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* '''Aprendizagem colaborativa''': Essa técnica de aprendizado ativo é definido pela montagem de equipes, atribuição de responsabilidades que exigem um esforço coletivo para sua realização e construção do conhecimento e da equipe, de forma que o conteúdo e habilidades são desenvolvidos pela soma das contribuições dos membros e, portanto, a absorção do conhecimento recíproca e bidirecional (DILLENBOURGH, 1999). Esse método atende a um dos principais clamores das empresas, o trabalho em equipe. É fato que toda a entrevista de uma área de recursos humanos, este item é um dos mais cobrados e no MECGC, o aluno é conduzido a se envolver de uma forma natural e recorrente, onde não existe espaço para atitudes unilaterais. Ao traçarem um roteiro de estudos, os membros do time procuram se organizar direcionando o melhor potencial de cada um para determinado conteúdo e assumem a responsabilidade em aprofundar o máximo possível e compartilham o conhecimento de uma forma direta, tanto nos estudos cotidianos quanto em competições em equipe. Essa recorrência na cadência do aprendizado, aprendendo e compartilhando, forja um perfil nos talentos com alto nível de colaboração, fazendo com que se tornem profissionais eficientes e diferenciados. | * '''Aprendizagem colaborativa''': Essa técnica de aprendizado ativo é definido pela montagem de equipes, atribuição de responsabilidades que exigem um esforço coletivo para sua realização e construção do conhecimento e da equipe, de forma que o conteúdo e habilidades são desenvolvidos pela soma das contribuições dos membros e, portanto, a absorção do conhecimento recíproca e bidirecional (DILLENBOURGH, 1999). Esse método atende a um dos principais clamores das empresas, o trabalho em equipe. É fato que toda a entrevista de uma área de recursos humanos, este item é um dos mais cobrados e no MECGC, o aluno é conduzido a se envolver de uma forma natural e recorrente, onde não existe espaço para atitudes unilaterais. Ao traçarem um roteiro de estudos, os membros do time procuram se organizar direcionando o melhor potencial de cada um para determinado conteúdo e assumem a responsabilidade em aprofundar o máximo possível e compartilham o conhecimento de uma forma direta, tanto nos estudos cotidianos quanto em competições em equipe. Essa recorrência na cadência do aprendizado, aprendendo e compartilhando, forja um perfil nos talentos com alto nível de colaboração, fazendo com que se tornem profissionais eficientes e diferenciados. | ||
** Outro fator intrigante é que, aparentemente, não existe concorrência. Embora os alunos digladiem nas provas, cada um, querendo ficar a frene do outro no desempenho | ** Outro fator intrigante é que, aparentemente, não existe concorrência. Embora os alunos digladiem nas provas, cada um, querendo ficar a frene do outro no desempenho geral, é admirável a disponibilidade para compartilhar o conhecimento. No pós prova, ''contest'' ou treinamento aqueles que demonstraram maior conhecimento são assediados e respondem com a maior clareza sobre a forma e os caminhos que usaram para resolver os problemas. Isto tanto pode acontecer presencialmente quanto em eventos remotos. | ||
geral, é admirável a disponibilidade para compartilhar o conhecimento. No pós prova, ''contest'' ou treinamento aqueles que demonstraram maior conhecimento são assediados e respondem com a maior clareza sobre a forma e os caminhos que usaram para resolver os problemas. Isto tanto pode acontecer presencialmente quanto em eventos remotos. | |||
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Edição das 12h38min de 23 de janeiro de 2025
Conceito
A metodologia inédita e disruptiva denominada J.A.C.I. organiza as atividades de aprendizado e cooperação utilizando os 4 conceitos abaixo:
- Justo: Cada pessoa ajusta seu tempo de acordo com suas prioridades e o orientador ajustará os conteúdos ao nível de cada participante.
- Autodidata: O estudo é feito de forma independente nos períodos que o aluno tem disponibilidade, sem professor e sem aulas, mas com fontes de referências claras e facilitadas, com orientação efetiva.
- Colaborativo: Processo do início ao fim pautado no compartilhamento de informações em todos os segmentos, principalmente em caso de dúvidas.
- Intenso: A pesquisadora recebeu uma série de desafios a serem superados e não deve ficar ociosa.
Motivação
- Uma nova metodologia de ensino para talentos iniciantes na área de tecnologia é necessária para que incorpore as evoluções que aconteceram ao longo do tempo e também as contribuições de vários agentes, como, profissionais experientes, pesquisadores tarimbados, gestores com alto nível de responsabilidade e pessoas que se destacaram com colaborações efetivas em projetos expressivos.
- Assim, a nova geração de talentos poderá se ver contemplada e encorajada no processo de aprendizado usando técnicas atuais e eficientes.
- Este tema é altamente relevante porque, a partir do momento que o jovem, estando ou tendo concluído uma graduação ou formação específica, precisa ser conduzido de maneira plena para caminhos que o ajudem a resolver problemas da empresa ou da academia. Espera-se que a metodologia, concretamente, ajude ou até acelere o processo de formação e entrega de resultados.
Justificativa
- São várias as bases teóricas que fundamentam esta metodologia. Abaixo, uma relação básica que subsidia todo a proposta:
- PBL Problem-based Learning: ou Aprendizagem Baseada em Problemas representa uma estratégia onde o aluno, alçado ao centro do processo de aprendizado, trabalha com o objetivo de resolver um determinado problema, deixando de ser o receptor passivo do conhecimento e se tornando o agente principal responsável por sua evolução (SOUSA, 2010). Esta é uma das características marcantes com relação a essa proposta de ensino, oferecer aos alunos, desafios que os façam pensar e por meio de análises baseadas em teorias, melhores práticas e experiências passadas possam encontrar uma solução eficiente. A opção por resolução de problemas é um processo testado e aprovado que torna o ensino gradual e consistente, gerando uma legião de talentos com alto poder de raciocínio lógico-matemático.
- O exemplo de um caderno é mostrado, a seguir, com questões variando entre os níveis fácil, médio e difícil onde trabalhados conteúdos diversificados. Como se pode notar, os enunciados expressam o escopo do problema e devem ser minuciosamente avaliados para se tentar encontrar a melhor solução. A partir da leitura atenta, o aluno perscruta sua mente a procura de uma luz que possa levar à uma saída concreta. O método ainda permite que material escrito seja usado para uma procura por fórmulas, teorias ou mesmo algoritmos prontos mas, como veremos a frente, não são usados com muita frequência. incluir caderno de prova de uma maratona ou no anexo Um detalhe interessante é que os desafios presentes nos torneios ou avaliações pontuais remetem ao mundo real e assim, o aluno consegue ir se acostumando com situações que efetivamente poderá encontrar nas atividades profissionais. (ALLEN; DUCH; GROH, 1996) destacam pontos cruciais em relação aos problemas:
- devem motivar os alunos a ter uma compreensão profunda dos conceitos teóricos e práticos;
- tem que forçar o aluno a tomar decisões fundamentais e argumentá-las;
- precisa estar alinhado com os objetivos do conteúdo gerando uma conexão com disciplinas e conteúdos anteriores;
- implica em garantir que os alunos cooperem uns com os outros, quando trabalho em grupo;
- deve ter etapas iniciais e estimulantes, com níveis de complexidade graduais que encorajem os alunos ao roteiro sugerido quando for um trabalho com vários estágios.
- O exemplo de um caderno é mostrado, a seguir, com questões variando entre os níveis fácil, médio e difícil onde trabalhados conteúdos diversificados. Como se pode notar, os enunciados expressam o escopo do problema e devem ser minuciosamente avaliados para se tentar encontrar a melhor solução. A partir da leitura atenta, o aluno perscruta sua mente a procura de uma luz que possa levar à uma saída concreta. O método ainda permite que material escrito seja usado para uma procura por fórmulas, teorias ou mesmo algoritmos prontos mas, como veremos a frente, não são usados com muita frequência. incluir caderno de prova de uma maratona ou no anexo Um detalhe interessante é que os desafios presentes nos torneios ou avaliações pontuais remetem ao mundo real e assim, o aluno consegue ir se acostumando com situações que efetivamente poderá encontrar nas atividades profissionais. (ALLEN; DUCH; GROH, 1996) destacam pontos cruciais em relação aos problemas:
- Aprendizagem colaborativa: Essa técnica de aprendizado ativo é definido pela montagem de equipes, atribuição de responsabilidades que exigem um esforço coletivo para sua realização e construção do conhecimento e da equipe, de forma que o conteúdo e habilidades são desenvolvidos pela soma das contribuições dos membros e, portanto, a absorção do conhecimento recíproca e bidirecional (DILLENBOURGH, 1999). Esse método atende a um dos principais clamores das empresas, o trabalho em equipe. É fato que toda a entrevista de uma área de recursos humanos, este item é um dos mais cobrados e no MECGC, o aluno é conduzido a se envolver de uma forma natural e recorrente, onde não existe espaço para atitudes unilaterais. Ao traçarem um roteiro de estudos, os membros do time procuram se organizar direcionando o melhor potencial de cada um para determinado conteúdo e assumem a responsabilidade em aprofundar o máximo possível e compartilham o conhecimento de uma forma direta, tanto nos estudos cotidianos quanto em competições em equipe. Essa recorrência na cadência do aprendizado, aprendendo e compartilhando, forja um perfil nos talentos com alto nível de colaboração, fazendo com que se tornem profissionais eficientes e diferenciados.
- Outro fator intrigante é que, aparentemente, não existe concorrência. Embora os alunos digladiem nas provas, cada um, querendo ficar a frene do outro no desempenho geral, é admirável a disponibilidade para compartilhar o conhecimento. No pós prova, contest ou treinamento aqueles que demonstraram maior conhecimento são assediados e respondem com a maior clareza sobre a forma e os caminhos que usaram para resolver os problemas. Isto tanto pode acontecer presencialmente quanto em eventos remotos.
- Gamificação: A proposta de usar jogos como método de ensino tem muitas versões e formas de uso prático para aprendizado. (PAIVA, 2018), tem uma visão interessante que define jogo como uma atividade, com um ou mais tomadores de decisão, que combina um conjunto de regras, um desafio (baseado em objetivos ou competitivo) e um resultado quantificável, para tornar-se uma fonte de motivação para os jogadores. Apresenta algumas ideias primárias como:
- A - Atividade: algo que é feito através da aplicação de esforço intelectual ou físico;
- B - Decisores: deve haver pelo menos um participante, responsável por tomar as decisões necessárias durante o evento;
- C - Regras: condições necessárias para fornecer uma estrutura de jogo, delimitando possíveis decisões dos atores;
- D - Desafios: tarefas que determinam o plano de jogo;
- E - Metas: estado que um jogador deve alcançar através de suas decisões;
- F - Competitivo: requer pelo menos dois tomadores de decisão jogando o jogo, possivelmente em momentos diferentes;
- G - Resultado quantificável: No final do jogo, o jogador ganha, empata, perde ou recebe uma quantidade específica de pontos;
Referências
- SOUSA, S. d. O. Aprendizagem baseada em problemas (pbl–problem-based learning): estratégia para o ensino e aprendizagem de algoritmos e conteúdos computacionais. Universidade Estadual Paulista (UNESP), 2010.
- ALLEN, D. E.; DUCH, B. J.; GROH, S. E. The power of problem-based learning in teaching introductory science courses. New directions for teaching and learning,
Wiley Online Library, v. 1996, n. 68, p. 43–52, 1996.
- DILLENBOURGH, P. Collaborative learning: Cognitive and computational approaches: What do you mean by “collaborative learning?". [S.l.]: Amsterdam: Pergamon, 1999.
- PAIVA, J. C. C. Assessment of programming challenges using gamification. 2018.