi por descobertas, com a cara e com a coragem. Não conhecia ninguém, me candidatei para a faculdade, fui aceita, peguei o avião e fui. E lá nos Estados Unidos fui aprendendo e descobrindo os processos para ir para uma faculdade melhor. Já no Doutorado foi bem tranquilo porque conheci meu orientador da Alemanha aqui no Brasil, e ele me recebeu e me ajudou em todo o processo de visto e moradia.
8. Para alguém que gosta muito de programar, mas tem interesse em área acadêmica. Um mestrado técnico seria melhor do que um mestrado puramente acadêmico?
Para quem quiser ir para área acadêmica, o melhor é o mestrado acadêmico. Você pode fazer em uma área voltada para programação mas é preciso saber pesquisar e escrever, pois na área acadêmica para crescer é preciso fazer pesquisa e escrever artigos.
9. O que você recomendaria para um estudante que gosta do curso, mas se sente desconexo de sua turma atual?
Muitas das minhas melhores amizades foram feitas na graduação. Não é preciso ser amigo de todo mundo, veja um colega que tem mais afinidade e comece a conversar e estudar com ele. As amizades começam a ser construídas assim, estudando junto, fazendo trabalhos juntos, ai começamos a desabafar com os colegas e quando a gente vê estamos conversando de várias coisas que não envolvem o estudo. Mas muitas vezes passamos por curso sem levar nenhuma amizade, apenas conhecidos. Comigo aconteceu no mestrado e doutorado, pois como falei éramos muitos desconexos, cada um com sua vida. Mas de alguma forma conseguimos ter bons momentos juntos mesmo não sendo uma amizade duradoura. Acontece, existem turmas e turmas.
10. É preciso de uma pós ou mestrado/doutorado para lecionar em uma instituição de ensino superior?
Algumas não exigem mestrado/doutorado, mas hoje pelo menos um mestrado é interessante, assim se pode escolher em qual instituição você prefere lecionar, sem ficar preso a algo que não gosta. Para uma instituição federal geralmente cobram um doutorado, só em caso de necessidade extrema contratam alguém só com mestrado.
11. Como foi a adaptação da primeira vez que virou professora?
No começo foi difícil porque não tinha muito jeito com as palavras e às vezes os alunos se ofendiam ou não aceitavam os termos das reprovações. Comecei a tentar a tática de não dar muita conversa, mas também foi muito ruim. Com o tempo fui aprendendo a tomar mais cuidado com as palavras e com a forma e tom de conversar. E dar aula começou a ser algo mais prazeroso, pois não gera mais atritos aluno/professor.
12. Como lidar quando não souber responder uma pergunta ou a um bug inesperado que aconteça em aula?
Nenhum professor saberá responder tudo, ainda mais na nossa área. Tente relacionar a dúvida ao seu conhecimento, se mesmo assim não souber, seja honesto, explique do escopo geral do problema e que aquilo será visto em uma disciplina especifica. Mas se for da sua área mesmo e relacionado ao seu conteúdo o melhor é não responder errado, ganha tempo, pesquisa e responde no próximo encontro.
13. Como é a diferença entre ensinar no privado e no público, e a diferença entre alunos mais novos e mais velhos?
Na época que ensinei na federal era notório que os alunos das federais tinham mais conhecimento e facilidade em aprender. O nível de escolaridade era melhor, mas tenho ouvido que isso está mudando. Já entre alunos mais velhos e mais novos, a diferença é a vontade de aprender, os mais velhos entendem que aquilo é para mudar de vida e possuem um interesse e uma vontade maior de transpor as barreiras de dificuldade de conteúdo. Já os mais novos muitas vezes estão ali por vontade dos pais.
14. Como incentivar a entrada de garotas na área para igualar a porcentagem homem/mulher na área?
Na nossa área será muito difícil igualar a porcentagem homem/mulher, não por uma questão de descriminação mas sim por ser uma área muito exata. Da mesma forma que temos mais mulheres em pedagogia e psicologia, temos mais homens na área de exatas. O importante é incentivar as mulheres que gostem dessa área que trabalhem nela e que não se sintam descriminadas. Mas é conhecido que as mulheres que vão para essa área têm um rendimento superior a muitos homens e isso deve ser valorizado.
15. Qual a parte mais difícil de lecionar?
Quando a gente faz o que gosta tudo é um prazer. Se tivesse que por um ponto difícil seria dar uma disciplina pela primeira vez.
16. Você sente que a profissão é mais valorizada no exterior?
Sim, em alguns países ela é mais valorizada, mas de forma geral a profissão sofreu uma certa desvalorizada nos últimos tempos.
17. Na carreira de professor, eu tenho que fazer pesquisa?
Não é essencial, mas para crescer na área acadêmica é preciso fazer pesquisa.