Nos primórdios dos sistemas de comunicação móvel, tentava-se atingir grandes áreas de cobertura através de transmissores de alta potência, no entanto devido a dificuldades ocasionadas pelo número de usuários e pela dificuldade de transmitir sinais a uma mesma frequencia, surgiu o conceito de telefonia celular, que dividia em regiões denominadas células, as áreas a serem cobertas. Nesse sentindo um grande passo foi o usodo handover, que permitia que o usuário se deslocasse por entre células sem perca de sinal. As condições de montar as células que cobrissem áreas específicas foi instituída a figura da estação radio-base(ERB).
Rede GSM
Uma rede de telefonia celular GSM é construída a partir de três elementos principais: o conjunto estação radiobase e controladora, a estação móvel e a central de comutação móvel. Elas mantém um software transceptor de voz que se comunica com os rádios das estações radiobase em qualquer um dos canais alocados, referenciados como link direto e link reverso. O processo exige que mensagens de controle sejam trocadas entre a estação móvel e a estação radiobase, por exemplo, pedido do móvel para acessar um canal, resposta para o móvel identificar o canal alocado e mensagens da base para o móvel, para que este sintonize outro canal, quando num momento de handoff. As BSC, por sua vez , controlam as estações radio-base e a potência dos equipamentos. Percebemos nesse componente da rede, uma interligação cybernética com o resto do sistemas, essa conexão é embasada em softwares de controle. Centralizando todas as operações da rede, por possuir uma visão sobre todas as células, a Central de Comutação Móvel ou Mobile Switched Center (MSC) é a responsável pelo gerenciamento e controle das BSCs, suporte às tecnologias de acesso e às atividades de processamento de chamadas. Existe ainda um banco de dados que organiza as informações de cada usuário e outro que organiza informações de equipamentos. Com essas informações, um software de defesa é capaz de desativar qualquer equipamento que esteja operando de forma inadequada. Todos estes elementos compõem o que denominamos de Rede GSM e executam o caminho de voz para atender universalmente ao serviço de chamadas telefônicas entre usuários de aparelhos móveis que desejam conversar entre si ou ainda com assinantes da telefonia fixa. O crescente número de usuários tem exigido dos governos, engenheiros e cientistas esforços conjuntos para desenvolvimento de equipamentos de hardware e software para melhoria do serviço. Uma das propostas para a melhoria da rede é o 4G.
Olhando Para o Futuro
Essa rede, conhecida como LTE(Long term Evolution) é baseada no modelo GSM, no entanto, prioriza o tráfego de dados e não da voz. Em testes de laboratório, uma rede experimental de LTE, com 20 MHz de espectro, alcançou, aproximadamente, 300 Mbps de downstream e 75 Mbps de upstream. Entretanto, a velocidade real de navegação beira aos 100 Mbps de download e 50 Mbps de upload. Outra diferença é sobre a quantidade de usuários pendurados na rede: 5 MHz de espectro permitem até 200 acessos simultâneos — praticamente o dobro das redes atuais.
No entanto, como funciona a ERB?
Uma ERB é composta basicamente de antenas de transmissão e recepção (que podem estar numa única antena, omnidirecional) , filtros, duplexadores, acopladores, transmissores e receptores, equipamentos de transmissão, torre, fonte e infra-estrutura (sistemas de proteção de transientes, combate à incêndio, alarmes, pára-raios, prédio, etc.). Na telefonia celular, ao invés de termos uma única célula irradiando toda potência necessária aos usuários da rede, temos várias antenas espalhadas pela área de cobertura, cada uma ligada à uma estação radio-base. É a ERB quem se comunica com o assinante através da interface aérea escolhida (CDMA, TDMA, GSM, etc.), e com a CCC através de canais PCM de voz e sinalização . Podemos dizer que a ERB é um prolongamento da CCC.
A ERB recebe canais de voz PCM da CCC através de um meio de transmissão qualquer (microondas, fibra óptica, cabo, modem) e os modula em sinais de microondas em freqüências de 800, 900, 1800, 1900 MHz dependendo do sistema, para irradiá-los para os telefones móveis . Na ERB não acontece nenhum processamento, tarifação ou controle de chamadas.
Telefone móvel
Sua função é transformar um sinal de voz humana, entre 300 e 3400 Hz, codificá-lo e modulá-lo em uma frequencia de microondas para ser transmitido para a ERB, e vice-versa. A potência máxima de transmissão de um celular é de 600 miliWatts (0,6 Watts).
O móvel mantêm comunicação constante com a ERB através dos canais de sinalização e controle, mesmo quando não há uma chamada em andamento . É através destes canais de sinalização que o móvel recebe informações da ERB como controle de potência de transmissão, identificação da ERB, sincronismo com o sistema, gerenciamento de hand-off, e envia requisições de chamadas e a identidade do móvel . Opera em modo full-duplex, possuindo um caminho de ida e um de retorno em relação à estação base, que são os links reverso (móvel para base) e direto (base para móvel).
Alguns exemplos de mensagens de controle trocadas entre móvel e base são:
-pedido do móvel para acessar um canal e efetuar uma chamada;
-registro do móvel na área de serviço atual (outra CCC);
-mensagem de alocação de canal para o móvel, oriunda da estação base;
-mensagem de handoff oriunda da estação base, para que o móvel sintonize outro canal.
Ressalta-se nesse ponto que o que está sendo chamado de “canal” constitui-se na dupla link direto e reverso.
As bandas A e B As bandas A e B são diferentes faixas de freqüência de ondas de rádio. Estas freqüências são canais de transmissão de sinais. Os telefones celulares operam através de ondas de rádio em uma destas freqüências, com tecnologia analógica ou digital.
Freqüências Banda A: 869 – 880 MHz e 890-891,5 MHz Banda B: 880 – 890 MHz e 891,5 – 894 MH
Referências Bibliográficas
http://tecnoblog.net/88088/lte-4g-como-funciona/
http://www.sourceinnovation.com.br/images/1/19/Open_GSM.pdf
http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/colaboradores/msantos/smc_02.html